"Como dois e dois são quatro/Sei que a vida vale a pena/Embora o pão seja caro/E a liberdade pequena" (Ferreira Gullar)
Meu Diário
10/01/2019 03h04
LISTA CRESCENTE DAS TOLICES E FALCATRUAS DO GOVERNO BOLSONARO

339 – ORÇAMENTO. O governo de Jair Bolsonaro está propondo que os gastos com militares e defesa para o ano de 2021 sejam maiores do que nas áreas essenciais, como saúde e educação. Isso é coisa típica de governantes de orientação fascista. O povo vai continuar pagando a conta de um sistema falido e que só lhe dá prejuízo, materiais e morais.

338 – BOLSA ATLETA. Em pleno período pré-olímpico, o governo de Jair Bolsonaro está dando um calote nos atletas que precisam desse valor mensal para se manter. Como são lançados editais, os responsáveis por essa seleção seguram as publicações como forma de deixarem de pagar nesse vácuo aos beneficiários, que precisam se alimentar e se manter. A cada atraso, uma economia indevida e uma trampa contra quem deveria receber os valores. Para se ter uma ideia, estão pulando o ano de 2020 e só vão disponibilizar nova oportunidade de inscrição para 2021. Como os atletas vão sobreviver até lá? Como vão poder obter bons resultados nas Olimpíadas? Não é só da cultura e da ciência que Bolsonaro é inimigo. O esporte também está incluído no seu rol de desapreço.

337 – RÉU BONZINHO. A sociologia brasileira forjou o conceito do “brasileiro cordial”, que, para o bem ou para o mal, se deixa levar pelos impulsos do coração. Ao ver a indicação do réu Michel Temer por parte de Jair Bolsonaro para chefiar a delegação de ajuda humanitária ao Líbano, não pude deixar de pensar o quanto somos diferenciados no mundo. Até nossos corruptos são emotivos e têm coração mole. Nossos réus são sensíveis e preocupados com as tragédias de outros povos. Será que isso servirá de atenuante em uma futura condenação?

336 – SACRIPANTAS ASSOCIADOS. Vendo Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, falando sobre contas públicas, não pude deixar de me lembrar de um artigo do Código Penal:

(Art. 288 crime de quadrilha ou bando). Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.

     Essa gente no poder mostra o tamanho do nosso desalento.

335 – CENSURA. Jair Bolsonaro participou de uma videoconferência com os chefes de Estado do Peru, Colômbia, Bolívia, Guiana, Equador, Suriname sobre preservação da Amazônia (11.8.2020). Como se acha acima de prestar qualquer tipo de esclarecimento aos brasileiros ou porque é péssimo na exposição de suas parcas ideias, não autorizou a transmissão para o país, num evidente ato de censura. O evento só foi acompanhado em tempo real porque o presidente da Colômbia, Iván Duque, autorizou  sua veiculação ao vivo. Quem é do submundo não gosta das coisas às claras.

334 – GOVERNO EM CHEQUE. As investigações sobre o caso das rachadinhas de Flávio Bolsonaro, coordenada pelo operador Fabrício Queiroz, apontam novidades como o total de depósitos em cheques na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Já não se trata de um depósito em cheque de R$ 24 mil para quitar um suposto empréstimo de R$ 40 mil feito a Queiroz por Jair Bolsonaro, como este alegou. O número de cheques chega a 27, depositados por Queiroz e sua mulher Márcia, totalizando, por ora, R$ 89 mil. Não nos esqueçamos de que Bolsonaro nunca apresentou comprovante da operação generosa, sem juros, que teria feito em prol do seu antigo assessor e faz-tudo de seu filho deputado estadual no RJ. Tudo indica que o montante é mesmo fruto da malversação de verbas públicas advindas de salários retidos dos funcionários fantasmas. Bolsonaro sabe que sua mulher não tem privilégios de foro nem ele pode criá-los usando a máquina governamental, como sempre faz em prol de sua família organizada, e, em função disso, parece que tem andado de joelhos grudados e com boca de grumatã.

333 – LENIÊNCIA DUVIDOSA. Augusto Aras, procurador-gela da República, está tentando domesticar o Ministério Público Federal (MPF). Junto com o ministro Dias Toffoli, do STF, com a Advocacia-Geral da União (AGU) e com a Corregedoria-Geral da União (CGU), articulou um acordo para retirar o MPF dos acordos de leniência com empresas envolvidas com corrupção. Para o governo de Jair Bolsonaro, ficaria ótimo, já que os órgãos controlados por ele fariam as tratativas com os empresários, inclusive de eventuais casos em que ele e sua família organizada estivessem implicados. Diante da pressão dos procuradores da República, Aras recuou e não assinou o acordo. Acordo não, acordão. Mas tudo ainda está sendo armado para se ter a máxima leniência com CNPJs envolvidos com a malversação de verbas públicas.

332 – CONFISCO DO PAULO GUEDES NAS FINANÇAS (CPGF). O ministro Paulo Guedes está se fazendo de leitão pra mamar deitado. Em audiência no Senado, criticou (corretamente) a burocracia do sistema tributário brasileiro, tentando usar a doença para justificar o veneno. Fez mais: prometeu que a reforma tributária poderá ser benéfica para os assalariados e falou em reduzir preços de fogões e de geladeiras. Todavia, questionado sobre o que é o imposto sobre transações digitais, juntou evasivas e ainda acusou os críticos do tributos como “mal-intencionados”. Tudo indica que o “Posto Ipiranga” do Jair Bolsonaro está escondendo informações.

331 – RELATÓRIO. Realmente, o Brasil não é um país apropriado para pessoas de pouca expectativa, cansadas de ver tudo. O ministro da Justiça, André Mendonça, descumpriu ordem da ministra Cármen Lúcia, relatora de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF). Isso significa que ele e seus arapongas se reservam o direito de violar as leis e a Constituição e produzir relatórios de espionagem sobre as opiniões políticas das pessoas, protegidas pelo direito de livre expressão. Além de violar garantias fundamentais, ele descumpre ordem judicial. Bolsonaro quer se colocar acima do ordenamento jurídico para criar um SNI particular capaz de alertá-lo sobre a investigação dos seus crimes e falcatruas. E isso inclui criminalizar a opinião de seus opositores.

330 – GOLPISTA. De acordo com a revista Piauí, Jair Bolsonaro chegou a cogitar dar um golpe em maio e fechar o STF diante da possibilidade de a Corte determinar a apreensão do seu celular, sendo que o pedido, como de praxe, foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República. Só que ele não sabe diferenciar o que é pedido num processo do que é decisão, bem como dos procedimentos de praxe. Isso só mostra sua confusão mental e mau assessoramento. Seria um golpe de 30% contra 70%. Bolsonaro pensa que seu governo pode usar uma estratégia de milícia, como fazem seus aliados criminosos, para intimidar seus oponentes.

329 – INSENSIBILIDADE CRIMINOSA. Jair Bolsonaro vetou a indenização de R$ 50 mil para trabalhadores da saúde incapacitados pela Covid-19 e para os familiares dos que faleceram enfrentando o coronavírus. Trata-se de uma medida cruel, indecente, insensível e desarrazoada por parte de quem tem um cartão corporativo para gastar sem limites e que sempre viveu de dinheiro público, pouco tendo trabalhado na vida, legando essa prática para sua família organizada. Falta respeito, falta consideração, falta empatia, falta tudo nesse governo em relação aos pobres e aos que estão na linha de frente do combate à pandemia. Aos amigos e familiares, tudo; aos outros, a interpretação desfavorável da lei.

328 – DOSSIÊ. Essa explicação de não saber de nada, que já foi usada por Lula, um presidente que admite ser marionete (embora bem recompensado pelas vistas grossas), está agora sendo usada pelo ministro da Justiça André Mendonça. Um seu subordinado monta um dossiê contra opositores sob sua barba rala, violando a legalidade e a Constituição, e ele diz que não tem nenhuma informação sobre o assunto. Como que um ministro que não controla o seu ministério vai querer controlar a criminalidade? “Os manos”, assim como os grileiros, estão cada vez mais simpatizantes desse governo.

327 – FLORESTA A MENOS. O antiministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, quer diminuir a já modesta meta do governo de Jair Bolsonaro para reduzir o desmatamento. Isso porque, segundo ele, falta estrutura para atuação do órgão que dirige. É muita hipocrisia e mau-caratismo. Ele mesmo sucateou o ministério, demitiu pessoas, cortou verbas, incentivou grileiros e agora vem com esse argumento. O ministro do berrante continua aprontando das suas e prestigiado por Bolsonaro.

326 – GOVERNO DA COVID-19. Já são oito os ministros de Jair Bolsonaro com coronavírus, além do próprio e da primeira-dama Michele. Isso até a redação desta nota (4.8.2020). E isso só no primeiro escalão. Ao todo, já são quase 200 servidores públicos infectados no Palácio do Planalto, muitos, provavelmente, pelos detentores do virús da “gripezinha”. A propósito, será que Bolsonaro vai ordenar para manipular os dados da Covid-19 no seu governo, como quis fazer com os números de infectados no país?

325 – PERSEGUIÇÃO ODIOSA. O governo de Jair Bolsonaro, por meio do Ministério da Justiça, está investigando opositores por defenderem a democracia e combaterem o fascismo emergente. Eu, que já fui citado em investigações autoritárias nos anos 80 por conta de minhas atividades estudantis, quero fixar que Bolsonaro, que predica contra a política e as ideologias, é o exemplo mais bem acabado de aprendiz de ditador. Menos mal que é tosco e despreparado, mas sua canalhice merece repulsa, desprezo e punição exemplar.

