"Como dois e dois são quatro/Sei que a vida vale a pena/Embora o pão seja caro/E a liberdade pequena" (Ferreira Gullar)
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MEMÓRIA AFETIVA E RESIDUAL DO GRANDE GAÚCHO (+)
Data: 19/04/2013
Créditos:
ITAQUIENSE "FONSO" ESCOBAR

Letra: Landro Oviedo
Música: César Pirelle
Interpretação de César Pirelle

MEMÓRIA AFETIVA E RESIDUAL DO GRANDE GAÚCHO ITAQUIENSE "FONSO" ESCOBAR
De tarde, se achega o “Fonso”
Silhueta ao sol de janeiro
Vem matear com o Negro Oviedo
Lá na Manduca Loureiro

Chapéu, lenço, bem pilchado
Como convém a um torena
Apeia teso, bulindo
Um dó-ré-mi nas chilenas

Se houvesse uma lei das pilchas
Já naquele tempo ido
Por certo a estampa do “Fonso”
Era o modelo escolhido

Tal fachadão de gaúcho
Ninguém mais viu nem eu vi
Lembra um general farrapo
Inspecionando o Itaqui

Morreu mal esse gaúcho
Num entrevero de carpeta
Peleando de guarda-chuva
Contra o “berro” de um sotreta

Pealaram o finado “Fonso”
Numa luta desigual
Mas um homem é sempre um homem
Mesmo na hora fatal

Quando morre um campeiro
Cai a pampa em luto nobre
Só a memória resiste
Até que o tempo a encobre.
Enviado por Landro Oviedo em 13/05/2012



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