"Como dois e dois são quatro/Sei que a vida vale a pena/Embora o pão seja caro/E a liberdade pequena" (Ferreira Gullar)
Meu Diário
10/01/2019 01h04
LISTA CRESCENTE DAS TOLICES E FALCATRUAS DO GOVERNO BOLSONARO

130 – TRAPALHADA MUNDIAL. O governo de Jair Bolsonaro decidiu abrir mão das condições especiais a que tinha direito na Organização Mundial do Comércio (OMC) para entrar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), num puxa-saquismo indecente com o presidente Donald Trump, que apoiaria sua entrada na OCDE. Agora, o governo norte-americano barrou a entrada do país e ele está ficando em pior condição do que estava antes. Com negociadores assim, melhor entregar as chaves do Brasil para um condomínio estrangeiro. E os bolsonaristas, que sempre vinham comentar nas postagens adversas, agora estão quietos que nem galo na chuva. É mais fácil negociar com as milícias, pelo jeito.

129 – BÊNÇÃO 0800. O ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, deu carona no avião da FAB, em 19 de setembro, para o pastor da sua igreja, Gerônimo Martins, usando um veículo oficial para atender aos seus interesses privados, fazendo favores com recursos públicos. Tal presidente, tal ministro. Isso é que é um governo alinhado na corrupção, seja no atacado, seja no varejo, seja na terra, seja nos ares. É a velha política aplicada pelos novos aproveitadores.

128 – APRENDIZ DE CORRUPTO. Eduardo Bolsonaro, aos 18 anos, foi contratado em Brasília com um cargo de confiança conseguido pelo paizão, Jair Bolsonaro, o mesmo que hoje quer fazê-lo embaixador. O detalhe é que ele estava morando e cursando direito no Rio de Janeiro, a mais de 1.100 km de distância. Essa situação durou 16 meses e ele embolsava um salário hoje equivalente a R$ 9,8 mil por mês. Algum bolsonarista pode alegar que era legal na época. Bem, independentemente de leis, era imoral e, em sendo imoral, contraria o princípio da moralidade que está na Constituição. Portanto, era mais que ilegal, era inconstitucional. A corrupção está no DNA de Jair Bolsonaro e de sua duvidosa família.

127 – AMIGO SUPREMO. O ministro Gilmar Mendes, a pedido do senador enrolado Flávio Bolsonaro, suspendeu toda e qualquer investigação sobre o filho de Jair Bolsonaro. Pairam sobre o parlamentar suspeitas de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e ligação com as milícias fluminenses. Em vez de se explicar, ele tenta impedir a elucidação dos fatos. Estão colocando tudo debaixo do tapete do Supremo Tribunal Federal (STF). Mais uma vez, o STF se mostra como um excelente órgão jurídico para a proteção dos poderosos. Jair Messias, que ainda não esclareceu nada sobre um cheque do Fabrício Queiroz depositado na conta da primeira-dama, está feliz com essa parceria pela impunidade. 

126 – A BAIXARIA DO "EMBAIXADOR". Eduardo Bolsonaro, deputado federal e candidato da família Bolsonaro para embaixador nos EUA, reproduziu uma fotomontagem criminosa da ativista sueca Greta Thunberg, a jovem que luta por causas ambientais. Na foto, ela está se alimentando "fartamente" enquanto é observada por crianças famintas da janela de um trem. Só que tudo é uma grande mentira. Na foto original, é uma paisagem que está aparecendo pela janela. Esse é o escolhido por Jair Bolsonaro para ser embaixador e representar o Brasil, um difamador sem escrúpulos. Esse governo já tem traços característicos de organização criminosa. 

125 – DISCURSO REPROVADO. Como professor de português, quero dizer que reprovo o discurso de Bolsonaro na ONU. Ainda que dentro de uma sintaxe formal, com coesão e progressão textuais, a parte relativa à coerência, que é o “recheio” da mensagem, foi plena de lugares-comuns, totalmente pobre, ideológica no pior sentido e cheia de chavões contra os índios, o “fantasma” do comunismo e outros delírios. Só faltou dizer que a Amazônia é nossa... para desmatar. Ainda ofendeu a ONU dentro da ONU como se isso fosse um ato de coragem. Foi um espetáculo patético e vergonhoso para a história do país.

124 – LÍDER DA CORRUPÇÃO. O líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE), junto com seu filho, o deputado federal Fernando Coelho Filho (Dem-PE), sofre investigação da Polícia Federal pelo desvio de valores que chegam a R$ 5,5 milhões ao menos, amealhados durante o período em que ele foi ministro da patética Dilma Rousseff. Os ministros de Jair Bolsonaro, assim como o próprio presidente e sua família, tentam parecer honestos, mas a realidade os desmente todos os dias. E qual foi a reação de Bolsonaro? Perguntar a Sérgio Moro se a PF está fora de controle por realizar seu trabalho devido. Ora, para esse governo iníquo, um órgão cumprir com sua obrigação é descontrole. Quanto cinismo!

123 – SALÁRIO MÍNIMO, INDECÊNCIA MÁXIMA. O governo de Jair Bolsonaro estuda retirar o reajuste do salário mínimo pela inflação. Esse salário já é mínimo e já é reajustado minimamente. Corta nos ganhos da população para manter seus privilégios e pagar menos para pensionistas e aposentados, além de diminuir a circulação de dinheiro na economia. A traição de Bolsonaro a cada dia se torna um prato que se se serve azedo e podre para os pobres e carentes. O povo está sendo tirado para tolo por um presidente que segue os ditames dos milicianos. Só que as milícias sugam um bairro, uma comunidade, e Bolsonaro e sua família sugam o país inteiro. Que tragédia!

122 – MENTIRA NO LARANJAL. Em 28 de junho, Jair Bolsonaro afirmou que havia recebido do ministro Sérgio Moro um relatório de uma investigação sigilosa sobre os laranjas do partido do presidente na eleição de 2018. Disse que encaminhara o texto sem ler (o que é normal por parte de um analfabeto funcional) para um assessor. Agora, a Folha de São Paulo, por meio da Lei de Acesso à Informação, solicitou ao ministro Moro uma cópia do tal relatório. Moro respondeu que não existe nenhum documento. Alguém está mentindo. Façam suas apostas. Moro ou Bolsonaro? Pelo jeito, a empulhação já virou política oficial do Palácio do Planalto. E nem ficam mais vermelhos, ficam laranjas.

121 – FARSA PATRIÓTICA. A equipe de Jair Bolsonaro filmou o nigeriano Dammy Damilare, professor de línguas em Salvador, induzindo-o a cantar o hino nacional sem explicar que era para um vídeo ideológico em favor do governo. Na edição, ele foi colocado como se estivera cantando com os ministros de Bolsonaro, sem sua autorização, o que é um delito. O vídeo, que pode ser visto no Youtube, ficou de muito mau gosto, ficou a cara desse governo, com muitos bolsonaristas “colando” o texto. Mas o melhor (pior) deixo para o final deste tópico: Bolsonaro cantou “margens flácidas” e teve que ser editado. É ridículo ou não é?

120 – ENCENAÇÃO DA CPMF. Jair Bolsonaro é um poltrão metido a esperto. Ele é a favor da CPMF, assim como seu ministro Paulo Guedes, um especulador do mercado financeiro guindado à condição de condutor da economia brasileira. Marcos Cintra, secretário especial da Receita Federal, sempre foi a favor da CPMF e, juntos, os três bolaram um balão de ensaio para ver se a volta do imposto “colava”. Diante da repercussão negativa, voltaram atrás e Bolsonaro entregou a “cabeça” de Marcos Cintra, aproveitando para tirar onda nas redes sociais, como se fosse contra o tributo. E acham que ninguém vê essa encenação fajuta. É um bando de sequelados usando o país para suas experimentações delitivas.

119 – NOVA CPMF. O governo de Jair Bolsonaro está propondo a ressuscitação da antiga CMPF com alíquota de 0,4% em saques e depósitos e de 0,2% para toda operação de débito e de crédito. Apesar de ter prometido não criar novos tributos, parece que a palavra de Bolsonaro vale tanto quanto as explicações de Fabrício Queiroz. Ele tenta disfarçar que vai compensar com a diminuição no IR, só que isso não está apensado na proposta. Eu, na verdade, queria propor que essa taxação valesse apenas para os eleitores crédulos de Bolsonaro. Ingenuidade custa caro.