324 – ESCOLA DESATIVADA. É uma vergonha e um atentado contra a qualificação do trabalhador que a escola do Ministério do Trabalho para cursos à distância tenha sido desativada. Os conteúdos oferecidos gratuitamente envolviam diversas habilitações (Agenciamento de Viagens; Criando um negócio de Sucesso; Higiene na Indústria de Alimentos; Introdução ao Excel; Português Básico para o Mundo do Trabalho; Demonstrações Contábeis e sua Análise; Conhecendo o Perfil do Agente Comunitário de Saúde e seu Processo de Trabalho; Fundamentos e Processos de Gestão de Recursos Humanos; Segurança da Informação; Edição e Tratamento de Imagens; Inglês Aplicado ao Mundo do Trabalho; Cuidando de Pessoas Idosas). Quem entra no portal do ministério lê a seguinte mensagem: “Atenção: a plataforma da Escola do Trabalhador está passando por um processo de transição tecnológica e ficará indisponível temporariamente. Os serviços serão retomados em breve”. Esse breve, pelo tempo que já dura, deverá ser marcado pelas calendas gregas. Jair Bolsonaro não é apenas um genocida ambiental ou exterminador de povos indígenas. Ele odeia a educação e só aprecia gente inculta e desprovida de empatia. IMPRECIONANTE!

323 – PROCURADOR AMIGO-GERAL. A mais recente união entre Jair Bolsonaro, Dias Toffoli (STF), Augusto Aras, Rodrigo Maia e petistas do Lula Livre contra a Lava Jato mostra uma corrente pela impunidade. Tudo num repulsivo balcão de negócios que envolve até a próxima vaga de ministro para o Supremo.

322 – MANIPULADO. Eu sempre apoiei a Lava Jato e acho que houve coisas muito positivas, como a prisão de figurões do colarinho-branco. Muita gente dita de esquerda preferiu ir contra os fatos, como a corrupção gigantesca na Petrobras no governo loteado de Lula. Vi também com simpatia as muitas sentenças proferidas pelo então juiz Sérgio Moro, ratificada em instâncias superiores, o que esvazia o discurso dos petistas de que se tratava de um julgador tendencioso. Todavia, vejo agora Sérgio Moro se queixando de que foi usado por Jair Bolsonaro como boi de piranha no enfrentamento fajuto da corrupção. Ora, doutor Sérgio Moro, o senhor já é bem grandinho para ser enganado por um sacripanta que nunca escondeu suas verdadeiras motivações. E ainda assumiu num governo familiar já marcado pelas ligações com as milícias e com outros crimes. Sua argumentação é bem pueril diante da intenção de se escusar de sua participação voluntária no primeiro escalão de um governo reacionário e moralmente degenerado.

321 – CARGO DE ACOMODAÇÃO. O quinto secretário da Cultura de Jair Bolsonaro, Mário Frias, informou que o presidente ainda quer criar um cargo para acomodar a atriz Regina Duarte, outro fracasso de sua gestão. Que bom ter um governo pra chamar de seu e fazer agrados aos apaniguados com dinheiro público. 

320 – AÇÃO TOSCA. É incrível a capacidade do governo de Jair Bolsonaro de praticar barbeiragens jurídicas contra a ordem legal e constitucional do país. Agora, por meio de seu advogado-geral, José Levi, entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) com o pedido de suspensão do bloqueio de contas que praticam crimes de ódio e disseminam conteúdo antidemocrático nas redes sociais, ordenado pelo ministro Alexandre de Moraes. Todavia, essa ADI é um absurdo jurídico porque não cumpre as condições da ação, que são interesse de agir, legitimidade e possibilidade jurídica do pedido. Ora, o governo não tem interesse de agir porque não teve nenhum prejuízo; não tem legitimidade porque as medidas foram tomadas contra terceiros; e não há possibilidade jurídica do pedido porque essas contas estão vinculadas a delitos criminais e ninguém pode ter a liberdade de praticá-los. Tem gente com amnésia do que estudou na faculdade.

319 – FUNDEB. Certa vez, um jogador do time adversário fez uma falta contra o seu próprio time na esperança de ver um gol de Pelé e assim comemorar com ele. O governo de Jair Bolsonaro parece seguir nessa linha. Tentou impedir a aprovação do Fundeb ou, no mínimo, desfigurá-lo. Como não conseguiu e levou uma lavada na Câmara dos Deputados, comemorou com sua "base" como se tivesse apoiado a prorrogação do fundo. Muito doida essa gente!

318 – PEGOU MAL. Depois da péssima repercussão do nepotismo anunciado, parece que a filha do general Walter Braga Netto, ministro de Jair Bolsonaro, desistiu de ocupar um cargo de gerente, sem concurso, na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Isabela Oassé de Moraes Ancora Braga Netto receberia a bagatela de R$ 13.074 por mês. Baita auxílio emergencial, hein?

317 – CLOROQUINA. Enquanto o Ministério da Saúde gastou apenas 30% do orçamento da pasta para enfrentar a pandemia, o Exército despendeu cerca de R$ 1,5 milhão para produzir 2,2 milhões de comprimidos de cloroquina, um remédio sem eficácia comprovada contra a Covid-19. Bolsonaro investe contra moinhos quando deveria investir contra o vírus. É um Dom Quixote de índole criminosa.

316 – PRÓ-RICOS. Assessor do ministro Paulo Guedes, Guilherme Afif Domingos afirma que prefere criar a nova CPMF em vez de taxar os milionários do país. Ou seja, todo mundo vai pagar para que os ricos não abram mão de suas fortunas. A regra é clara: os pobres que se danem sempre com o imposto, que ora é sobre a renda, mas sempre é sobre o consumo.

315 – ESPERTEZA TOLA. No conflito entre os EUA e a China, o governo de Jair Bolsonaro está tomando o lado de Donald Trump, indispondo-se com o maior parceiro comercial do Brasil. Bolsonaro só comete estultices quando toma cloroquina. Mas como toma cloroquina!

314 – RENEGADO. O Brasil se tornou um “pária ambiental” no mundo por conta do governo de Jair Bolsonaro, que virou um governo de grileiros e desmatadores. A expressão entre aspas é do conhecido “esquerdista” Delfim Netto. Alguma contestação?

313 – MAQUIAGEM. Chega a ser hilária a fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao se referir ao novo imposto sobre transações digitais que ele quer criar. Não quer que o chamem de CPMF. Ora, tem jeito de CPMF, tem rabo de CPMF, tem garras de CPMF, tem mordida de CPMF e não é CPMF? 

312 – FARSA AMBIENTAL. Questionado por jornalistas, o vice-presidente Hamilton Mourão, diante do desgaste do país ante o cenário de devastação da Floresta da Amazônia, afirmou que o governo tomou medidas “concretas” como a operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), feita pelos militares na região, bem como fará o futuro reaparelhamento das forças de fiscalização e de apoio, como Ibama e Funai. Ora, essa falácia não se sustenta. Para começar, as Forças Armadas têm expertise de prestar apoio, não de lidar com questões ambientais. Outrossim, o governo fala em reestruturar o que ele mesmo sucateou. Dá para levar a sério? Além disso, o ministro Ricardo Salles, aquele boiadeiro da manada destruidora, continua prestigiado no círculo de poder bolsonarista.

311 – NOVA CPMF. Contrariando seu discurso de campanha, o que já se tornou comum, o governo de Jair Bolsonaro, usando o títere Paulo Guedes, da Economia, quer criar um novo tributo que recairia sobre transações digitais, as quais hoje são feitas por praticamente toda a população, uma vez que o cheque está quase extinto e pouca gente usa dinheiro vivo. Também defende que a aposentadoria seja bancada pelos próprios trabalhadores por meio de uma poupança forçada. Ora, com salários baixos, já se pode prever a miséria que será recebida como provento, como ocorre no Chile. Pelo jeito, o gabinete do ódio ligado a Bolsonaro também abarca o Ministério da Economia. E o ódio aqui é totalmente direcionado contra os mais pobres.

310 – BURLANDO A LEI. O governo de Jair Bolsonaro, a partir de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, está impedido de privatizar empresas-matriz, aquelas que foram criadas por lei, devendo esse procedimento passar pelo crivo do Congresso Nacional. Todavia, como gente criminosa sempre tenta burlar a lei, eles estão fatiando empresas para vender como se fossem subsidiárias. O entreguismo do patrimônio público pelo aliado dos banqueiros, Paulo Guedes, está cada vez mais descarado e indecente.

309 – LAVA JATO. O procurador-geral da República, Augusto Aras, procurador chapa-branca, está reivindicando compartilhamento das informações de todas as operações da Lava Jato. Como a Polícia Federal também investiga a família Bolsonaro, certamente Jair Bolsonaro também tem interesse em exercer sua “sede” de informações, como demonstrou naquela reunião grotesca de 22.4.2020. Não é à toa que tanto petistas como bolsonaristas combatem a Lava Jato, numa união para enfrentar seus próprios malfeitos e desvios de verbas públicas. A do PT foi no atacado, com verbas estratosféricas das empreiteiras e fundos de pensão. Já a do clã Bolsonaro foi no varejo, com rachadinhas, funcionários fantasmas e lavagem de dinheiro, mas igualmente perigosa, pois a ocasião faz o ladrão.

