"Como dois e dois são quatro/Sei que a vida vale a pena/Embora o pão seja caro/E a liberdade pequena" (Ferreira Gullar)
Textos


QUANDO MORRE UM POETA

Quando morre um poeta
Morre um pouco da poesia
A noite chega mais cedo
Fechando os olhos do dia

Quando morre um poeta
Morre um pouco a formosura
A água fica salobra
E a vida se desnatura

Quando morre um poeta
Morre um pouco a esperança
A canção perde acordes
Balés tropeçam na dança

Quando morre um poeta
Morre a mais genuína ânsia
Um tempo novo se esvai
Tristando a perdida infância

Quando morre um poeta
Um sonho perde suas asas
Fica a mobília ao relento
Dormida longe de casa

Quando morre um poeta
O abecedário sutil
Fica órfão das batalhas
Entre a rosa e o fuzil.


(Em memória dos poetas Carlos Aguiar, Amir Feijó Pereira, Nélson Fachinelli, Ubiratan Porto, Telmo Torres, César Ricardo Ribeiro Osório e Antônio Augusto Ferreira, o "Tocaio")

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O poeta é o espelho sensível do mundo
Landro Oviedo
Enviado por Landro Oviedo em 21/06/2013
Alterado em 18/12/2018


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