118 – SEMANA DO BRASIL. Jair Bolsonaro, no seu nacionalismo tacanho e atrasado, está lançando a Semana do Brasil para aproveitar o sete de setembro de 2019. Mas só se for a Semana do Brasil Pobre, pois tudo o que o governo está fazendo é contra o interesse da coletividade, como se vê na matéria lincada abaixo, que destaca a negativa de dinheiro para pagar as bolsas dos pesquisadores.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2019-09/pagamento-de-bolsas-de-pesquisa-nao-esta-garantido-diz-secretario

117 – PROCURADOR AMIGO. A indicação de Augusto Aras para procurador-geral da República por parte de Jair Bolsonaro tem o claro intuito de organizar uma frente de impunidade em prol de sua família, visando evitar as investigações sobre seu clã familiar, notadamente sobre o filho Flávio Bolsonaro, que tem no currículo falsidades ideológicas, peculato, lavagem de dinheiro e ligações com os milicianos no Rio de Janeiro. Bolsonaro já conta com a adesão do ministro Dias Toffoli do STF e a cereja do bolo será a assunção do procurador parceiro a chefe do Ministério Público Federal (MPF), desrespeitando a tradicional lista tríplice da categoria. Sem investigação e denúncias penais, não haverá processos. Será uma forma de salvar a família numa omissão entre amigos, com mimos e "toma lá dá cá" nada republicanos.

116 – ADULTERAÇÃO IDEOLÓGICA. Jair Bolsonaro adora defecar pela boca diariamente, descumprindo sua própria sugestão de cocô dia sim e dia não. Agora ele investiu contra o pai da ex-presidente chilena Michelle Bachelet, general de brigada da Força Aérea chilena, que resistiu ao golpe militar contra o regime em vigor, dizendo que ele era parte do movimento comunista que queria dominar o país. O que ele não diz é que, tanto no Chile quanto no Brasil, o setor militar que deu o golpe devolveu um país falido. Basta olhar a dívida pública brasileira hoje. E graças a sanguessugas como Bolsonaro e sua família, muito dos tributos acaba nas mãos de uma minoria, que nunca trabalhou e nunca vai trabalhar na vida. Bolsonaro adultera a história para recriar os fatos, coisa típica dos estelionatários ideológicos e trapaceiros.

115 – CABEÇA DE CAPITÃO DO MATO. Na cabeça de Jair Bolsonaro, existe um maniqueísmo típico dos turbulentos mentais. Ele divide o mundo entre quem ele acha que está contra e quem ele acha que está do seu lado, num simplismo que leva a consequências trágicas. Como acha que quem estuda e é crítico é um adversário a ser batido, cortou 5.613 bolsas a partir de setembro das áreas de pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Quem sai penalizado é o país, que perde oportunidades num mundo globalizado e competitivo. A população fica desassistida. Exemplo dessa irresponsabilidade é a volta do sarampo, uma doença que já se supunha erradicada. Enquanto isso, os bolsonaristas ficam nas redes sociais cometendo asneiras verbais e apoiando essas anomalias. O país está condenado ao idiotismo.

114 – FUGA DO CONHECIMENTO. Com sua aversão pelo conhecimento e pelos estudos, pelo mérito, até porque formou uma família que nunca precisou trabalhar na vida, sempre sugando os cofres públicos, Jair Bolsonaro em seu governo se mostra indiferente ao corte de verbas dos pesquisadores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As consequências para o país serão terríveis na próxima década, com o aumento da dependência do Brasil à tecnologia estrangeira, com a dificuldade de agregar valor aos seus produtos e com o atraso em áreas essenciais para a população, como saúde, saneamento e inovação. Os bolsonaristas aceleraram para ganhar o governo (correram atrás do carro farejando os pneus), assumiram a presidência (o carro parou) e agora não sabem o que fazer com ela (fixam desenxabidos diante dos pneus). Os cientistas brasileiros já estão procurando um novo CEP no exterior. Dinheiro fácil só para o Queiroz, em dez vezes sem juros.

113 – PARALISAÇÃO COM “Z”. Quem me conhece como professor de português sabe o quanto sou flexível em relação à norma culta, ou seja, ao emprego das regras gramaticais. Sempre digo que sou adepto dos conceitos de “adequado” e “não adequado” em vez de “certo” e “errado”, priorizando-se uma correlação entre o momento de fala e o contexto e utilizando-se um registro mais informal ou mais formal de acordo com a situação de fala. Uma conversa entre amigos é mais informal do que um ofício de órgão oficial. Assim, as regras são mitigadas no primeiro caso e imprescindíveis no segundo. Todavia, no governo de Jair Bolsonaro, não é assim. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, encaminhou um ofício ao ministro da Economia, Paulo Guedes, contendo duas vezes a palavra “paralização”, além de "suspenção". Eis, mais uma vez, o referido ministro mostrando sua incompatibilidade para o cargo, maltratando o idioma de Camões e deseducando os estudantes. Numa época de nacionalismo de fachada, o culto ao verdadeiro fator de nacionalidade, a linguagem, está em baixa no governo de Bolsonaro.

12 – GROSSERIA MACHISTA. O comentário de Jair Bolsonaro sobre Brigitte Macron, esposa de Emmanuel Macron, anuindo com a postagem de um internauta que comparava as primeiras-damas do Brasil e da França pela beleza física, é um desrespeito a todas as mulheres por encerrar uma discriminação inaceitável, a de eleger padrões estéticos como se isso fosse causa de mérito. Mulher bonita é aquela que trabalha, que cuida da sua casa, dos seus filhos, que é boa mãe, boa filha, boa companheira. Só o machismo do presidente pode explicar sua manifestação grosseira e sem sentido.

111 – IDIOTA E MENTIROSO. A imagem do Brasil nunca esteve tão manchada no exterior. São já incontáveis os episódios que mostram isso.  O jornal austríaco Die Presse publicou uma matéria em que estampa o presidente Jair Bolsonaro como um idiota. O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que Bolsonaro é mentiroso após constatar que ele lhe falou em privado inverdades sobre seu compromisso com a defesa da floresta amazônica. Enquanto isso, os bolsonaristas, no seu nacionalismo de fachada, preferem uma destruição verde-amarela da Amazônia a uma proteção internacional. As insanidades encontraram terreno fértil no Palácio da Planalto e estão se multiplicando em ritmo acelerado.

110 – A VOLTA DOS PANELAÇOS. A farsa de Jair Bolsonaro em pronunciamento nacional na TV, querendo se mostrar como defensor da Amazônia, não colou. Depois de cortar verbas de fiscalização, de falar em indústria da multa no Ibama, de recusar as verbas da Noruega e da Alemanha para uso em programas de preservação, de apoiar a mineração nas terras indígenas, de negar dados oficiais do Inpe, órgão oficial, sobre o desmatamento, de afrouxar o combate aos grileiros e ao agronegócio, derrubadores da floresta, e de muitas outras atrocidades, vem ele querer ludibriar a população com seus discurso vago e enganoso. Bolsonaro é um dos responsáveis pela devastação do meio ambiente. Os panelaços em todo o país parecem fazer eco a esta constatação.

109 – QUEIMADAS. A cada dia, uma asneira nova e poluente ao ecossistema da verdade dos fatos. Agora, Jair Bolsonaro está insinuando, sem provas, que as ONGs estão por trás do desmatamento e dos incêndios. O indivíduo é um insano completo. Não cumpre com suas obrigações e transfere as responsabilidades. E de forma criminosa. Somente os muito desinformados podem acreditar nessa lorota. 

Veja aqui uma logo sobre o tema:
https://rl.art.br/arquivos/6726826.pdf 

108 – CPMF. Jair Bolsonaro fez toda sua campanha afirmando que não aumentaria tributos e iniciou seu governo falando aos quatro ventos que é contra a criação de novos impostos. Todavia, o ministro da economia, Paulo Guedes, desautorizou Bolsonaro de forma acintosa ao defender a criação de uma nova CPMF. Esse Bolsonaro tem uma vocação irrefreável para fazer o papel de bocó da corte. Maldoso, mas despreparado.