308 – DEMISSÃO NO INPE. O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, alega que a demissão da servidora Lubia Vinhas do cargo ocupado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) não foi em função da divulgação dos índices recordes de desmatamento, mas por rearranjos internos no órgão. Claro que não colou. Enquanto isso, o tresloucado antiministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, aquele que toca um berrante para a boiada, segue na sua saga de destruição da natureza, apoiado fortemente por Jair Bolsonaro. Não me admiraria se eles criassem uma floresta virtual para apresentar aos investidores internacionais.

307 – FAKE NEWS. O inquérito das fake news, que corre no Supremo Tribunal Federal (STF), aos poucos vai demonstrando que Jair Bolsonaro e sua trupe instalaram um comitê de notícias falsas e odiosas dentro do Palácio do Planalto. E tudo pago com dinheiro público, numa malversação dos recursos da sociedade. O que mais preocupa o estafe governamental é que tal apuração envolve atos ilícitos cometidos durante o mandato, o que pode significar a responsabilização do presidente e de seus asseclas. Claro que sempre pode haver um “acordão”, ainda mais com um órgão que tem ministros de índole duvidosa, como Dias Toffoli. Mesmo assim, teria que combinar com “os russos”. Bolsonaro já está começando a andar de joelhos colados.

306 – PRÊMIO FORAGIDA 2020. A decisão monocrática do ministro João Otávio de Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), beneficiando a foragida Márcia Queiroz, esposa de Fabrício Queiroz, está causando espécie no meio jurídico. Não é para menos. Então alguém afronta a dignidade da Justiça, protegida por lei, e recebe um “prêmio” por sua conduta delituosa? Que ministro bonzinho!

305 – SONEGAÇÃO DE INFORMAÇÕES. Sem ministro efetivo de Saúde, assim como ocorre na Educação, o país vai enfrentando e perdendo a guerra contra a epidemia, inclusive a da informação, essencial para enfrentar esse mal. Para boicotar esse combate, o governo de Jair Bolsonaro se recusa a fornecer dados atualizados sobre mortos e infectados. Para suprir isso, os veículos de comunicação tiveram que formar um consórcio para conseguir informar ao público sobre todos os aspectos envolvendo o advento da Covid-19. Está difícil conhecer a verdade com esse governo, bem ao contrário do que o candidato Bolsonaro pregava em campanha. O descaramento e a censura passaram a ser políticas oficiais de uma gestão amadora com rascunhos fascistas.

304 – PRISÃO DOMICILIAR. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, num agrado obsequioso com Jair Bolsonaro, concedeu prisão domiciliar para Fabrício Queiroz e sua mulher Márcia Queiroz. Tomado de um súbito sentimento humanitário, o magistrado mostrou uma preocupação incomum com a saúde de Queiroz. Sua mulher, foragida, foi premiada com o confinamento, bem de acordo com estes tempos de pandemia. Claro que o fato de Jair Bolsonaro poder em breve nomear um novo ministro para o STF nada tem a ver com o gesto desinteressado do ministro.

303 – VEXAME AMBIENTAL. O governo de Jair Bolsonaro, por meio do vice “salame” Hamilton Mourão, se manifestou no sentido de defender a atual política ambiental do Ministério do Meio Ambiente, vindo em socorro de Ricardo Salles. Confrontados por investidores externos, donos de capitais rentistas, que criticam o desmatamento, o estafe de Bolsonaro tem medo da perda de divisas. Até o agronegócio, inimigo histórico da preservação da natureza, está temeroso e procurando posar de progressista para o mundo. Esse teatro tem perna curta, porque não se sustenta nos fatos, que mostram a derrubada constante da floresta amazônica.

302 – DE MAL COM O CENTRÃO. O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) está reclamando do seu afastamento da vice-liderança do governo na Câmara para facilitar o “toma lá dá cá” de cargos com o Centrão. Ele contesta a intervenção do general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, por fazer as negociações com o grupo reconhecidamente fisiológico e, paradoxalmente, escusa Jair Bolsonaro desse balcão de negócios, como se o presidente não fosse o fiador dessa negociata toda. O Centrão já comeu os governos do PT pelas beiradas, o de Michel Temer pelo centro e agora está colocando Bolsonaro contra as cordas. São novos capítulos do festival de sanguessugas que assola o país há décadas.

301 – GENOCÍDIO OFICIAL. Jair Bolsonaro vetou parte de um projeto de lei aprovado no Congresso Nacional prevendo proteção aos povos indígenas contra o coronavírus. Entre os itens vetados, estão pontos que previam o acesso das aldeias a água potável, a materiais de higiene, a leitos hospitalares e a respiradores mecânicos. A má vontade desse governo contra índios e quilombolas vai além de um racismo puro e simples, ingressando numa seara criminosa e de cumplicidade com as mortes e infecções. O dolo eventual é evidente e o risco deve ser colocado na conta do psicopata que ocupa o Palácio do Planalto.

300 – COVID-19. Jair Bolsonaro informa ter pegado Covid-19 e está usando esse fato para fortalecer sua narrativa de que a cloroquina é extremamente eficiente. Esse é o típico caso em que se pega o fato de trás pra frente. Todavia, duvido que os que tenham sido infectados por ele possam dizer o mesmo, até porque muitos provavelmente não sobreviverão para defender essa substância.

299 – ESCRAVIDÃO VERDE-AMARELA. Em tempos de pandemia, ficou evidente que a força de trabalho e a massa salarial são os fatores que movimentam a economia. O capital dos rentistas nada agregou nesse período adverso. Pelo contrário, emigrou do país. Num momento em que a mão de obra precisa ser incentivada, contraditoriamente, o governo de Jair Bolsonaro está propondo a criação de um subemprego no qual os trabalhadores vão receber por hora, sem contribuição previdenciária nem FGTS. Trata-se de uma escravidão moderna. Desse jeito, os salários serão aviltados, sem poder de compra, e os empregados serão usados e descartados no mercado laboral. Outra coisa: adeus, aposentadoria! Tal qual no Chile, modelo de Paulo Guedes, os idosos vão virar párias, abandonados à própria sorte. Quanto aos contratados, será difícil escolher o que farão com as verdadeiras “fortunas” que vão receber. Desse jeito, vamos voltar aos tempos remotos do escambo.

298 – NEGATIVAÇÃO. Jair Bolsonaro vetou o projeto de lei que proíbe a negativação de quem não puder pagar suas contas durante a pandemia. Num tempo de desemprego e de redução salarial, com os boletos aumentando sua produtividade, seria o mínimo a fazer até que as finanças das famílias se recomponham. Isso só mostra que Bolsonaro está ao lado das grandes empresas contra os consumidores. Mas isso não é algo estranhável vindo de quem tem um cartão corporativo, com gastos recordes, para pagar suas contas com os recursos carreados do bolso dos contribuintes. 

297 – CONTRA A LAVA JATO. Jair Bolsonaro se elegeu com um discurso de aproveitamento dos resultados da Operação Lava Jato. Todavia, isso só era da boca pra fora, uma vez que todo corrupto carrega consigo um arraigado instinto de sobrevivência. Agora, por meio de seu indicado para a PGR, Augusto Aras, nomeado por fora da lista tríplice dos procuradores da República, está tentando desmantelar as forças-tarefas formadas na instituição para combater a corrupção. O governo federal está se alinhando com o PT para caluniar, difamar e injuriar a Lava Jato e seus integrantes, repetindo os passos de Lula e Cia. Não é à toa que está chamando o Centrão para compor seu estafe, tudo para governar dentro de uma impunidade atual e futura. A família organizada quer se salvar a qualquer preço e dar o país como troco nesse “toma dá lá cá”.

296 – MELHORES MOMENTOS. Vamos agora apresentar aqui os melhores momentos da gestão do ex-ministro Carlos Alberto Decotelli como titular da pasta da Educação:
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295 – TRATANTE. O novo secretário especial da Cultura, Mário Frias, deixou dez deputados esperando-o para um debate sobre o segmento que ele representa num momento em que tantos artistas e produtores de cultura enfrentam dificuldades de todo tipo para sobreviver. Sem dúvida, já se pode ver que seu interesse pelas questões da classe que deveria representar é inversamente proporcional ao seu ardor bolsonarista.

294 – CURRÍCULO MAQUIADO. O candidato a ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, lançou mão de um artifício tipicamente bolsonarista para inflar seu currículo, a autoatribuição de uma titulação inexistente. Primeiro, pairam dúvidas sobre sua tese de mestrado, que teria sido plagiada, conforme levantamento de um especialista. Depois, constata-se que ele não tem o título de doutor porque não teve tese aprovada na Argentina, na Universidade Nacional de Rosário, e que não cursou o pós-doutorado na universidade Wuppertal, na Alemanha. Isso realmente o “qualifica” para dirigir a educação no governo de Jair Bolsonaro. Afinal, no seu estafe existe Damares Alves, que se dizia mestre em Educação e nunca o foi; há o antiministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, especialista em contestar sem provas os levantamentos do Inpi sobre desmantamento; existe o ministro Onix Lorenzoni, que apresenta notas frias na Câmara para embolsar mais um pouco de dinheiro público; temos o senador Flávio Bolsonaro, que entre 2000 e 2002 cursou direito no RJ enquanto era funcionário fantasma do gabinete de Jair Bolsonaro em Brasília; sem esquecer o ex-coordenador do Enem Murilo Resende, que plagiou um artigo científico. E, claro, temos ainda o próprio Jair Bolsonaro, que faz empréstimos sem juros aos “amigos” sem exigir comprovante nem declarar à Receita Federal. Nesse rol de falcatruas e falsidades, parece que Decotelli é o homem certo num governo todo errado. Bem-vindo ao clube, ministro! O senhor estará entre seus pares.

