"Como dois e dois são quatro/Sei que a vida vale a pena/Embora o pão seja caro/E a liberdade pequena" (Ferreira Gullar)
Meu Diário
01/04/2021 21h59
PRONTO, FALEI! (29)

No Brasil, seis pessoas têm a renda de cem milhões de brasileiros. Aí os caras vêm falar em comunismo. Oportuno.



Publicado por Landro Oviedo em 01/04/2021 às 21h59
 
16/03/2021 21h02
ATO GOLPISTA E NEGACIONISTA NO CMS EM PORTO ALEGRE

     Os militantes bolsonaristas estão realizando aglomerações e defendendo esse governo genocida, além de fazer apologia ao Golpe de 64. Realizam isso já há dois dias na data desta postagem e tumultuando o centro de Porto Alegre, tirando o direito de ir e vir dos pedestres, que têm de fazer um longo desvio por conta da tomada autoritária do passeio público. Outra coisa a ser registrada é o apoio do Comando Militar do Sul (CMS) a esses reacionários e obscurantistas. Pelo jeito, o CMS quer mesmo fazer jus à sua tradição golpista de 1964 como sede do movimento que rasgou a Constuição e a frágil democracia do país.

     Os idiotas têm uma autoestima tão boa que acabam sendo manipulados e nunca se darão conta disso. São laranjas ideológicas, apesar de vestirem verde e amarelo.

 

 


Publicado por Landro Oviedo em 16/03/2021 às 21h02
 
09/03/2021 18h01
"TOCAIA GRANDE" (JORGE AMADO)

     Desde meus primórdios no curso de Letras, sempre ouvi discutíveis restrições à obra de Jorge Amado por parte da crítica especializada. Embora não seja um leitor recorrente de sua obra, penso que ela é um pouco do Brasil que deu certo. Talvez seja efeito de uma variante do complexo de vira-lata de que nos falou o dramaturgo Nélson Rodrigues esse tipo de contestação. Bom mesmo é Paulo Coelho! Tenho certeza de que qualquer país com um  nível cultural e educacional mais elevado orgulhar-se-ia de ter Jorge Amado como um dos seu melhores intérpretes. Nessa obra, "Tocaia Grande", ele retoma a tradição de um dos nossos  maiores escritores de todos os tempos, Aluísio de Azevedo, ao apresentar a localidade de Tocaia Grande como a grande personagem que serve de cenário para a arraia-miúda que nela desfila seus dramas sem eco. A relações de espezinhamento dos mais desfavorecidos são esmiuçadas numa obra de fôlego, que faz o leitor refletir que a tragédia de Canudos não foi por acaso. Recomendo sem pestanejar.

Em tempo: quem ainda não leu "ABC de Castro Alves", também de Jorge Amado, em que ele presta um tributo ao revolucionário poeta Castro Alves, talvez esteja perdendo o imperdível.

 

 


Publicado por Landro Oviedo em 09/03/2021 às 18h01
 
02/03/2021 20h09
SE FOI O DEDÉ (ANDRÉ AGOSTINI)

     Nesta terça-feira, soube da morte de um velho conhecido e amigo, o professor, escritor, empreendedor, militante político e ex-vereador André Agostini, de Passo Fundo, mais conhecido como Dedé.
     Conheci o Dedé quando ele já era um promissor intelectual das lutas sociais e políticas da cidade. Fomos contemporâneos na UPF na década de 80. Eu estava recém conhecendo aquele emaranhado de doutrinas e ideologias e ele trafegava nesse universo com a desenvoltura de um veterano, embora fosse jovem, pulsante e de uma elegância sorridente. Sua oratória era magnética e, nas disputas estudantis, sempre tínhamos receio de que ele fizesse a assistência pender para o seu lado, o que, não raro, ocorria, desarticulando nossas estratégias. 
     Depois desse tempo, nos encontramos poucas vezes e a última foi na Praça da Alfândega, em Porto Alegre, quando nos cumprimentamos efusivamente.
     A comunidade de Passo Fundo perde um personagem essencial do seu percurso mais recente. A par de Argeu Santarém, de De Césaro e outros, fez com que aquela cidade, num certo momento da minha vida de estudante, fosse minha metrópole cultural. Sua verve, sua afetividade, sua visão humanista e sua cartesiana argumentação em assuntos complexos são atributos a serem rememorados de sua curta e profícua existência. Até um dia, companheiro Dedé!


Publicado por Landro Oviedo em 02/03/2021 às 20h09
 
22/02/2021 20h12
CARTA PARA MANOELITO DE ORNELLAS (MARIA ALICE BRAGA)

     A professora e doutora em Letras Maria Alice Braga escreve uma sensível missiva ao escritor itaquiense Manoelito de Ornellas por ocasião da passagem dos 118 anos do seu nascimento. (Correio do Povo, 20.2.2021)

Para ler o texto na íntegra, clique abaixo:

https://rl.art.br/arquivos/7190269.pdf


Publicado por Landro Oviedo em 22/02/2021 às 20h12



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"A VIDA É BELA. QUE AS FUTURAS GERAÇÕES A LIMPEM DE TODO MAL, DE TODA OPRESSÃO E VIOLÊNCIA E A DESFRUTEM PLENAMENTE." (LEON TRÓTSKI)