107 – MUDANDO O DISCURSO. Embora Jair Bolsonaro nunca tenha dito durante a campanha eleitoral o tipo de reforma da Previdência que faria no seu governo, tão logo assumiu ele passou a defender a reforma que interessa aos mercados, ao setor financeiro e aos banqueiros. De um enfoque inicial que dizia que a dita reforma seria o bâlsamo dos problemas do país, agora estão mudando, aos poucos, o discurso. O deputado não eleito que ganhou a boquinha de secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, passou a usar meias palavras: “Não será a reforma do sistema previdenciário que vai gerar emprego, renda e oportunidades no Brasil". Uma hora é a Previdência, noutra são as privatizações. Cada dia um discurso, mas com uma coêrência textual e semântica: sempre contra o povo brasileiro, que vai trabalhar até os últimos dias de sua vida. A tão sonhada aposentadoria só a terá a família Bolsonaro e seus cupinchas. Terá não, Jair Bolsonaro já ganha dos cofres públicos há 28 anos sem trabalhar de fato. 

106 – FRENTÃO PELA IMPUNIDADE. A decisão de Bolsonaro de levar o Coaf para o Banco Central tem o propósito de fazer um acordão com todos os investigados e com todos os favoráveis à impunidade para impedir as apurações contra a corrupção. Fazem parte desse pacto o presidente do STF, Dias Tóffoli, Gilmar Mendes e outros. Isso inclui o trancamento das investigações contra Flávio Bolsonaro, o filho enrolado do presidente. E também está na jogada a indicação do futuro procurador-geral da República, que será outra marionete do Palácio do Planalto. E os bolsonaristas, que sempre criticaram Tóffoli, estão fazendo cara de paisagem para essa verdadeira operação abafa.

105 – LICENÇA GENOCIDA. Quando fala que quer liberar o garimpo em terras indígenas, Jair Bolsonaro fomenta a investida de garimpeiros e organizações criminosas sobre essas áreas de difícil defesa, incentivando a destruição do solo, a apropriação ilícita dos recursos naturais e minerais e a eliminação das lideranças das tribos. O número de assassinatos de índios na Amazônia só vem crescendo a cada ano com a omissão do poder público, principalmente da União. Quem diz amém às insanidades de Bolsonaro tem as digitais sujas de sangue dos verdadeiros donos da terra. O capitão do mato é um psicopata social que beira a demência e sua caixa craniana é um depósito de insanidades e de planos para desancar o bom senso e aviltar os mínimos valores de uma sociedade ética e democrática. 

104 – BOLSA DEPUTADO. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, admitiu que os cortes na educação, que atingem a educação infantil, a concessão de bolsas na educação superior e básica e o funcionamento de instituições federais de ensino, foram para pagar as emendas dos parlamentares comprados que votaram a favor da reforma da Previdência. O povo perde duas vezes: quando o ensino é aviltado e quando cortam seus direitos à aposentadoria, que será precária e sem garantias. Depois dessa admissão de culpa, o que mais é preciso para definir esse governo cruel e sacripanta?

103 – BOLSONARO REPROVADO. Em janeiro, as pesquisas indicavam que Jair Bolsonaro tinha 40% de aprovação e 20% de reprovação. Era uma goleada. Luz verde, céu de brigadeiro. Algo como 4 a 2. Já em maio, os números indicavam 34% de aprovação e 36% de reprovação. Luz amarela acesa. Em agosto, os números estão indicando 33% de aprovação e 38% de reprovação. Luz vermelha acesa. Ou laranja. Bolsonaro corre o risco de acabar seu governicho com os mesmos 9% (ou menos) de aprovação de Dilma Rousseff e de Michel Temer ao final de seus desgovernos. Todos reprovados.

102 – PROMOÇÃO PESSOAL. Diante da repercussão negativa pela nomeação de uma escola com o seu nome no Piauí, Jair Bolsonaro, que já havia acedido com a bajulação do prefeito de Parnaíba (PI), o ex-senador e ex-governador cassado Mão Santa (SD), recuou nesse arreglo cínico, imoral, ilegal e violador de todos os cânones básicos da ética e do bom senso. A iniciativa foi do Serviço Social do Comércio ( Sesc ) e da Fecomércio daquele estado. Ocorre que o Sesc, como entidade do Sistema S, administra recursos públicos e precisa cumprir o princípio da impessoalidade. Este mundo elitista está virado mesmo. Há alguns anos, em Porto Alegre, enfrentamos imensas resistências para colocar em um logradouro público o busto de João Cândido, o Almirante Negro, líder da Revolta da Chibata. Por sua vez, um sem-número de boçais homenageia Jair Bolsonaro com alto grau de servilismo. Os idiotas adoram cerimônias oficiais para acasalamento. 

101 – BANDIDO DE DIREITA. Jair Bolsonaro respeita eleições apenas quando ele ganha. Como as urnas argentinas estão indicando uma vitória de Alberto Fernández e Cristina Kirchner sobre seu aliado Mauricio Macri, ele fala, de uma forma lunática, sobre a volta dos "bandidos de esquerda". Ora, se eles voltarem pelo voto, será pela mesma via pela qual hoje o Brasil tem um delinquente de direita no poder, o qual defende a tortura e tem ligações políticas e financeiras com os milicianos fluminenses, seja através do seu filho Flávio Bolsonaro, seja através dos empréstimos que fez a Fabrício Queiroz, sem falar nas bombas que pretendia colocar nos quartéis como capitão. Esse senhor só é democrata na medida exata dos seus interesses espúrios.

100 – ORDENANÇA DO “MOTOSSERRA”. Num debate com o ex-presidente do Inpe, Ricardo Galvão, mediado pela jornalista Renata Lo Prete, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se contradisse de forma descarada, contradizendo também Jair Bolsonaro. Primeiramente, Bolsonaro falou em alto e bom som para todo o país que os números do Inpe eram mentirosos, no que foi secundado por Salles. Agora, seu ordenança afirma que os números são verdadeiros, mas discorda da forma da apresentação. A citação presidencial de campanha (“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!”) serve muito bem para ilustrar a necessidade que têm os farsantes de adulterar a realidade todos os dias para que ela corresponda aos seus devaneios e interesses escusos.

99 – DEFECAÇÃO VERBAL. Jair Bolsonaro está amando poder dizer qualquer asneira e isso ter imediata repercussão nacional. Durante as quase três décadas em que foi um obscuro parlamentar, ele tentava isso permanentemente e não dava certo da forma como queria. Agora, ele tem uma audiência nacional e pode sugerir a um repórter que faça cocô dia sim e dia não para preservar a natureza. Isso é tudo o que ele sempre sonhou, ver um debate sobre suas sandices. Sem dúvida, é ótimo para ele. Todavia, é deplorável para um país tê-lo à frente da condução dos negócios públicos, com um papel ridículo e canhestro. Como “capitão motosserra”, não seguindo seu próprio cinismo, ele pode defecar livremente todos os dias. Inclusive pela boca.

98 – RETALIAÇÃO. Jair Bolsonaro editou uma medida provisória para retaliar a imprensa, como ele mesmo admitiu de forma cínica e pouco republicana. Pelo texto, as empresas ficam desobrigadas de fazer as publicações oficiais nos jornais. Tudo porque ele se sente contrariado pelo noticiário. Ora, os seus malfeitos não podem ser colocados para debaixo do tapete da desinformação. Outrossim, essa MP é totalmente inconstitucional porque não atende aos requisitos da urgência e da relevância. Usar da caneta para satisfazer interesses pessoais, familiares e privados é um desvirtuamento da liturgia do cargo de presidente da República. Mas este senhor trata as leis com a desfaçatez que lhe é peculiar na sua lógica de saqueador eleito para aproveitar ao máximo as oportunidades, lícitas ou não, do seu mandato.

97 – PERGUNTA BESTA. Em entrevista, Jair Bolsonaro ironizou nossa entidade máxima, a OAB, perguntando quem era a OAB. Ora, só um desinformado pra não saber que a Ordem dos Advogados do Brasil é uma entidade que sempre teve grandes democratas na defesa das liberdades civis do povo brasileiro. Enquanto Bolsonaro defende os tanques, as baionetas e a tortura do regime militar, esses homens e mulheres, como Raymundo Faoro e Sobral Pinto, tinham como seu escudo a palavra, a consciência limpa e a defesa da cidadania. Quem é Bolsonaro, líder maior de uma família corrupta, para falar mal da OAB?

96 – A CABRESTO. Jair Bolsonaro é mesmo um indivíduo sem noção, um poltrão despreparado. Agora afirma que só vai liberar verbas para governadores do Nordeste que digam que estão apoiando seu governo. Ele não sabe que a Constituição garante a autonomia dos entes federados. Mais uma pérola de um néscio que seria engraçada se não fosse uma expressão de um autoritarismo e de uma confusão entre patrimônio público e interesse privado.