293 – PRESIDENTE ENROLADO. O advogado de Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef, apresentou várias versões para o fato de Fabrício Queiroz ter sido encontrado em um imóvel de sua propriedade. Por último, disse que o estava protegendo por ele correr risco de vida. Em suas versões mais recentes, depois que admitiu tê-lo escondido, afirmou que não Jair Bolsonaro não sabia de nada. Estranho isso! Afinal, Bolsonaro veio a público no mesmo dia da prisão, 18 de junho, quinta-feira, para dizer que Queiroz estava naquele endereço para fazer um tratamento de saúde. Para quem não sabia de nada, até que ele demonstrou muito conhecimento do caso.

292 – DESEMBARGADOR ENROLADO. O desembargador Paulo Rangel, do TJ-RJ, que votou a favor da anulação das provas contra Flávio Bolsonaro no juizado de primeiro grau, bem como pelo envio do processo para o órgão especial do Tribunal, com foro privilegiado, está sendo investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por irregularidades numa empresa se seguros da qual é cotista. Enrolado vota a favor de enrolado. Essa solidariedade suspeita contraria os princípios republicanos. Aliás, o voto do desembargador é totalmente diferente do que ele mesmo já escreveu sobre foro especial. Entre o seu entendimento anterior e seu voto há um abismo que mostra que há algo de podre nas suas motivações atuais.

291 – VITÓRIA DUVIDOSA. Já são cerca de dez tentativas de Flávio Bolsonaro para impedir a investigação dos seus delitos como deputado estadual na Assembleia Legislativa do RJ. Nesta quinta-feira (25.6.2020), ele conseguiu levar o processo da primeira instância para uma câmara do Tribunal de Justiça daquele estado, de acordo com julgamento da 3ª Câmara Criminal do TJ-RJ por dois votos a um. Dois magistrados votaram pelo deslocamento de foro e um pela manutenção no juizado original. Todavia, mesmo um dos que votaram pela remessa dos autos ao TJ manteve as decisões do juiz monocrático, como a prisão de Fabrício Queiroz e a quebra de sigilo fiscal de Flávio Bolsonaro, o que também foi feito pela desembargadora que desatendeu todo o pedido da defesa. Dessa forma, temos uma vitória de Pirro, aquela que traz mais prejuízos do que benefícios aparentes. E tudo indica que o acórdão poderá ser modificado, uma vez que o STF já decidiu que a prerrogativa de foro só vale para ilícitos praticados durante o mandato e em função do seu exercício. Ou seja, Flávio Bolsonaro vai continuar enrolado com a Justiça. Não seria mais fácil simplesmente explicar os fatos do que tentar impedir que sejam apurados?

290 – ESCONDENDO A VERDADE. A justiça federal obrigou a ministra Damares Alves, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a revelar os dados da violência contra os direitos humanos, em 2019, registrada pelo Disque 100, coisa que ela queria varrer para debaixo do tapete, principalmente a praticada pelas forças policiais. Foram 1.486 denúncias. O número é 9,22% menor do que o registrado em 2018, período em que a pasta recebeu 1.637 queixas. Para uma ministra terrivelmente evangélica, existe a verdade que liberta e existe aquela que incomoda as verdades duvidosas.

289 – AMBIENTE PÉSSIMO. Um grupo de investidores cujo capital se conta na escala dos trilhões está ameaçando deixar de aplicar recursos no país por conta do desmatamento da Amazônia e do genocídio dos povos indígenas. Os representantes desses fundos enviaram cartas às embaixadas brasileiras em oito países demonstrando preocupação com a desproteção ambiental praticada pelo governo de Jair Bolsonaro e com a dolosa gestão ambiental do antiministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, aquele que quer passar a boiada da destruição de nossas florestas. O caso é tão escandaloso que até a direita do agronegócio está posando de envergonhada, com medo de perder negócios no exterior. 

288 – PASSAPORTE. Aos poucos, vai se confirmando a fraude praticada pelo ex-ministro da Educação,  Abraham Weintraub, para ingressar nos Estados Unidos e se livrar das exigências feitas aos cidadãos comuns. E vai se configurando a trapaça com as costumeiras trapalhadas do governo Bolsonaro. Ele ingressou no dia 20 de junho com o passaporte diplomático, mas ainda como ministro. Um ato imoral, embora com aparência legal. O DOU esperou seu desembarque para trazer a exoneração. Nesta terça, 23 de junho, o governo federal publicou uma retificação no DOU retroativa a 19 de junho exonerando o ministro. Dessa forma, no dia 20, quando desembarcou em solo norte-americano, ele não era mais um representante do governo. Assim, o que já era comprovadamente imoral e tinha sido uma estratégia de fuga passou a ser também ilegal. O governo organizado não para de fazer das suas para proteger os integrantes da sua facção oficiosa.

287 – MINISTRO ESPIÃO. O general Luiz Eduardo Ramos, chefe da Secretaria de Governo, foi espionar, disfarçado, os manifestantes contrários ao governo no dia 12.6.2020. Certamente, não foi para prestar solidariedade. Já os tresloucados que querem confrontar as instituições não por aquilo que elas têm de ruim, mas pelo que podem opor de resistências às falcatruas e crimes de Jair Bolsonaro, esses recebem apoio e afagos. Isso me faz lembrar do tenente Miotto, que chegaria a general no governo do PT e comandaria o CMS, que ia com seus comandados tentar interromper nossos atos contra a ditadura militar em Passo Fundo. Essa gente recebe dinheiro público para atuar sub-repticiamente contra a liberdade de opinião e de manifestação.

286 – DESGASTE NO EXTERIOR. Jair Bolsonaro reclamou que o Brasil está com a imagem desgastada no exterior por conta do desmatamento. Não é para menos. Esse governo incentiva a destruição da Amazônia e prepara um genocídio contra os povos indígenas. A gestão ambiental do governo Bolsonaro ficou bem demonstrada nas palavras de Ricardo Salles, naquele infame conclave ministerial de 22 de abril, quando o antiministro queria aproveitar o momento da pandemia para atropelar a legislação protetiva em vigor. Tudo o que Bolsonaro faz é para destruir o pouco que se conseguiu preservar. E aí ele vem e diz que essa visão negativa do Brasil lá fora é por conta de mera desinformação. Esse é do tipo que mata a mãe e ainda se queixa de que ela não lhe serviu um cafezinho.

285 – CHEGA PRA LÁ. Até Fabrício Queiroz ser encontrado na casa do advogado Frederick Wassef, ele era uma espécie de faz-tudo na área jurídica para Jair Bolsonaro, sendo que o próprio presidente afirmou publicamente que ele era seu defensor. Depois de Queiroz ser localizado, ele se tornou uma figura incômoda para a família organizada porque estava escondendo o procurado mais famoso do país numa operação de benefício direto para o clã há cerca de um ano, segundo seu caseiro (que certamente será pressionado para mudar sua primeira versão). Agora, entrou em campo uma operação para desvinculá-lo de Bolsonaro. A advogada Karina Kufa soltou uma nota em que diz que apenas ela e seu escritório de advocacia defendem Jair Bolsonaro. É um “chega pra lá” pra ocultar a verdade. Enquanto isso, diante da negativa de Wassef de sua participação na ocultação de Queiroz, resta levantar hipóteses sobre como ele adentrou no imóvel. Provavelmente, ele saltou de paraquedas no terreno, usando a sua experiência como ex-paraquedista do Exército. Ou foi abduzido por alienígenas no Rio de Janeiro e desembarcado naquele endereço em Atibaia sem despertar suspeitas. Ficam em aberto as especulações.

284 – SACRIPANTA EM FUGA. A operação para tirar o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, do território brasileiro não deixa nada a dever aos costumes do submundo do crime. Chegou a ser meticulosa em vários aspectos. Primeiro, esperou-se para ver se conseguiria o habeas corpus no STF. Diante da negativa e do risco de uma prisão processual, foi-lhe garantido um cargo no Banco Mundial, longe do Brasil, mas havia o risco de medidas cautelares para impedir sua evasão para o exterior. Assim, acelerou-se sua viagem e ele conseguiu ingressar nos EUA ainda como ministro com um passaporte diplomático. Assim que soube que ele já estava em território norte-americano, Jair Bolsonaro publicou sua exoneração. Eis aí uma maneira nada republicana de dar um salvo-conduto para um integrante da malta que governa o país.

283 – TIA GENI. A cozinheira Tia Geni, do acampamento que pede intervenção militar, em São Paulo, morreu de Covid-19. Acreditou na história da gripezinha e nem cloroquina ela tomou. Passou a vida combatendo os "comunistas". Realmente, como diz Jair Bolsonaro, todos morremos um dia. Ela acreditou no conto do sicário.

