"Como dois e dois são quatro/Sei que a vida vale a pena/Embora o pão seja caro/E a liberdade pequena" (Ferreira Gullar)
Meu Diário
29/10/2018 17h58
O POVO É SÁBIO DO SEU JEITO

     Neste processo eleitoral, os ânimos estiveram acirrados. De um lado, um passado corrupto pela frente; de outro, uma aposta num futuro incerto e de muitas bravatas. Nesse entremeio, as pessoas foram fazendo suas escolhas, muito mais com a emoção que com a razão, muito mais pelo que estava latente do que pelo que foi feito às claras.
     Mas o povo é como aquele aluno do primário, que aprende com silogismos, mas aprende. Varreu o PT e seus aliados de um poder que ocupou como protagonista nos últimos mandatos presidenciais. Cansou da corrupção, dos apadrinhamentos, dos gastos imorais (como os cartões corporativos), da leniência com o crime, da dilapidação do patrimônio público, das promessas não cumpridas (prometeram milhares de creches e não entregaram 500), da arrogância e do amadorismo associados ao sentimento de impunidade. Em vez de servir, se serviram, enriqueceram, tripudiaram sobre uma população desiludida e carente.
     Evidentemente, a força sem a experiência, a boa-fé sem a análise crítica podem lançar águas nos moinhos dos oportunistas. Jair Bolsonaro é um poltrão despreparado, mas é fruto da irresponsabilidade histórica do PT, de sua traição aos princípios da probidade, de sua transformação em organização criminosa. Bolsonaro é um corrupto até onde lhe foi permitido, recebendo auxílio-moradia com imóvel em Brasília, empregando uma funcionária fantasma, usando verba de gabinete para “comer gente”. Agora, poderá sair das maracutaias no varejo, que cabem no “bolso” de um gabinete, para as malversações no atacado, em esfera nacional, com o entreguismo já anunciado pelo seu futuro ministro da Fazenda. Será o síndico de uma Pátria em que os pobres pagam os boletos dos ricos, como sempre foi e como não é difícil prever que será ainda por um bom tempo. 
     Ao PT, fico pesaroso por ver, junto com seus puxadinhos, como o Psol e o PC do B, destruir de vez as bandeiras históricas dos movimentos sociais e da esquerda, dando um fôlego para uma direita que não apenas tem as mãos sujas de sangue, como o de Vladimir Herzog, mas uma incompetência crônica para administrar, como no regime militar, quando devolveu o país quebrado depois de usar o cheque especial do “milagre econômico”.
     Quem votou 13, querendo ou não, foi cúmplice. Quem votou 17, votou iludido em mais do mesmo de décadas atrás. Eu votei nulo. O meu voto é um não para aqueles que constroem bretes em vez de pontes.
     E o povo? O povo erra, mas erra aprendendo. Um novo aprendizado está apenas começando.


Publicado por Landro Oviedo em 29/10/2018 às 17h58
 
26/10/2018 17h52
POESIA EM DESTAQUE EM BENTO GONÇALVES

     O jornal Integração da Serra deu destaque para o lançamento da obra da poetisa Claudete Morsch Pereira Soares em Bento Gonçalves. Sempre é tempo para celebrar a poesia. Para ler, clique abaixo:

http://www.integracaodaserra.com.br/2018/10/23/poesia-estreia-lancamento-literario-de-claudete-soares/


Publicado por Landro Oviedo em 26/10/2018 às 17h52
 
25/10/2018 18h26
VOTO NULO OU VOTO NO FUTURO CARRASCO

“A água suja não pode ser lavada.” (Provérbio africano)

 

Formigas falantes não costumam ser boas eleitoras.

 

 


Publicado por Landro Oviedo em 25/10/2018 às 18h26
 
23/10/2018 02h02
DEZ MÚSICAS GAÚCHAS IMPERDÍVEIS

     Toda lista pessoal é eminentemente subjetiva e passível de discussão. Esta também não está livre de questionamentos. São dez canções imperdíveis dentro de um cancioneiro vasto e belo. Serve para se conhecer o imenso potencial criador dos nossos compositores e o não menos intenso potencial recriador dos nossos intérpretes. Pode aumentar a qualquer momento.
1 - "Esteio e sonho" (Vinícius Pitágoras Gomes/Luiz Bastos) - Interpretação: Victor Hugo

https://soundcloud.com/victor-hugo-115/victor-hugo-esteio-e-sonho


2 - "Cantiga de rio e remo" (Apparício Silva Rillo/José Bicca) - Interpretação: Os Angueras