95 – A VERDADE DO INPE. Jair Bolsonaro decidiu exonerar Ricardo Galvão, presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), porque o órgão mostrou a verdade do desmatamento. Uma das alegações é que esses dados prejudicam a imagem do Brasil no exterior. Ora, querem desmatar, invadir terras indígenas, ceder às pressões do agronegócio e dos grileiros e ainda não aceitam ser cobrados por isso no país e no exterior. É mais ou menos como o corno que, enquanto ninguém descobrir que ele é corno, tudo está às mil maravilhas. O clichê de campanha de Bolsonaro continua em voga, só que com sinal trocado: conhecereis a verdade e a ocultará se for conveniente. Aliás, já ocultaram o Queiroz.

94 – COMISSÃO DA VERDADE. A substituição de membros da Comissão da Verdade para colocar nos seus lugares gente contrária à história e aos direitos humanos, inclusive um réu acusado de fraudar concurso público para beneficiar sua esposa, mostra que Jair Bolsonaro jamais quis conhecer a verdade, como afirmou no seu chavão de campanha. Cada vez mais o capitão se transforma em capitão do mato, como aquele do conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis.

93 – HELICÓPTERO “FABILIAR”. Está circulando nas redes sociais um vídeo em que familiares do presidente Jair Bolsonaro usam um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir ao casamento de Eduardo Bolsonaro, o 02, no Rio de Janeiro. Seu sobrinho chega a ironizar dizendo que vão “passear” de helicóptero, claro que às expensas dos cofres públicos. Pelo visto, o novo jeito de fazer politica é apenas um voo de galinha. 

92 – FORTUNA DO FGTS. Educação financeira e prioridades são tudo. Faz um tempo, um bêbado me pediu na rua R$ 1,00 para comprar cachaça. Eu dei, mas com a advertência de que ele não comprasse leite. Agora, com o governo de Jair Bolsonaro liberando até R$ 500,00 do FGTS, preciso advertir as pessoas de que elas devem pensar bem em como investir esse recurso obtido duramente. É necessário todo um preparo para não gastar inadvertidamente um montante tão expressivo. É melhor poupar para garantir o futuro, ainda mais que a aposentadoria agora é flutuante, ou seja, quando estivermos chegando lá, o  aumento na expectativa de vida vai transferir a tão sonhada era do ócio para as calendas gregas. Guardem bem os R$ 500,00. Ou menos. Não vão sair comprando tudo que encontram pela frente.

91 – INTIMIDAÇÃO VIA PRF. Parece surrealista, mas não é. Policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) visitaram um sindicato em Manaus para interrogar sobre uma reunião dos professores para organizar atos contra Jair Bolsonaro. Isso contraria frontalmente o direito de reunião e de expressão, garantido pela Constituição federal. Os bolsonaristas estão com saudades do período da ditadura, quando qualquer pau-mandado poderia chutar a porta de uma casa e invadir uma residência para realizar arbitrariedades, inclusive torturas. Neste caso é mais que tolice ou falcatrua, é uma ação espúria e condenável. Há que se apurar os fatos e condenar os responsáveis por essa conduta ilegal e autoritária.

90 – DESMATAMENTO. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou dados sobre o desmatamento no Brasil, obtidos de forma criteriosa. Jair Bolsonaro, que é amigo do agronegócio e dos grileiros, questionou o levantamento. Quer receber os relatórios antes. Para quê, se ele não lê nada? E o astronauta Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, quer enquadrar o diretor do Inpe, engenheiro Ricardo Galvão para que ele recue nas conclusões. Ora, um analfabeto funcional querendo receber relatórios e um astronauta que nada fala sobre a adesão dos bolsonaristas à tese da terra plana são um exemplo típico e mal acabado de a quantas andamos no Brasil.

89 – ESCOLHA CRUEL. Jair Bolsonaro é mesmo um psicopata social, que adora espalhar terrorismo, boatos e maldades. Uma de suas pérolas é que os brasileiros têm que escolher entre ter direitos e ou ter empregos, como se a vítima fosse o patrão e a causa da crise econômica não fosse a brutal concentração de renda. Engraçado é que ele nunca teve que escolher entre ter mamatas ou ter privilégios. Como bom parasita, sempre escolheu os dois. A pensão vitalícia dele já está garantida.

88 – SERVILISMO LESA-PÁTRIA. A decisão da Petrobras de não permitir o abastecimento de dois cargueiros do Irã, com transporte de alimentos, exportação nacional, em ÁGUAS BRASILEIRAS, por conta das sanções de Donald Trump àquele país, é fruto de um servilismo descarado do governo de Jair Bolsonaro ao governo dos Estados Unidos, agindo como um governicho capacho de quinta categoria. A tal da soberania era apenas uma patranha contada no período eleitoral.

87 – TRANCAMENTO DAS INVESTIGAÇÕES. Suprema ironia é que cada vez mais os bolsonaristas vão ficando parecidos com os petistas, que tentaram de todas as formas impedir as investigações de corrupção. Agora, por meio do ministro Dias Tóffoli, notório integrante do PT, fizeram uma aliança contra a apuração da malversação de verbas e da ligação com os milicianos por parte do filho-mor do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro. Num conluio escuso, conseguiram trancar as investigações sobre o caso. Enquanto isso, ninguém acha o Fabrício Queiroz.

86 – CORTE NA EDUCAÇÃO BÁSICA. Ao mesmo tempo em que realizou a maior compra de deputados federais da história do país para votarem a favor da reforma da Previdência, com milhões e milhões de reais para negociar votos, o governo de Jair Bolsonaro cortou no primeiro semestre, sem qualquer aviso, as verbas para a educação básica. Perderam recursos a educação em tempo integral, a construção de creches, as atividades de alfabetização e o ensino técnico. Será que essa é uma forma de punir as crianças "comunistas" e os idosos da "velha política"?

85 – EMBAIXADA NOS EUA. Quem está criticando Jair Bolsonaro por querer indicar o filho para uma embaixada no EUA não sabe se colocar no lugar de um pai. Não imagina do que um pai é capaz para ver um filho feliz. Ele já tem um filho, Flávio Bolsonaro, que tem a ocupação de ser o braço institucional das milícias no parlamento. Tem outro filho, Carlos Bolsonaro, que leva amigos íntimos para passear no centro do poder. São tarefas e distrações de peso. Agora, Eduardo Bolsonaro só quer ser um elo entre o Brasil e Donald Trump, que elogia o pupilo. Aí vem um bando de mal-amados falar em nepotismo, princípio da impessoalidade e interesse público. Coisas da velha política.

84 – MÃO-GRANDE NO FUNDO. O governo de Jair Bolsonaro quer colocar a mão-grande no fundo mantido majoritariamente pela Alemanha e pela Noruega para defender a Amazônia. São R$ 3,4 bilhões que o ministro Ricardo Salles quer desviar para os ruralistas com a obrigação de manter áreas de preservação ambiental. Um escândalo que terceiriza a vergonha, já que eles não a têm.

83 – AVIÃO DO TRÁFICO. Já dizia o rebelde poeta barroco Gregório de Matos Guerra: "A cada canto um grande conselheiro,/Que nos quer governar cabana e vinha;/Não sabem governar sua cozinha,/E podem governar o mundo inteiro". O episódio do avião presidencial transportando cocaína mostra bem a incompetência do governo de Jair Bolsonaro, que diz querer melhorar a segurança pública no país e não consegue sequer coibir que o avião oficial do governo esteja a serviço do tráfico, somente sendo descoberto o crime pela polícia espanhola. Quanta presepada!

82 – CONTRA OS PASSAGEIROS. Jair Bolsonaro vetou a franquia de bagagem para os passageiros aprovada pelo Congresso Nacional. Isso mostra bem de que lado ele está. Assim como  a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que deveria defender os consumidores, Bolsonaro resolveu proteger os interesses das grandes empresas do setor. O discurso de que cobrar pela bagagem diminui o custo do bilhete já foi soterrado pela prática das companhias, que estão cobrando valores estratosféricos. De novo, o brasileiro ficou a ver navios.

81 – ARARAS-AZUIS. As araras-azuis que serão trazidas da Alemanha para serem reintroduzidas na natureza não poderiam retornar em pior momento, com o governo de Jair Bolsonaro entregando o controle da fiscalização do meio ambiente ao agronegócio e com o ministro Ricardo Salles desmontando toda a estrutura de vigilância do MMA. Eu aconselho a que elas adiem o retorno e esperem o fim do governo Jair Bolsonaro, sob risco de serem extintas de novo.