282 – INDICAÇÃO VEXATÓRIA. O Brasil é hoje motivo de chacota no mundo inteiro por conta de Jair Bolsonaro, que não governa e compra briga contra inimigos imaginários, como o comunismo. Agora, pelo jeito, essa imagem de republiqueta tende a ganhar vulto com a indicação do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub (cultura inútil decorar essa grafia) para o cargo de diretor do Banco Mundial, representando o país. Ele já foi economista do Banco Votorantim, que faliu, o que mostra bem com que credenciais assumirá o cargo. Também fez parte da comissão que elaborou o programa de Jair Bolsonaro, tão amplo que não diz nada, além de suas referências como titular da pasta da Educação, que o qualificam como um embusteiro chinfrim. Será a primeira vez, por certo, que um alto executivo do Bird assumirá funções respondendo a um processo penal. Pelo menos, poderá fazer detração: a cada três dias trabalhados, terá a prerrogativa de descontar um de uma provável condenação. Desafortunadamente, o Brasil hoje é um país que se tornou epicentro da Covid-19 e hábitat de uma epidemia de transtornos mentais que atinge governantes e uma parcela de desgovernados.

281 – SEGUIDOR. Jair Bolsonaro é um admirador confesso de Donald Trump, na tristeza e na alegria, nas patacoadas e na ignorância. Pois Trump agora está sendo desvelado em seus parcos conhecimentos que não servem nem para uma conversa de botequim. Pensa que a Finlândia é na Rússia, não sabe que o Reino Unido tem armas nucleares e, cometendo crime de lesa-pátria, pediu ajuda ao presidente da China para se eleger. Esse tal comunismo pode ser bem camarada. Enquanto Trump fecha as portas para o Brasil, literalmente, Bolsonaro vai ficando isolado por aqui ao passo que seu mentor norte-americano vai desfilando seus oportunismos e chistes constrangedores. Restou para os bolsonaristas a cloroquina, que é mais ou menos uma poção mágica dos tolos.

280 – EIS O QUEIROZ

O Queiroz foi encontrado
E até já está em cana
Existem muitas perguntas
Delitos e filigranas
É homem-bomba dos crimes
Da família miliciana

279 – DESEMBARCADO. Jair Bolsonaro demitiu com honras o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que levou a educação brasileira em definitivo para o fundo do poço. Sob o pretexto de combate ao comunismo, asfixiou a pesquisa, difamou os profissionais da educação e nem sequer soube organizar o sempre desorganizado Enem. Agora, Bolsonaro está lhe prometendo um prêmio de consolação de diretor do Banco Mundial. Isso está parecendo mais uma tentativa de livrá-lo de responder ao inquérito das fake news. Como réu, não é aconselhável que viaje para o exterior sem autorização da Justiça. Está na hora de o Judiciário recolher um certo passaporte.

278 – POSTAGEM LONGA. Depois de uma operação contra seus apoiadores por conta da realização de atos antidemocráticos e inconstitucionais e disseminação de notícias falsas, Jair Bolsonaro postou uma longa mensagem em uma rede social afirmando que são ações autoritárias, que está ao lado do povo, que as instituições devem estar subordinadas a ele povo, que a esquerda não aceita que governe, que é um democrata e outras coisas de um “textão”. Trata-se de mais uma narrativa que se aplica a uma psicose bolsonarista coletiva imersa na realidade paralela de uma bolha de cinismo. O texto é longo, mas eu vou resumir pra vocês: “Ganhei a eleição com 57 milhões de votos, querem investigar minha família por vários crimes e eu tenho o direito de usar a estrutura de governo para protegê-la”. Sobre seus filhos: “Olha aí, ah, são os meus guris, olha aí!”.

277 – VÍDEO DA REUNIÃO. Jair Bolsonaro está culpando o ministro Celso de Mello (STF) pela crise entre os poderes por haver autorizado a divulgação do vídeo da reunião de 22 de abril, na qual ele e seus ministros deram um show de intolerância, de arrogância e de vocação ditatorial. Quer dizer então que a culpa é de quem permitiu a divulgação e não de quem se pronunciou naqueles termos vexatórios e ignominiosos? Quando uma organização criminosa planeja crimes e a reunião vaza, seus integrantes não devem ser responsabilizados? Decerto, calúnia, injúria, desmatamento, ameaças, acusações falsas, falsidade ideológica, conspirações contra a democracia e outros crimes estão dentro da liberdade de expressão na cabeça delirante desses sacripantas.

276 – MANIFESTOS. Os militares da reserva estão seguidamente assinando manifestos em defesa do governo de Jair Bolsonaro. Secundam suas ideias antidemocráticas. Não é preciso dizer que o laboratório da história reprova o regime militar que governou o país por mais de duas décadas. Devolveram o Brasil falido, com uma inflação galopante, sem ferrovias, com uma gigantesca dívida externa, com uma constituição outorgada e com um rol de perseguição e de assassinato de opositores. Senhores, eu, que tantas vezes bradei nas ruas contra vosso governo sórdido, vos digo: suas fardas aposentadas não autorizam as estultices de seus pijamas.

275 – MULTA COMUNISTA. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, está inconformado com uma multa que recebeu por participar de aglomeração sem o uso de máscara no Distrito Federal. Muitos bolsonaristas deixaram de acreditar no conto da “gripezinha” quando o luto se abateu sobre suas famílias. É essa postura autoritária de querer impor suas falácias que contribui para o clima de insegurança que grassa no país, além da falta de investimentos em saúde pública. Só falta ele dizer que a multa é obra dos comunistas. Aliás, nem a direita do agronegócio leva isso a sério. Esse conceito serve apenas para manter a manada iletrada em permanente vigília. 

274 – CERCADINHO "REBELDE". Jair Bolsonaro está começando a ficar impaciente porque as vaquinhas de presépio que ficam naquele cercadinho em que ele fala com elas no Palácio do Planalto estão começando a importuná-lo com perguntas inconvenientes, como demandas sobre algumas coisas que não acham certas. Esses dias, uma mulher perguntou sobre o grande número de mortes. Foi enxotada. Diante dessa tímida rebeldia, Bolsonaro já se manifestou: ''Olha, eu vou acabar não parando mais aqui''. O gado pira!

273 – INVASÕES BÁRBARAS. Jair Bolsonaro incentivou a invasão de hospitais por parte de sua horda de fanáticos sob o pretexto de fiscalizar o número de leitos de UTIs e de aplicação de recursos. Em primeiro lugar, existem meios e órgãos legais para realizar essa fiscalização. Em segundo, é um desrespeito aos trabalhadores do setor, que têm suas rotinas alteradas pela presença de pessoas estranhas ao recinto, movidas por razões subterrâneas e desprovida de equipamentos de proteção. Em terceiro, porque coloca em risco a vida dos pacientes pela presença de gente possivelmente contagiosa no local, além de interferir na rotina dos cuidados médicos. Bolsonaro tem uma mente doentia em perfeito bluetooth pareado com a idiotia da manada leal que segue seu capitão do mato.

272 – PAÍS PARALELO. No país que Jair Bolsonaro preside, segundo suas próprias palavras, ninguém faleceu por falta de UTI ou respirador. Trata-se de um país paralelo, que existe só na mente do psicótico Bolsonaro. Para entender como funciona a cabeça desse tresloucado, recomendo assistir ao filme “Ilha do medo”, com Leonardo DiCaprio. Já passamos de 40 mil óbitos (estes números, infelizmente, ficarão desatualizados em pouco tempo) e Bolsonaro continua com seu discurso de “gripezinha”. Com um aliado assim, o coronavírus encontrou um terreno fértil para prosperar. E matar.

271 – REITORES. Jair Bolsonaro remeteu ao Congresso Nacional uma MP estabelecendo que seu ministro mais desafeito à língua portuguesa, Abraham Weintraub, da Educacão, poderá escolher reitores temporários para universidades federais durante o período da pandemia do novo coronavírus no país. Além de uma intervenção indevida na autonomia constitucional dessas entidades de ensino, mostra que chegamos ao rés do chão no sistema educacional: um semialfabetizado raivoso nomeando altas autoridades da ciência, da pesquisa e do aprendizado. IMPRECIONANTE! Não me espantaria nada se Bolsonaro indicasse a pastora Damares Alves, ministra “terrivelmente evangélica”, para o STF na vaga de Celso de Melo. Ah, vocês pensam que não? Pensem bem! Pensaram? Pois é! Tudo é possível com esse governo.

270 – COMUNICAÇÃO COM O CENTRÃO. Jair Bolsonaro está criando mais um ministério, o das Comunicações, para viabilizar suas negociatas com o Centrão, que reúne os partidos de maior apetite por cargos e benesses no Congresso. O escolhido para dirigi-lo foi o deputado federal (PSD-RN), que, por um desses acasos da vida, é genro do apresentador Sílvio Santos, da imprensa chapa-branca com o governo federal. Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro prometeu no máximo 15 ministérios. Ao tomar posse, eram 22. Agora, tudo em nome da salvação da lavoura, serão 23. Outra promessa descumprida. Muitos eleitores de Bolsonaro já podem pedir música: “Meu pai pra me ver casado/Prometeu-me um caminhão/Depois que me viu casado/Me deu um carro de mão”. Que mixórdia!

269 – “SAI DAQUI!”. O presidente Jair Bolsonaro enxotou uma bolsonarista arrependida, a atriz Cris Bernat, porque ela foi ao Palácio do Planalto e, em meio aos seguidores de Bolsonaro, questionou sua omissão no enfrentamento da pandemia e a entrega de cargos ao Centrão em troca de apoio político. O presidente mandou a moça sair do recinto com sua costumeira fineza. Quando confrontado com a verdade, Bolsonaro perde as estribeiras. 