https://www.youtube.com/watch?v=eTCnmqJHZEY


3 - "O canto do guri campeiro" (Aureliano de Figueiredo Pinto/Noel Guarany) - Interpretação: Noel Guarany

https://www.youtube.com/watch?v=67q7J_D5eMw


4 - "Chimarrão a dois" (José Hilário Retamozzo/Pedro Ortaça) - Interpretação: Pedro Ortaça

https://www.youtube.com/watch?v=DibDTDFlFz4


5 - "Piragueiros" (Telmo de Lima Freitas) - Interpretação: Telmo de Lima Freitas

https://www.youtube.com/watch?v=U05u4RoAORc


6 - "Ronda de Tropa" (Anomar Danúbio Vieira/Elton Saldanha) - Interpretação: Elton Saldanha

https://www.letras.mus.br/elton-saldanha/314589/


7 - "Payador, pampa e guitarra" (Jayme Caetano Braun/Noel Guarany) - Interpretação: Noel Guarany

https://www.ouvirmusica.com.br/jayme-caetano-braun/960198/


8 - "Cevando mate" (Telmo de Lima Freitas) - Interpretação: Telmo de Lima Freitas

https://www.cifraclub.com.br/telmo-de-lima-freitas/cevando-mate/


9 - "Entrando no Bororé" (João Sampaio/Elton Saldanha) - Interpretação: Grupo Quero-Quero

https://www.letras.mus.br/grupo-quero-quero/350834/


10 - "Poncho Molhado" (José Hilário Retamozzo/Ewerton Ferreira) - Interpretação: José Cláudio Machado

https://www.letras.mus.br/jose-claudio-machado/876236/

 

Mais clássicos:

11 - "Mala de garupa" (Sérgio Napp/Mário Barbará) - Interpretação: Mário Barbará

https://www.youtube.com/watch?v=J7Wl9KKeDY0

 

12 - "Chasque de violão" (Vaine Darde/João Chagas Leite) - Interpretação: João Chagas Leite

https://www.youtube.com/watch?v=LnJzVYoGisE

 

13 - "Mate de esperança" (Albino Manique/Francisco Castilhos) - Interpretação: Délcio Tavares

https://www.letras.mus.br/delcio-tavares/224671/

 

14 - "Debandada" (Luiz Coronel/Marco Aurélio Vasconcellos) - Interpretação: Os posteiros

https://www.youtube.com/watch?v=TOR155nSZKA

 

15 - "Diário de um fronteiriço" (Erlon Péricles) - Interpretação: Grupo Quero-Quero

https://www.ouvirmusica.com.br/grupo-quero-quero/1689850/

 

16 - "Idade de sonhar" (Vaine Darde/João Chagas Leite) - Interpretação: João Chagas Leite

https://www.youtube.com/watch?v=RtKk8X-yoTs

 

17 - "Sentado sobre um arreio" (João Sampaio/Quide Grande/Jorge Guedes) - Interpretação: Jorge Guedes e Juliano Moreno

https://www.youtube.com/watch?v=dh9axXZ3Mt8

 

18 - "Pelos cantos" (Miro Saldanha) - Interpretação: Miro Saldanha

https://www.youtube.com/watch?v=QKPSVkaBcYA

 

19 - "Que saudade" (Valter Pinheiro) - Interpretação: Os Serranos

https://www.youtube.com/watch?v=w8i3uWAWyE4

 

20 - "Motivos de campo" (João Fontoura/Gujo Teixeira/Marcello Caminha) - Interpretação: Juliana Spanevello e Marcello Caminha

https://www.youtube.com/watch?v=xc_Xqgj5MsM

 

21 - "Vento Norte" (Dirceu Abrianos/Aírton Pimentel) - Interpretação: Eraci Rocha

https://www.youtube.com/watch?v=mcYo1Iqywfc

 

22 - "Palavra de cantor" (João de Almeida Neto) - Interpretação: João de Almeida Neto

https://www.ouvirmusica.com.br/joao-de-almeida-neto/723805/

 

23 - "A trote" (Nenito Sarturi/João Carvalho Pereira) - Interpretação: Léo Almeida

https://www.youtube.com/watch?v=x_gNrhPIpto

 

24 - "Fazendo cerca" (Erlon Péricles/Binho Pires) - Interpretação: Rui Biriva

https://www.youtube.com/watch?v=sIuUSkINf1k

 