80 – CONAMA. Quando se lida com gente sem noção, o que já está ruim pode sempre piorar. Não bastam os exemplos de Mariana e Brumadinho, com tantas vidas e patrimônio perdidos, para que os acólitos de Jair Bolsonaro tenham um mínimo de racionalidade. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acaba de diminuir a representação dos membros da sociedade civil no Conama, conselho que trata dos assuntos referentes ao meio ambiente, para dar maioria ao governo e ao agronegócio. Isso que esse senhor já foi condenado por improbidade administrativa exatamente por delitos contra os interesses que deveria defender. Colocaram um psicopata ambiental para fazer o trabalho sujo.

79 – MINISTRO FERVOROSO. Os requisitos estabelecidos pela Constituição federal para ser ministro do STF são cinco: 1) ser brasileiro nato; 2) idade entre 35 a 65 anos; 3) estar no gozo dos direitos políticos; 4) possuir notável saber jurídico; e 5) ter reputação ilibada. Jair Bolsonaro agora quer colocar mais um: ser evangélico. O direito só é direito se for plural. Não é à toa que a humanidade só avançou depois que se libertou da Idade Média e do domínio teocêntrico. Mas o boquirroto quer anular o processo civilizatório. Religioso de farda é sempre um perigo. Carrega a cruz ao lado da espada para calar vozes discordantes.

78 – DIFAMAÇÃO. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez acusações sem provas contra supostos professores que estariam coagindo alunos a participar dos protestos contra os cortes de verbas na educação. Na verdade, eles vão às ruas porque não aceitam sua gestão capenga. Acusar sem provas, senhor ministro, é indício de mau-caratismo. O seu despreparo, na esteira da desqualificação de Jair Bolsonaro, se torna a cada dia mais evidente. Seria muito melhor se o senhor, em vez de “contingenciar” as verbas do seu ministério, contingenciasse suas palavras. Ganharíamos todos.

77 – PRIMEIRO NÓS. O ministro Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, o mesmo das notas frias para pegar um reembolso da Câmara dos Deputados, e Rodrigo Maia (Dem-RJ), presidente daquela Casa, dois grandes defensores da reforma da Previdência, já optaram por ficar com a aposentaria especial como deputado federal. Reforma no fiofó dos outros é refresco.

76 – MENTIRA NOS CURRÍCULOS. Os ministros bolsonaristas Damares Alves, Ricardo Salles, Ricardo Vélez Rodriguez e Abraham Weintraub cometeram crime de falsidade ideológica e mentiram nos seus currículos. Essa gente perdeu a noção de probidade e de valores morais. Até a mulher de César perdeu as estribeiras com eles.

75 – NEGOCIATA DE GAVETA. O deputado federal Darcísio Perondi (MDB-RS), ex-membro da tropa de choque de Michel Temer, foi rechaçado pelo povo de Santa Rosa-RS e região, ou seja ficou sem mandato nas eleições de 2018. O que fez Jair Bolsonaro? Levou o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) para um ministério a fim de que o suplente Darcísio Perondi assumisse como articulador do governo na Câmara, contrariando as urnas. Se isso já é imoral, pior ainda é o que vem depois. Para deixar Perondi assumir, Osmar Terra fez a combinação de que ele continuaria a bancar o seu comitê eleitoral com verbas do mandato parlamentar, dinheiro que só deveria ser usado para gastos de quem está exercendo o cargo. A negociata de gaveta é mais uma conta paga pelo contribuinte.

74 – FAVORECIMENTO. A Constituição federal tem um princípio fundamental em seu escopo, o da impessoalidade. Isso significa que a administração pública não pode agir para favorecer pessoalmente ninguém em particular. Todavia, essa importante regra foi violada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que chegou a assinar um documento para favorecer um ex-candidato pelo PSL em 2018, que não conseguiu se eleger, para ocupar um cargo remunerado em cerca de R$ 34 mil. O ministro tentou reverter um dos pré-requisitos para ocupar determinado cargo na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o de ter curso superior. Recuou diante das resistências internas, mas sua assinatura está lá. A “nova política” parece ter sido implantada com o prazo de validade vencido.

73 – NÍVEL RASTEIRO. O comentário de Jair Bolsonaro sobre o bilau de um oriental que encontrou no aeroporto de Manaus (“Tudo pequenininho aí?”) mostra bem o nível ao rés do chão da mentalidade desse senhor visivelmente despreparado, desprovido de qualquer senso de pudor. Só falta agora ele encontrar o negão da piroca e comentar: "E aí, tudo maravilhoso aí?".

72 – INVESTIGAÇÃO. O MP do Rio de Janeiro pediu, e obteve, a quebra de sigilo de 95 pessoas ligadas ao clã Bolsonaro, todas suspeitas de vários crimes, como a popular “rachadinha”, no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. Jair Bolsonaro, com quem significativa parcela desse contingente também “trabalhou”, esgrima o surrado discurso da perseguição. Ora, das duas uma: ou as acusações são falsas e basta demonstrar isso ou são verdadeiras e aí o jeito é fazer mi-mi-mi e ganhar tempo. Claro que nada vai tisnar a admiração de Jair Bolsonaro pelo filho corretor. Contam que ao ver os resultados fabulosos na compra e revenda de imóveis, Jair Bolsonaro teria comentado, orgulhoso: “Olha aí, ah, é o meu guri, olha aí”.

71 – OMISSO. Depois de Jair Bolsonaro dar um diagnóstico bem clichê sobre a educação brasileira, atribuindo a atual situação a uma herança recebida, é válido questionar o que ele fez pelo segmento nos 27 anos em que foi deputado federal. Afinal, ele teve o condão de propor projetos de lei para melhorar esse grave quadro apontado em suas declarações e, pela ênfase nas críticas, leva a presumir que tenha sido um parlamentar ativo em prol do sistema de ensino. Pasmem: não há um projeto de lei, uma norma aprovada para elevar o aprendizado. Ser omisso não é delito, mas ser cínico é um grave defeito moral.

70 – NOTÍCIA-BOMBA. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, defendeu que o Brasil possua armas nucleares. Esse rapaz é um completo nefelibata. Num país em que a educação é um desastre, o saneamento básico é uma tragédia, o acesso à saúde é uma loteria e a segurança pública é uma ficção, ele, que integra o governo de Jair “Tesoura” Bolsonaro, que corta verbas da educação, vem agora falar em despender recursos públicos com equipamentos bélicos. Gente sem noção...

69 – EFEITO CONTRÁRIO. Fernando Collor pediu para as pessoas usarem verde e amarelo e o país se tingiu de preto na época do impeachment. Dilma Rousseff fez a lei antiterrorismo e as manifestações recrudesceram depois das jornadas de junho em 2013. Agora, Jair Bolsonaro, nos Estados Unidos, durante uma viagem que é uma “viagem”, sem sentido, apenas onerando o erário para receber um prêmio que ninguém quer lhe entregar, deu declarações chamando os manifestantes dos cortes contra a educação como “idiotas úteis”. Os atos “bombaram” depois desse fato. Com isso, ele se transformou numa espécie de idiota muito útil para o êxito dos protestos.

68 – PINÓQUIO. O governo de Jair Bolsonaro está mais perdido do que cego em tiroteio e saltando mais do que minhoca em formigueiro. Foi armado um circo que deve custar caro ao biruta-mor. Ele recebeu vários líderes partidários, inclusive do seu partido, e fez uma ligação, na frente deles, para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, proibindo os cortes nos orçamentos das universidades. Horas depois, o próprio MEC, o ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, e a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann, afirmaram que tudo não passava de um boato. Boato com testemunhas do fato? Ou Jair Bolsonaro ligou e não manda nada ou fez uma grotesca simulação perante os parlamentares. Fraude ou farsa?

67 – DOIS QUEIROZES, DOIS BOLSONAROS. Flávio Bolsonaro, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, afirmou que ele não tem explicações a dar, mas sim Fabrício Queiroz, seu assessor por mais de uma década. Aduziu que se sente traído. Ora, por favor, ele só fala isso porque foi desmascarado. Enquanto seu assessor fazia rachadinhas, realizava negócios suspeitos, contratava pessoas ligados aos milicianos sem ser descoberto, tudo estava bem. Agora que as coisas estão vindo à tona, as declarações mudaram. Queiroz passou a ser um entrave e Flávio Bolsonaro apenas um político enganado. Tá bom, eu finjo que acredito.