268 – TRETA NA DIREITA. O guru de Jair Bolsonaro, o astrólogo autopromovido a filósofo Olavo de Carvalho, está reclamando da falta de apoio do seu pupilo para enfrentar querelas judiciais (foi condenado em uma ação de Caetano Veloso) e alega que outros crimes cometidos contra ele estão impunes. Ameaça “derrubar” o governo. Olavo é o referencial de uma direita raivosa e apegada a clichês, que despreza a produção científica. Sua tática de inventar fenômenos para “descobrir” suas causas e soluções, como a do advento do comunismo, é muito apropriada para os embaçados mentais que o seguem, como Bolsonaro. Dar credibilidade a Olavo de Carvalho é mais ou menos como comprar uma piscina de plástico para elevar o valor de mercado do imóvel.

267 – REVISÃO IDEOLÓGICA. A ministra Damares Alves, da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, cassou as anistias políticas, e os respectivos vencimentos, de  295 ex-cabos da Força Aérea Brasileira (FAB), militares que foram perseguidos pelo regime militar. É irônico que isso seja feito por uma ministra que comete falsidade ideológica ao dizer que tem doutorado, título que ela não possui. Como se sabe, Jair Bolsonaro é um defensor da ditadura militar, que foi instituída no Brasil para atender aos interesses dos norte-americanos. Aqui trata-se de a elite punir patriotas que lutaram contra o arbítrio numa completa inversão de valores. Esses ressentidos e bazofeiros não passarão.

266 – MANIPULAÇÃO DE DADOS. Jair Bolsonaro, que tentou minimizar o coronavírus como se fora uma gripezinha, tomou a atitude cínica de tentar esconder os números da doença, numa manipulação cruel e contrária à realidade dos fatos. Começou a fazer a consolidação dos dados perto da meia-noite para tentar evitar a divulgação pela imprensa. Diante da repercussão negativa, acaba de recuar nesse desrespeito total às vítimas e a seus familiares.

265 – AUXÍLIO EMERGENCIAL. A capacidade gerencial do governo de Jair Bolsonaro está próxima ou abaixo de zero, ombreando com o PIB negativo. O auxílio emergencial ainda não teve nenhuma parcela paga para 11 milhões de brasileiros que realmente precisam dos R$ 600 e já foi paga para 8 milhões de espertalhões que se aproveitaram do caos administrativo vigente. A família Bolsonaro é organizada, mas seu governo é desestruturado em todos os sentidos.

264 – ESTADO DE DEFESA. Jair Bolsonaro está disposto a decretar estado de defesa contra as manifestações antigoverno previstas para este domingo (7.6.20). E atribui aos manifestantes adjetivos como terroristas, desocupados, maconheiros. Engraçado, quando os atos são dos seus seguidores, ele apoia e se omite diante das agressões contra profissionais da saúde e jornalistas. Não me estranha a cogitação de Estado de Defesa. Bolsonaro está na defensiva. Sabe que cometeu crimes e está esperneando desde já.

263 – OPÇÃO CONTRA AS VÍTIMAS. Jamais combine alguma coisa com Jair Bolsonaro. O risco de descumprimento é enorme. Foi isso que constataram parlamentares, governadores e prefeitos. Havia a combinação do aporte de R$ 8,6 bilhões para o combate da pandemia. Entretanto, Bolsonaro vetou o projeto aprovado no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. Preferiu destinar esse dinheiro para pagar a dívida pública federal, que nunca foi auditada, e cujo pagamento vai enriquecer ainda mais banqueiros nacionais e internacionais e instituições financeiras. Entre salvar vidas e atender ao setor rentista, o governo não tem a menor dúvida do que é mais importante. Infelizmente, para infectados, vítimas do coronavírus e seus familiares, ele não optou por eles.

262 – INTERINIDADE ILÓGICA. O governo de Jair Bolsonaro não para de produzir pérolas contra o bom senso: o presidente acaba de confirmar o interino general Eduardo Pazuello, da Saúde, como ministro interino. E tudo isso em meio a uma pandemia, o que exigiria seriedade.

261 – AFUNDAÇÃO PALMARES. O enredo de psicopatia do governo de Jair Bolsonaro não cessa nunca porque o estoque é inesgotável. O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, que deveria ter um mínimo de empatia com os movimentos de luta de sua raça tão espoliada historicamente, declarou que o movimento negro é uma escória, que Zumbi não merece ser cultuado e que o Dia Nacional da Consciência Negra não deve ter acolhimento. Já havia declarado que a escravidão foi benéfica para os afrodescendentes, como se não fosse o capital herdado a fonte da desigualdade. Eis aí um negro de alma branca e racista, um capitão do mato orgulhoso do seu servilismo.

260 – BOLSO_ARAS II. Jair Bolsonaro usa do aparato de governo para seus fins particulares. Como, em tese, pode ser denunciado por crime comum pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, tratou de tentar cooptá-lo desde já com um possível cargo de ministro no STF. Tudo para livrar a família organizada de seus crimes. Aras diz que ficou constrangido. Deveria ter ficado constrangido quando foi indicado ao cargo sem respeitar a lista tríplice dos procuradores, a qual sempre serviu de base para a escolha na PGR. Essa amizade nada republicana tem aras, digo, ares de “toma lá dá cá”.

259 – BOCA FECHADA. O ministro Abraham Weintraub, da Educação, prestou depoimento nesta sexta-feira, 29.5.20, perante a Polícia Federal no inquérito que investiga fake news e ameaças aos integrantes do STF. Ao contrário da sua valentia na reunião ministerial de 22 de abril, quando, perante seus cúmplices, proferiu sandices como a de prender os ministros do Supremo, desta vez ficou em silêncio, quieto que nem galo na chuva. Não é à toa que é primeiro baixo escalão do governo de Jair Bolsonaro, outro boquirroto e falastrão. Na hora do “vamos ver”, se borrou. E tudo indica que poderá ser o próximo ministro defenestrado, pois o Centrão já está de olho no seu cargo. O código penal também está no horizonte do ministro.

258 – AMEAÇAS E RUPTURA. O deputado federal Eduardo “Bananinha” Bolsonaro ameaçou com uma “ruptura” institucional por conta das ações da Polícia Federal, que cumpriu mandados judiciais do STF contra sua família organizada e cúmplices. Isso depois de comemorar, no dia anterior, operações semelhantes contra o governador do RJ, seu desafeto. Ele e o paí defendem sua milícia virtual de notícias falsas sob o disfarce de liberdade de opinião, logo eles que incentivam ataques contra jornalistas. Só que o apoio a esse governo de fanfarrões derrete a cada dia. Não é à toa que os panelaços aumentaram ao mesmo tempo em que a manada bolsonarista está encolhendo, ficando restrita a grupelhos que se radicalizam na mesma medida em que vão ficando mais furiosos e isolados.

257 – HABEAS CORPUS. O governo de Jair Bolsonaro está tentando blindar o raivoso ministro da Educação, Abraham Weintraub, que, naquela reunião de gente destrambelhada, em 22 de abril, defendeu a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Está usando a máquina governamental para impedir que seu ministro responda por suas falas criminosas (apologia ao crime é um delito do código penal). A figura do habeas corpus prevê que deve ser pedido em nome de pessoa física por qualquer cidadão, mas não por representante de primeiro escalão, como foi solicitado pelo ministro da Justiça, muito menos em nome de terceiros sem ligação com o “paciente” Weintraub e ainda para trancar um inquérito com tramitação regular no Poder Judiciário. Se a possibilidade dessa impetração caísse na prova da OAB, qualquer candidato deveria responder que não é possível. A menos que seja um bolsonarista devidamente embaçado no seu raciocínio lógico.

256 – VAROA EXASPERADA. A ministra das Mulheres, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, aquela que se autointitula falsamente de doutora em educação, naquela reunião amalucada dos ministros de 22 de abril, defendeu a prisão dos governadores por eles fazerem o que o seu governo não fez, aplicar o distanciamento social em face do coronavírus. Será que Jesus não vai voltar ao pé da goiabeira para passar uma carraspana nessa doida varrida?

255 – BOLSO_ARAS. O procurador-geral da República, Augusto Aras, intensificou, para desgraça do Brasil, a paga ao presidente Jair Bolsonaro pela indicação à PGR. Requereu ao STF a suspensão do inquérito das fake news, que têm seus apoiadores e seus filhos envolvidos. Esse povo tem um passado corrupto pela frente e, por isso, teme as investigações. Será que uma contrapartida de Bolsonaro à gratidão de Aras será um assento no STF? A conferir.

254 – IDOSO BOM É IDOSO MORTO. Em março, quando a pandemia da Covid-19 já surgia ameaçadora no horizonte, Solange Vieira, assessora de confiança do ministro Paulo Guedes, afirmou: “É bom que as mortes se concentrem entre os idosos… Isso melhorará nosso desempenho econômico, pois reduzirá nosso déficit previdenciário”. Eles querem fazer caixa à custa dos nossos parentes da terceira idade. Isso explica o desapego dos bolsonaristas à vida alheia e a falta de empatia. Esse fato é tão repugnante que eu resolvi colocar a citação direta para que os eleitores fiéis de Jair Bolsonaro não venham depois dizer que estou inventando. A julgar pela inversão de valores, miliciano bom é miliciano vivo e idoso bom e rentável é idoso morto. PQP! É um governo de gente requintada no exercício da crueldade. O coronavírus é uma eficiente “solução final” em relação aos idosos.