25 - "Romance de um peão posteiro" (Adair de Freitas/Ricardo Martins) - Interpretação: Os Mateadores

https://www.youtube.com/watch?v=2be-IpJFykE


Publicado por Landro Oviedo em 23/10/2018 às 02h02
 
20/10/2018 12h08
A DESPEDIDA DO DINARTE VALENTINI

     Nesta segunda-feira, dia 22 de outubro, a noite de Porto Alegre fica mais vazia e o Direito mais pleno. O meu amigo e garçom Dinarte Valentini está se despedindo do seu ofício no Bar do Beto (Venâncio Aires, 876), Porto Alegre-RS) para se dedicar inteiramente à área jurídica. Para marcar esse rito de passagem, vai reunir seus amigos no bar a fim de se congratular com eles mutuamente.
     Eu conheço o Dinarte desde os anos 80. Sua gentileza e amizade com os clientes não é meramente profissional, é intrínseca. Divide com eles angústias existenciais, ouve sobre amores vindos e perdidos, vibra com as conquistas de cada um, incentiva, exorta, somatiza, multiplica-se. Não obstante em muitas noites estar sob o peso dos nós górdios do cotidiano, seu sorriso está sempre disponível para todas as mesas, para todos os que o demandam, naquele simplicidade que é tão dinartiana.
     Conheci o Dinarte quando cursava Letras, ainda nos anos 80, e especialização em História do RS. Depois, nossos cursos de Direito coincidiram. Lembro-me de que ele sempre foi ávido por conhecimento. Na sua humildade, sempre estava disposto a aprender conosco conteúdos das nossas áreas. Na universidade da noite, aprendíamos todos um pouco de tudo. A paixão do Dinarte por literatura surgiu intensa, tendo como um dos nortes o escritor Sérgio Jacaré, nosso parceiro inesquecível (ele declama muito bem e de memória vários autores gaúchos). A opção pelo Direito, que cursou de forma exemplar, veio ao natural, na esteira de uma cultura já sedimentada. Em várias noites, ao final do curso, discutimos seu TCC, bem como depois os conteúdos para a prova da OAB, algumas vezes em sua casa, degustando um vinho de sua adega. 
     Foram muitos os momentos que vivenciamos juntos. Para celebrar a vida, para brindar amores, para falar de projetos futuros, para semear sonhos, para recolher histórias e amenizar mágoas. Lembro-me da emoção do Dinarte uma vez que levei ao Bar do Beto, para ser atendido por ele, o Antônio Augusto Ferreira, o Tocaio, e sua esposa Letícia Ferreira, ele autor de “Veterano”, em parceria com Ewerton Ferreira, vencedora da X Califórnia da Canção de Uruguaiana, e autor de outras obras-primas do cancioneiro gaúcho. A memória atualiza tantas coisas magníficas...
     Mas o Dinarte não seria o mesmo se fosse só o Dinarte, embora já fosse muito. Ele tem uma família que lhe serve de base e de propulsão. Sua esposa Cláudia e suas filhas são sua razão maior de viver. Esse clã familiar foi forjado à base de amor e de cumplicidade, com valores éticos que lhe dão a integridade para enfrentar os desafios do dia a dia. 
     Quem vem do Interior, como nós, tem pressa. Tem pressa de viver, tem pressa de sobreviver. O Dinarte veio de Doutor Ricardo e conseguiu abrir seu espaço na cidade grande, adversa aos que não sabem cortejá-la. No seu trabalho de garçom, foi um maestro, extrapolando o papel que lhe havia sido reservado se ele não tivesse tido a coragem de realizar suas escolhas. Muito mais que seus ganhos laborais, ao final da faina diária, ele colecionava vivências. Agora, elas vão subsidiá-lo em seu exclusivo ofício de operador do direito. Afinal, atrás de cada processo existe um drama humano em muito semelhante aos que ele pôde sentir animicamente nas noites em que fez parte da vida de muita gente, da qual granjeou o afeto e o reconhecimento. Boa sorte, amigo Dinarte, na nova empreitada. Vamos brindar.

 

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Publicado por Landro Oviedo em 20/10/2018 às 12h08



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"A VIDA É BELA. QUE AS FUTURAS GERAÇÕES A LIMPEM DE TODO MAL, DE TODA OPRESSÃO E VIOLÊNCIA E A DESFRUTEM PLENAMENTE." (LEON TRÓTSKI)