66 – REPROVADO. Não é demais supor que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, esteja aproveitando o cargo para se vingar das universidades, que acusa de serem pouco producentes, quanto é o contrário, produzem muito, segundo a consultoria independente Clarivate Analytics. Tudo pelo fato de ter sido um aluno medíocre. Foi reprovado em cerca de 40% das disciplinas em que se matriculou. Péssimo estudante, péssimo exemplo, péssimo ministro.

65 – OFENSAS PERMITIDAS. É inadmissível que Jair Bolsonaro, como presidente, permita que o falastrão Olavo de Carvalho ofenda gratuitamente os generais do seu estafe, inclusive, com alusão à doença degenerativa de um deles. Isso parece mágoa reprimida do capitão com o generalato. Esse deve ser o motivo por que ele dá essa licença "poética" para esse boquirroto exercer sua escrotice.

64 – MARIONETE DE FARSANTE. Como bom poltrão despreparado, Jair Bolsonaro precisa ser teleguiado, comendo na mão de terceiros, precisando que lhe entreguem as falas e as parcas ideias. É assim que ele virou um fantoche refém do pretenso filósofo Olavo de Carvalho, um pseudopensador que ativa suas neuroses como se fossem grandes achados e tiradas geniais. É o primeiro caso na história de presidente governado por controle remoto. A idiotia e a idolatria deram à babaquice status institucional.

63 – ANALOGIA DE BABA-OVO. Em uma cerimônia de posse dos novos diplomatas no Instituto Rio Branco, o chanceler Ernesto Araújo fez loas de corpo presente ao presidente Jair Bolsonaro, comparando-o a Jesus Cristo. Essa gente perdeu a noção, está encastelada numa torre de babel diante de um fosso chamado realidade. Ainda se fosse Barrabás...

62 – A IGNORÂNCIA CULTUADA. A decisão do governo de Jair Bolsonaro de realizar um corte linear de 30% no orçamento das universidades públicas mostra uma emulação para tomar um atalho rumo ao péssimo como se fosse boa rota. Isso significa rebaixar o país na disputa científica que se trava no mundo e elevar a ignorância a um patamar de virtude. Alguns néscios aplaudem e justificam a medida. Essa emenda está saindo pior que o descartado soneto.

61 – PUBLICIDADE CRUEL. O governo de Jair Bolsonaro vai gastar R$ 40 milhões com publicidade para tentar convencer a população de que a reforma da Previdência é boa para ela. Isso é mais ou menos como induzir o condenado à forca no patíbulo a participar do merchandising da corda. 

60 – ESCOLA SEM PENSADORES. O ministro da Educação de Jair Bolsonaro, Abraham Weintraub, um dos tantos boçais que têm se reproduzido no ambiente insalubre do Palácio do Planalto, quer cortar as verbas dos cursos de sociologia e de filosofia. Tristes tempos estes em que os ignorantes desfilam suas asneiras em público sem pudor, como se a insipiência pudesse ser justificada por uma ideologia de botequim. Ou de caserna.

59 – DE BOLSONARO A CUECANARO. Jair Bolsonaro é mesmo uma comédia do ridículo levado ao extremo. Agora ele diz que está preocupado com a falta de higiene dos homens que têm o bilau amputado por falta de higiene. Realmente, trata-se de uma grande pauta para o país.

58 – BOLSOLÃO. É uma suprema vergonha a informação oficial e confirmada pelo governo federal através de seu ministro Onix Lorenzoni de que cada deputado federal que votar a favor da Reforma da Previdência vai ganhar R$ 40 milhões. Isso é algo vergonhoso, nada republicano, que mostra a iniquidade desses crápulas que se apossaram do país.

57 – MINISTRA MACHISTA. A ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, aquela que diz que a esposa deve ser submissa ao marido, afirmou que o governo federal não tem dinheiro para custear as casas de abrigos para mulheres vítimas de violência. Como bem registrou um leitor nos comentários do UOL, decerto o governo de Jair Bolsonaro vai poupar para investir em cemitérios.

56 – IBAMA DESAUTORIZADO. Jair Bolsonaro quer impedir que os bens de difícil remoção dos criminosos ambientais sejam destruídos. Só falta ele propor que os bens sejam apreendidos e que os desmatadores fiquem como fiéis depositários dos equipamentos e veículos. Que continuem usando. Não me admiraria.

55 – PRECOCE. Jair Bolsonaro se aposentou aos 33 anos como militar e agora quer que a população trabalhe até morrer enquanto ele fica sangrando os cofres públicos com seus vencimentos privilegiados.

54 – SIGILO FISCAL. A Receita Federal diz que vai acionar a Polícia Federal para identificar o acesso irregular aos dados fiscais do presidente Jair Bolsonaro. Ora, só se incomoda com o acesso aos seus dados quem tem a esconder. Dentro de um regime republicano, quem só vive de dinheiro público, como a família Bolsonaro, que nunca trabalhou para valer na vida, deveria manter suas contas sempre abertas. Sigilo fiscal é para quem ganha seu sustento com o suor do próprio rosto e não precisa dar satisfação pra ninguém. Não cabe para aproveitadores.

53 – TROCA NA EDUCAÇÃO. Sem comentários.

52 – HORÁRIO DE VERÃO. Finalmente, uma grande realização do governo de Jair Bolsonaro. Agora, todas as mazelas sociais do país já podem ser consideradas em vias de extinção. Acusado de ter um governo tumultuado, com muitos desencontros e trapalhadas, o presidente chamou a si a responsabilidade de decidir sobre um grande tema nacional. Os livros didáticos já podem reservar a Bolsonaro um lugar de honra na história como o presidente que acabou com o horário de estio. Nem mesmo os imperadores de Roma, onde o sol jamais se punha, fariam melhor. Com a aprovação da reforma do horário de verão, os indicadores sociais já podem melhorar, inclusive o PIB.

51 – REVISÃO CÍNICA. O ministro Ricardo Vélez Rodríguez, da Educação, disse que não houve ditadura militar. Decerto todos os mortos pelo regime eram suicidas e os torturados se automutilaram. Os desaparecidos foram apenas abduzidos. Os anos sem eleições ocorreram somente porque a população não gostava de votar. A censura à imprensa foi uma ficção. A corrupção do regime militar também é invenção da esquerda. Nada como uma gestão que adota a “Escola sem partido”. Não há maior ideologia do que dizer que não tem ideologia. 

50 – OS SEM-VAGAS. O governo de Jair Bolsonaro está tripudiando sobre a sorte de milhares e milhares de estudantes universitários. São cem mil que adquiriram o direito de um financiamento após o Enem e uma imensa parcela não está conseguindo se matricular porque o sistema simplesmente não funciona. O descompromisso com a educação é atroz e causa indignação.

49 – GAFE INTERNACIONAL. O senso do ridículo do governo de Jair Bolsonaro tirou férias. A trapalhada da vez agora é a confecção de uma foto de Bolsonaro com a faixa presidencial para ser colocada nas embaixadas dos outros países no Brasil. O néscio não sabe que uma embaixada é, por convenção diplomática, um espaço soberano da nação que representa. Cada embaixador coloca a foto do seu presidente. Mas não avisaram o biruta de estacionamento. Outro papelão.

48 – SAMBA DO CRIOULO DOIDO. Ernesto Araújo, o chanceler das sandices e dos tolos, disse a um canal do Youtube que o nazismo foi movimento de esquerda. No governo de Jair Bolsonaro, "se gritar 'pega doidão", não fica um, meu irmão!". Bando de malucos.

47 – MEC À DERIVA. O ministério da Educação no governo de Jair Bolsonaro entrou num vaivém pior que em boate de beira de estrada. Já vão lá cerca de 15 demissões, quedas de assessores graduados e muitos recuos em políticas e iniciativas anunciadas. O ministro Ricardo Vélez Rodriguez é um bolsonarista que imita o chefe: despreparado, amador, boquirroto e fanfarrão.

46 – PELEGO UNIVERSAL. Jair Bolsonaro conseguiu fazer com Donald Trump uma negociação em que só faltou ajoelhar-se para o presidente norte-americano em sinal de subserviência. Entregou a liberação de vistos sem reciprocidade, cedeu a Base de Alcântara para os EUA, apoiou o muro da vergonha no México e está trocando as vantagens que o Brasil tem como país-membro da OMC por um futuro e improvável assento na OCDE. Só os tolos acreditam em elogios de portas abertas.