253 – GENOCIDA AMBIENTAL. A declaração do antiministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na catártica reunião ministerial de 22 de abril, afirmando que era preciso aproveitar a epidemia para liberar o desmatamento e agir de acordo com os interesses dos grileiros, é digna de integrante de uma organização criminosa. A ideia é cometer crimes enquanto a imprensa está com foco no coronavírus. Bem no estilo do PCC e dos milicianos. Siga o chefe! "Bonita fala, Ricardinho!"

252 – CC NA PF. Numa operação casada, o Senado Federal aprovou a criação de cargos de confiança na Polícia Federal, o que já havia sido feito pela Câmara dos Deputados, convalidando uma medida provisória de Jair Bolsonaro. A contrapartida é a liberação para estados e municípios. Negociação nada republicana. E justamente quando Bolsonaro está empenhado em interferir na PF. O dinheiro público continua sendo moeda de troca para favorecer interesses escusos.

251 – CIRCO DE HORRORES. O vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril é um verdadeiro circo dos horrores, com tantas tristes e raivosas figuras mostrando nas mãos de quem caiu o Brasil, permitindo que entendamos por que chegamos ao fundo do poço. Aos poucos, iremos esmiuçando essa ópera-bufa da chinelagem que nos governa. A amostra grátis da índole dessa gente é de nos encher da vergonha que eles não têm. 

250 – EX-ALIADOS. Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro quererem desqualificar o depoimento do empresário Paulo Marinho é mais ou menos como Lula e Dilma questionarem a delação de Antonio Palocci. Gente de casa, mesa, banho, cozinha e outras dependências. Todos têm um passado duvidoso pela frente e as explicações deles afrontam o bom senso. Depois do butim, os “amigos para sempre” nem sempre ficam amigos.

249 – SERVIDORES. O pacote de ajuda do governo de Jair Bolsonaro aos estados transforma os servidores como bodes expiatórios de uma crise da qual eles são vítimas e não responsáveis por ela. O acordo prevê que esses servidores não poderão ter reajuste até o fim de 2021, como se todos recebessem altos salários e tivessem privilégios. Como sempre, a tentativa é de desqualificar o poder público e de jogar a população contra aqueles que o levam nas costas para prestar um serviço condizente em áreas como educação, saúde e ciência. Essa raiva gratuita contra os trabalhadores é de gente fracassada, que sempre viveu de boquinhas e de expedientes, a começar por Jair Bolsonaro, Abraham Weintraub, Ricardo Salles e Damares Alves. Eles odeiam o SUS, por exemplo, mas se não fosse o sistema, o país hoje estaria vivendo uma tragédia sem precedentes. Pior é que todos os governadores, de todos os partidos, concordam com isso. Muitos até criticam Bolsonaro, mas se unem a ele na hora de atacar o funcionalismo. Lamentável.

248 – PANTOMIMA BOLSONARISTA

Damares na goiabeira
Ernesto "de mal" com a China*
Salles flerta com grileiros
Weintraub em raiva bovina
E o Messias curandeiro
Receitando cloroquina

*Conta-se que os chineses estão padecendo de insônia por conta disso.

247 – PAULO GUEDES X SERVIDORES. Para o cauteloso ministro da Economia, Paulo Guedes, é preciso dar um basta na ânsia salarial dos servidores públicos, esses sanguessugas do país. É preciso que eles parem de abusar do cartão corporativo, de se apossar de verbas do fundo eleitoral, de empregar funcionários fantasmas, de fazer rachadinhas, de realizar lavagem de dinheiro, de contratar parentes, de beneficiar amigos com cargos diversos, como na usina de Itaipu, de usar notas frias, de pagar juros exorbitantes da dívida pública. Servidores, desse jeito vocês vão quebrar o Brasil.

246 – EDUCAÇÃO PARA O CENTRÃO. Na mais nova negociata, visando a continuar com sua velha política do “salve-se quem puder”, Jair Bolsonaro entregou uma diretoria do Ministério da Educação para o Centrão. Assessor do PL na Câmara, Garigham Amarante Pinto tomou posse na Diretoria de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O orçamento dessa diretoria é de cerca de 40% do orçamento de toda a pasta, ficando em R$ 54 bilhões. Ela lida com compras como as dos livros didáticos. Que prato cheio para falcatruas! O Centrão poderá até livrar a cara de Bolsonaro, mas a conta para os cofres públicos será salgada, além do retrocesso na educação, sempre negligenciada, para desgraça dos estudantes e de suas famílias.

245 – MENTIRA FAZ MAL À SAÚDE. O general Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde, mentiu descaradamente em pronunciamento on-line na Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado na segunda-feira do dia 18.5.20. Ele disse que o governo federal está atuando em sintonia com estados e municípios para enfrentar o coronavírus. Só que não! Todo mundo sabe que Jair Bolsonaro tenta desautorizar as ações de governadores e prefeitos. Nada mais falso. Mentir em rede nacional já é feio, imagina mentir para o mundo. Enquanto isso, em meio à pandemia, o Ministério da Saúde continua sem titular e o número de mortes bate recorde. Mas está bem movimentado. O ministro provisório já nomeou nove militares para diretorias na pasta. Eta, farra verde-oliva!

244 – ADIOS, MUCHACHO

O patriota foi ao ato
Pra combater comunista
Só achou o coronavírus
E entrou pra sua lista
Morreu de uma "gripezinha"
O mártir bolsonarista

https://epoca.globo.com/guilherme-amado/professor-que-participou-de-protesto-durante-isolamento-morre-com-suspeita-de-covid-19-24433592 

243 – VEREADOR ARREPENDIDO. Muito tocante a história do Sargento Silvano, vereador de Belém, um entusiasta e apoiador de Jair Bolsonaro há muitos anos, ao qual deu o título de Cidadão de Belém. Depois de comprar a cantilena da “gripezinha” e de atuar pelo fim do distanciamento social, revendendo as bizarrices presidenciais, ele teve dez membros de sua família infectados e perdeu seu pai. A duras provações, viu que a vida está acima da economia e agora está atuante para combater o coronavírus em sua cidade, inclusive investindo recursos próprios, e sentindo-se traído pelo capitão. Como diz meu amigo Henrique Mann, não podemos tripudiar sobre a dor alheia. Mas fica o alerta. Hoje, Bolsonaro é a voz oficial da morte no Brasil. Quanto ao título, o vereador vai tentar cassar. Talvez um de “persona non grata” seja o mais adequado.

242 – ATO ESPONTÂNEO??? O empresário gaúcho Sérgio Mário Gabardo, que já doou R$ 25 mil para a campanha do deputado federal Osmar Terra, do PMDB-RS (outro da “gripezinha”, prevendo apenas 2.100 óbitos), está por trás da manifestação “espontânea” de domingo em Brasília como um dos organizadores. Ele cedeu caminhões para a carreata que ajudou na aglomeração. Esse pessoal, pelo jeito, sempre se encontra por pura coincidência no Palácio do Planalto. Povo de Santa Rosa, nunca pedi nada pra vocês: dá pra parar de reeleger esse Osmar Terra?

241 – VALENTONTA. Foi identificada a bolsonarista que investiu covardemente contra uma jornalista da Band numa manifestação com o apoio de Jair Bolsonaro no domingo, 17.5.20, em Brasília. A "ativista" Angela Telma Alves Berger agrediu a repórter a Clarissa Oliveira com o mastro de uma bandeira pelas costas na cabeça. Ela é servidora pública, ganha R$ 8.024  e está lotada na Escola Nacional da Administração Pública, do Ministério da Economia. Diz ela que foi sem querer (dá pra ver nas imagens que ela quis muito) e que anda depressiva e nervosa porque os comunistas estão "tomando conta do país". Alguns analistas do universo bovino dizem que se trata de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), popularmente conhecida como doença da vaca louca, que ataca os rebanhos acéfalos e vaquinhas de presépio. Sobre estar nervosa, acho que, ao inverso daquela máxima das Organizações Tabajara, do Casseta e Planeta ("Seus problemas acabaram!"), os problemas dessa senhora metida a valentona estão apenas começando. A partir de agora, terá muitos motivos para ficar nervosa. É o que eu espero.

Veja aqui o momento da agressão:

https://noticias.band.uol.com.br/noticias/100000990329/reporter-do-bandnews-e-agredida-durante-ato-em-brasilia.html

240 – COMPRA DE APOIO. Dentro de sua estratégia de trocar suas ideias de fachada por apoio do Centrão, numa operação de compra e venda, Jair Bolsonaro reconduziu Carlos Marun, aquele que era da tropa de choque de Michel Temer e defensor de Eduardo Cunha, ao cargo de conselheiro de Itaipu, uma das maiores mamatas do país com dinheiro público. Ganha muito, acima do teto, e não faz nada produtivo. É negociata atrás de negociata. Enquanto isso, milhares de pessoas vão morrendo por falta de verbas para respiradores e para outros itens médicos no país. É uma vergonha tanta desfaçatez!