45 – REJEITO RESGATADO. O deputado federal Darcísio Perondi (MDB-RS) fez parte da tropa de choque do governo de Michel Temer e lutou para empurrar goela abaixo da população a reforma da Previdência. O povo de Ijuí-RS, sua base eleitoral, não o reelegeu, negando sua volta para a Câmara dos Deputados. O que fez Jair Bolsonaro? Convocou Osmar Terra (MDB-RS), que cola em qualquer governo, para ser ministro e garantiu o mandato do suplente Perondi, que virou um dos vice-líderes do governo na Câmara. O povo rejeita, Bolsonaro aceita.

44 – DECLARAÇÃO REVOLTANTE. O ministro Onyx Lorenzoni, aquele das notas frias para embolsar dinheiro público, elogiou a ditadura de Augusto Pinochet, um psicopata cruel que governou o Chile. Declarações como essas viraram lugar-comum no governo reacionário de Jair Bolsonaro. A afirmação, que foi repudiada por autoridades do país vizinho, saiu em paralelo com a condenação de onze militares chilenos por queimarem dois jovens vivos após manifestações. Sem esquecer que, durante o golpe, um dos presos, o grande cantor Victor Jara, teve suas mãos decepadas por esses sacripantas. Chegamos ao ponto em que o cinismo virou marca registrada de uma claque de embusteiros.

43 – REFORMA ENTRE AMIGOS. O governo de Jair Bolsonaro começou dizendo que os militares também dariam sua contribuição para a chamada Nova Previdência com uma economia de R$ 100 bilhões em dez anos. Depois o ministro Onyx Lorenzoni, o das notas frias, colocou a reforma em banho-maria dizendo que seriam economizados uns “R$ 92, R$ 93 bilhões”. A seguir, veio o vice Hamilton Mourão afirmando que seriam poupados R$ 13 bilhões. Ao fim e ao cabo, Jair Bolsonaro levou pessoalmente a proposta de reforma dos militares ao Congresso fixando uma economia de R$ 10 bilhões. E os militares ainda garantem integralidade e paridade. É por isso que sou a favor do porte de armas. Dá para negociar melhor. 

42 – O BRASIL DE JOELHOS. Jair Bolsonaro mostrou nos Estados Unidos toda a sua capacidade de rastejar para o governo de Donald Trump. Ao anular a exigência de visto para os norte-americanos entrarem no país,  mostrou-se um serviçal completo e rompeu com o que, em diplomacia, se chama de princípio da reciprocidade, ou seja, o que uma nação conceda à outra deve receber também em termos de benefício. "O Brasil acima de tudo", pelo jeito, é um slogan tão real quanto o dia 30 de fevereiro. A ópera-bufa está virando um filme trasch.

41 – PRESIDENTE ENROLADO. Jair Bolsonaro diz que Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro, fazia "rolos". Ora, se Queiroz depositou dinheiro na conta da primeira-dama e Jair Bolsonaro admitiu que emprestou dinheiro a ele para pagamento em dez vezes sem juros, numa operação muito estranha, então ele é parte dos rolos do ex-PM. Trata-se de um homem que faz negócios escusos e que também negocia com o presidente. São cúmplices?

40 – FAKEBOLSO. O presidente Jair Bolsonaro reproduziu matéria falsa de uma jornalista que ocupa um cargo em comissão no gabinete de um deputado estadual de Minas Gerais, também do seu partido, o PSL. Trata-se de uma acusação grave contra uma repórter do Estadão, Constança Rezende, que teria confessado a intenção de arruinar seu governo com denúncias contra Flávio Bolsonaro. Só que tem um porém: ela nunca declarou isso. Dessa forma, como perfeito biruta de estacionamento que é, Jair Bolsonaro saiu tuitando notícia falsa, inclusive atentando contra a honra objetiva da jornalista. Isso é que é "Jair" se boçalizando. 

39 – DÉBITO OU CRÉDITO? O tal do cartão corporativo já estava ruim em governos anteriores. Dilma Rousseff gastou desmesudaramente. Lula deu um sem limites para sua amante Rose e também estourou os limites (inclusive da decência). Agora, vem a notícia de que Jair Bolsonaro aumentou os gastos dessa modalidade sigilosa em 16%. O discurso é um, a hipocrisia é outra. Lamentável! 

38 – O QUE O PRESIDENTE QUIS DIZER... Ué, tanta gente, general Mourão, Onyx Lorenzoni, Rodrigo Maia, explicando o que o presidente quis dizer e que foi mal interpretado. Pelo jeito, a interdição civil e mental é só uma questão de tempo.

37 – VIDEOSHOWER. Como já alertávamos aos brasileiros antes mesmo de começar esse desgoverno (modéstia pouca é despicienda), Jair Bolsonaro é um poltrão despreparado. Uma prova ilustrativa e irrefutável, menos para seus apoiadores, claro, é a veiculação de um vídeo de Carnaval com cenas pornográficas acintosas que teriam poucas visualizações se não fosse sua ação ignominiosa de publicação, rompendo com o decoro do cargo que ocupa e expondo os brasileiros, inclusive, menores, a uma baixaria sem precedentes. Sua conduta é risível e trágica e não encontra paralelo na história do país, que foi arrastado ao ridículo no mundo inteiro. Ei, Bolsonaro, vai tomar vergonha!

36 – TRAPALHADAS. A corrupção dos governos petistas (Petrobrás, fundos de pensão, caixa 2, propinas, desvios no FGTS) gerou a onda conservadora que levou Jair Bolsonaro ao poder. Todavia, diante do amadorismo, do despreparo deste governo, do seu profícuo laranjal e de relações escusas com grupos criminosos como os milicianos, e ouvindo-se as vozes das ruas durante o Carnaval, não me surpreenderia se em breve, diante de tantos disparates e da memória curta da população, o PT acabasse regenerado e reciclado perante o distinto público. É o sujo dando sobrevida ao mal-lavado.

35 – IGNARO E CRUEL. O filho deputado federal Eduardo Bolsonaro vociferou nas redes contra a decisão judicial que permite a Lula ir ao enterro de seu neto. Essa é uma hora de solidariedade, independentemente de convicções políticas, sem falar que é um direito legal. Dessa forma, fica bem claro que a trupe de Jair Bolsonaro quer ditar ordens para todos, com completo desconhecimento da legislação em vigor. Pera aí, senhor! Não é assim que a banda toca. Vê se se toca!  

34 – BALCÃO DE NEGÓCIOS. O presidente Jair Bolsonaro já pediu para o seu capataz, o ministro Onix Lorenzoni, da Casa Civil, procurar os parlamentares para negociar benesses e favorecimentos em troca de votos para a reforma da Previdência. O "toma lá dá cá", o "é dando que se recebe" estão virando política oficial e nada republicana de um governo serviçal do mercado financeiro. A temporada de troca de favores com o chapéu alheio está a pleno vapor.

33 – APOSENTADORIA POLPUDA. A exemplo de Lula, Jair Bolsonaro nunca trabalhou seriamente na vida, vivendo sempre de expedientes e de mamatas, inclusive, outra semelhança, incorporando a capitalizada família. Agora, ele se habilitou para receber uma pensão de cerca de R$ 30 mil, que, acumulada com o salário de presidente da República, poderá passar de R$ 60 mil. Enquanto isso, quer diminuir a aposentadoria dos trabalhadores a ponto, inclusive, de alguns beneficiários ganharem menos que o salário mínimo. É uma indecência grotesca.

32 – CARTA INFANTIL. O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, bem ao estilo de Jair Bolsonaro, um poltrão despreparado, mandou cartas para as escolas do país indicando que os professores colocassem os alunos perfilados para cantar o hino nacional, com filmagem deles e leitura de sua carta. Só que sua convocação trazia o slogan da campanha de Bolsonaro, aquela frase chavonesca já por demais conhecida. Ele desconhece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que não permite esse registro sem autorização dos pais, e, o pior, ignora que a Constituição federal tem como um dos seus princípios a impessoalidade, que proíbe a promoção pessoal dos governantes, como ele quis fazer. Diante da repercussão negativa, teve que voltar atrás. Mais um boquirroto no governo Bolsonaro.

31 – CARA-PÁLIDA DE PAU. Os índios foram despojados de suas terras, quase exterminados (eram 6 milhões, são hoje cerca de 400 mil), foram torturados, mortos pelos colonizadores, sua riqueza cultural e antropológica foi agredida (centenas de línguas orais desapareceram), somatizaram doenças, as índias foram estupradas. E agora vem um descendente de invasores, o secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia, dizer que o índio é o maior latifundiário do país. É a voz de Jair Bolsonaro, da UDR, dos grileiros, do agronegócio que destrói o meio ambiente, dos exploradores sem pudor. Os índios brasileiros estão sendo covardemente atacados de novo.

30 – VERMELHA NÃO. Está comprovado: tinha razão Jair Bolsonaro, seus apoiadores e seu partido, o PSL, ao dizer que a bandeira deles nunca será vermelha: é laranja.

29 – INFORMAL E ÍNTIMO. Na gestão de Jair Bolsonaro, Leonardo Rodrigues de Jesus, de 35 anos, conhecido como Léo Índio, sobrinho do presidente, sem qualquer cargo oficial, circula livremente pelo Palácio do Planalto, inclusive participando de atividades oficiais e tendo acesso aos dados do governo. Esse informalismo por si só já é grave, mas fica mais misterioso por se tratar de estranho ao quadro de pessoal do governo, sem nenhuma responsabilidade e livre para dar pitacos. Quem o garante nessa condição e para quê? Para ser aspone a serviço de quais interesses?

28 – FICHA CRIMINAL. O senador Fernando Bezerra (PMDB-PE), que foi ministro do governo Dilma e líder de Michel Temer no Senado, foi escolhido como líder do governo de Jair Bolsonaro também no Senado. Detalhe:  ele responde a cinco inquéritos por improbidade administrativa e corrupção. Com todo esse histórico, está respaldado por Bolsonaro para o cargo. É o roto nomeando o deslavado.

27 – TAL PAI, TAL FILHO. Jair Bolsonaro foi na onda do filho Carlos Bolsonaro (uma família comandando o Brasil, parece o Império) e fritou o ex-ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência. Todavia, como o seu ex-assessor conhece todos os seus podres, está desesperadamente tentando comprar o seu silêncio. Já ofereceu um cargo na usina de Itaipu (cerca de R$ 100 mil por mês) e, diante da negativa, por intermédio do ministro Onix Lorenzoni, uma embaixada em Roma. Tudo com o nosso dinheiro. Quem tem um passado duvidoso pela frente tem medo. 

26 – "BOLUDO". O ministro da Educação, Ricardo Vélez, venezuelano, disse que "o brasileiro viajando é um canibal". Diante de uma interpelação judicial criminal protocolada no STF pelo advogado Marcos Aldenir Ferreira Rivas, recuou e disse que a Veja deturpou suas palavras. Vamos e venhamos, é difícil alterar uma declaração dessas, porque tem semântica própria. Além de arrogante, é medroso e não sustenta o que fala. Mais um farsante na trupe de Jair Bolsonaro.

25 – SERIAL KILLER. O ministro Paulo Guedes quer que os benefícios previdenciários sejam desvinculados do salário mínimo. Essas pessoas que serão atingidas já recebem uma miséria. Agora vão morrer de fome, sem comida, sem dinheiro para remédios, sem poder pagar um cuidador, sem recursos para pagar um abrigo. Enquanto isso, a família Bolsonaro enriquece sem nunca ter trabalhado sério na vida.

24 – PERDEU, PLAYBOY. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que Chico Mendes, defensor da integridade da Amazônia, que foi deputado estadual quando o PT ainda era um partido confiável, é um personagem irrelevante. No governo de Jair Bolsonaro, a ignorância está sendo elevada à condição de virtude.

23 – BENEFÍCIO ESPÚRIO. A candidata a deputada federal Marisa de Lourdes Paixão recebeu uma das maiores verbas partidárias do partido de Jair Bolsonaro (PSL), R$ 400 mil, maior até que do candidato eleito, e fez uma pífia votação de 274 votos. Para onde foi o dinheiro da laranjada?

22 – MILÍCIA AMIGA. Empregando a mãe e a mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, Flávio Bolsonaro transformou seu gabinete numa extensão do crime organizado no Rio de Janeiro, já que o referido militar é um dos seus líderes.

21 – CURRÍCULO FRAUDADO. A ministra Damares Alves, da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, anuncia-se como mestre em educação e em direito sem ter feito os referidos mestrados. Que nível para uma autoridade de primeiro escalão!

20 – "FISCALIZA NÃO". O ministro Ricardo Salles, do meio ambiente, é um cínico: quer desmontar o Ibama e, ao mesmo tempo, afirma que o Ibama não fiscalizou a barragem de Brumadinho. Ou seja: não quer que o órgão fiscalize e o culpa de não ter atuado. Em tempo: o ministro dos ruralistas foi condenado em São Paulo exatamente por beneficiar uma mineradora em detrimento do meio ambiente.

19 – SÓ QUEREM MAMATA. Jair Bolsonaro diz que quer tirar o Estado do cangote do empresário brasileiro. O problema é que os empresários só querem mamata, desviar dinheiro público e não serem fiscalizados, a exemplo dos donos da Vale, responsáveis pelas tragédias de Mariana e de Brumadinho, e os donos das empreiteiras, que banalizaram as propinas para Lula, o PT e seus aliados. Não é à toa que Bolsonaro extinguiu o Ministério do Trabalho, num agrado indecente e sórdido.

18 – DECRETO VÉU. O general Hamilton Mourão assinou decreto autorizando ocupantes de cargos comissionados, os apadrinhados, a restringir o acesso a informações da administração pública. O que querem esconder?

17 – ONIPRESENTE. Flávio Bolsonaro foi funcionário fantasma da Câmara dos Deputados entre 2000 e 2002 enquanto cursava a faculdade de direito presencial no Rio de Janeiro.

16 – REPROVADO. Jair Bolsonaro mentiu no Fórum Econômico de Davos: dise que o Brasil é o país que mais preserva as florestas, mas o o Índice de Desempenho Ambiental, ranking das Universidades de Columbia e Yale, apoiado pelo próprio Fórum Econômico Mundial, mostra que, entre 180 países, o Brasil ocupa a 69ª posição. Que feio!

15 – "FALO NÃO". Jair Bolsonaro recusa dar entrevistas no exterior, em Davos, para evitar perguntas sobre a movimentação financeira do filho Flávio Bolsonaro. Cadê o valentão?

14 – LARANJA FAMILIAR. Flávio Bolsonaro pede foro privilegiado para não ser investigado pelos depósitos do motorista laranja que também depositou na conta do presidente Jair Bolsonaro.

13 – NELAS NÃO. Ninguém fala em taxar as grandes fortunas, como prevê a Constituição.
12 – POR FORA. Os militares não farão parte do regime previdenciário e continuarão com os privilégios (Atualização: a pressão popular pode mudar isso).
11 – NÃO ERA BEM ASSIM. A posse de armas não será para todos e querem que elas fiquem em um cofre (Atualização: o cofre virou uma declaração porque pegou mal na opinião pública).
10 – SIMPLES ASSIM. Mostram a Previdência como deficitária, mas bastaria empregar os desempregados para equilibrar a pirâmide
9 - CREDORES PRIORITÁRIOS. O dinheiro que ia para a corrupção irá para a dívida pública e não para serviços básicos porque o foco é no superávit primário.
8 - LIBEROU GERAL. O fim do ministério do trabalho é para facilitar o emprego sem garantias.
7 - MULTADO. Jair Bolsonaro fala em indústria de multas do Ibama porque foi multado e quer se vingar.
6 - AMIGO DO ALHEIO. O ministro Paulo Guedes enriqueceu manipulando fundos de pensão dos trabalhadores.
5 - MEDIEVAL. A ministra Damares Alves quer a ciência longe das escolas.
4 - 171. O ministro Onyx Lorenzoni forjou notas falsas para receber dinheiro ilícito como deputado federal
3 - DE PAI PRA FILHO. O filho de Hamilton Mourão conseguiu um alto cargo no Banco do Brasil por apadrinhamento.
2 - PLÁGIO. O coordenador do Enem, Murilo Resende, é acusado de plágio em artigo científico (Atualização: foi transferido para outro cargo).
1 - LARANJA. O motorista Fabrício Queiroz é o laranja da família.


Publicado por Landro Oviedo em 10/01/2019 às 01h04


"A VIDA É BELA. QUE AS FUTURAS GERAÇÕES A LIMPEM DE TODO MAL, DE TODA OPRESSÃO E VIOLÊNCIA E A DESFRUTEM PLENAMENTE." (LEON TRÓTSKI)