239 – APOIADOR INFECTADO. Parece que o coronavírus não está disposto a ceder aos arroubos de Jair Bolsonaro. Um de seus apoiadores, organizador de uma carreata de caminhões que iria até Brasília para apoiar um acampamento de bolsonaristas, pegou coronavírus e foi internado em uma UTI. Por conta disso, o comboio, que daria suporte a manifestações pela intervenção militar e contra o STF e o Congresso, não chegou ao seu destino. A informação é de um colega dele, chamado de Comandante Paulo, e publicada pelo Jornal do Commercio de Pernambuco. Como se vê, não é uma “gripezinha”, como disse o presidente, e os seus partidários, que realizam aglomerações, não estão imunes. Pior que, pelo jeito, agora vão ocupar leitos que poderiam ser usados por quem foi infectado sem culpa, ao contrário desses manifestantes, que, munidos de sua boçalidade, incentivaram a propagação da Covid-19 com seus comportamentos de riscos e suas ideias tresloucadas.

238 – MINISTRO DE PRESÉPIO. O impagável mas custoso Jair Bolsonaro aprontou mais uma das suas, desta vez contra o novo ministro da Saúde, o prolixo Nelson Teich. Emitiu um decreto ampliando o rol de atividades econômicas para incluir academias, barbearias e salões de beleza. Fez isso sem discutir com o seu próprio titular da pasta encarregada de tratar da Covid-19. O ministro acabou sabendo do fato pela imprensa, em uma coletiva. Felizmente, os estados e municípios, em sua maioria, já decidiram que não vão cumprir essa norma, pois o STF já lhes garantiu a autonomia no gerenciamento das questões relativas à pandemia. Foi constrangedor ver Nelson Teich, uma autoridade de primeiro escalão, totalmente perdido por conta das contraordens de Bolsonaro, tudo isso no momento em que o país precisa de um gerenciamento eficiente na luta contra o coronavírus.

237 – FATURA RECORDE. Jair Bolsonaro gastou de forma recorde no cartão corporativo. Foram R$ 3,76 milhões a mais de despesas do presidente e de sua família organizada no período de janeiro a abril deste ano, com R$ 6,2 milhões. No ano passado, foram R$ 2,5 milhões no mesmo período. Isso é mais do que gastaram Dilma Rousseff e Michel Temer em lapso temporal equivalente. Bolsonaro alega que houve gastos para repatriar brasileiros que estavam na China e que essas despesas foram pagas pelo cartão corporativo ligado a ele (R$ 739.598). Todavia, mesmo tirando-se essa rubrica, o valor permanece como o mais salgado de todos os tempos. E pensar que Bolsonaro chegou a dizer, no ano passado, que iria liberar todos os gastos efetuados para conhecimento público. Como sempre, voltou atrás. A teta e a treta justificam o arrependimento. Enquanto isso, milhões de brasileiros lutam para receber R$ 600 do governo federal. O Brasil é mesmo um país de contrastes.

236 – BALCÃO DO CORONAVÍRUS. O ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), veio em socorro de Jair Bolsonaro para desobrigá-lo a cumprir decisões judiciais que o obrigam a mostrar seus exames da Covid-19 sob a alegação do direito à intimidade e à privacidade. Ora, desde quando alguém que sai em público e pode estar contaminando dezenas de pessoas tem direito de abusar de sua conduta sem que isso gere intranquilidade na população? Como um possível infectado (e há muitas razões para se pensar assim), ele tem a obrigação moral de mostrar todos os resultados. A não ser que tenha algo a esconder. Tudo indica que tem. A decisão do ministro Noronha parece abrir a temporada de negociações para um assento no Supremo Tribunal Federal (STF). "Tu me ajudas que eu ajudo."

235 – A PAGA DE TOFFOLI. Dias Toffoli é um antigo quadro do Partido dos Trabalhadores (a gente chama assim, de “quadro”, aquele militante com capacidade acima da média) e não aprendeu uma lição básica da política atual: não dá pra tentar agradar a Jair Bolsonaro (aliás, o PT vem fazendo uma série de agrados a ele, como já demonstrei). Pois no episódio em que o ministro Alexandre de Moraes travou a nomeação do delegado Alexandre Ramagem, que Bolsonaro quer no cargo de diretor-geral da Polícia Federal para chamar de seu, ele ficou ao lado da família organizada, criticando a decisão nos bastidores. Pois agora Bolsonaro lhe deu uma rasteira: levou uma comitiva de empresários ao STF para culpar a suprema corte pela continuidade do distanciamento social, que ele quer extinguir no momento em que as mortes por Covid-19 batem recordes no país. A manobra diversionista do presidente tem o claro intuito de desmoralizar Toffoli, que caiu como um patinho ao abrir o órgão que preside para uma ópera-bufa de personagens duvidosos. Isso é que dá se meter com uma cúria miliciana acostumada a deflagrar blitze em favelas para impor suas regras.

234 – CLAQUE COVARDE. Renan da Silva Sena, junto com Gustavo Gayer e Marluce Carvalho de Oliveira, faz parte da súcia bolsonarista que, no dia 1º de maio, em Brasília, ofendeu profissionais de saúde que realizavam uma manifestação em homenagem aos colegas mortos pela Covid-19 e em defesa do distanciamento social como forma de enfrentar a pandemia. No seu discurso de ódio, vociferava que ele era produtivo para o país e os manifestantes não, naquele discurso patriótico chinfrim (“Meu Brasil”). Só que já se descobriu que ele, contumaz frequentador dos atos incentivados pelo sacripanta-mor do país, era funcionário terceirizado do Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), da ministra Damares Alves, aquela que afirmou falsamente ter doutorado. Pois bem, o tal do Renan também é um servidor falso do seu ministério, pois não dava a devida contraprestação laboral aos vencimentos recebidos, tendo sido demitido só após a repercussão do caso. Isso é crime, receber e não trabalhar. Além disso, é um funcionário terceirizado de uma empresa privada contratada pelo órgão da pastora Damares por R$ 20 milhões, enriquecendo terceiros, enquanto os verdadeiros servidores públicos são agredidos, desprestigiados e têm vencimentos aviltados. Espera-se que esse poltrão, a par de seus comparsas mentalmente embaçados, receba o que merece para que seu fanatismo imbecil e deletério se restrinja apenas ao âmbito de sua desprezível condição de membro de um rebanho de alucinados.

233 – VÍDEO. Jair Bolsonaro primeiramente afirmou que tinha um vídeo da reunião em que ele e Sérgio Moro participaram e que poderia divulgá-lo. Depois de aventar até mostrá-lo legendado, voltou atrás. Agora, recusa-se a entregá-lo no inquérito que apura seus delitos no STF, presidido pelo ministro Celso de Mello. O sacripanta prefere correr o risco de cometer o crime de obstrução de justiça do que tornar públicas suas estultices e malfeitos da referida reunião. Ou está ganhando tempo para editar o vídeo e fazer uma dublagem dele mesmo, inclusive dizendo que o Moro é um cara legal.

232 – MAQUINÁRIO. Jair Bolsonaro está indignado com a fiscalização do Ibama que destruiu máquinas usadas por invasores de terras indígenas. Ora, é material usado para a prática de crimes, portanto, os delinquentes devem ser privados desses bens empregados em delitos. Bolsonaro, além de defender os criminosos, ainda quer devolver a eles o patrimônio para que continuem a desmatar em suas condutas genocidas. Seria mais ou menos como um júri absolver um assassino contra as provas dos autos e lhe devolver seu revólver com um salvo-conduto para continuar a matar. Com Bolsonaro, o crime compensa e ainda tem recompensa.

231 – BUFÃO.

O Chanceler Araújo
Com seu jeito de marmota
Falando em comunavírus
E arrotando lorotas
Fez do Itamaraty
Alvo mundial de chacota

230 – BLEFE. Em autêntico blefe, Jair Bolsonaro, num ato em que seus partidários agrediram jornalistas e se aglomeraram de forma indevida, contrariando normas sanitárias, afirmou que as Forças Armadas estão com ele. Ora, ter alguns generais no governo, inclusive com um misto de decepção e constrangimento pela triste figura do presidente, não significa ter o apoio das forças militares. Aliás, o que poderiam ganhar apoiando um presidente idiota e inepto no poder? Nos bastidores, Bolsonaro foi desautorizado e desmentido. Até parece aquele episódio em que o treinador orientou Garrincha a avançar pela direita, driblar o marcador e cruzar para a área do adversário para os atacantes fazerem o golo. Ele teria perguntado: "Professor, o senhor já combinou isso com o outro time?".

229 – PRESSA SUSPEITA. Muito intrigante a pressa de Jair Bolsonaro em substituir o diretor-geral da Polícia Federal, empossando Rolando Souza, que, por sua vez, já trocou o superintendente do Rio de Janeiro. Relembrando: é no Rio de Janeiro que tramita o processo que investiga as falcatruas do filho zero um, o senador Flávio Bolsonaro, acusado de peculato, lavagem de dinheiro, funcionários fantasmas e ligações com as milícias. Se Polícia é para quem precisa, Bolsonaro tem urgência em usar a PF como sua polícia particular para blindar sua família organizada.

228 – BESTAS SÁDICAS. Um ato dos profissionais da enfermagem em Brasília em defesa do distanciamento social e em memória dos mortos da categoria na luta contra a Covid-19 foi atacado por Bolsonaristas truculentos com todos aqueles adjetivos a que estamos acostumados, tudo com o endosso já conhecido de Jair Bolsonaro, que briga com a ciência e com o bom senso. Se havia alguém da saúde que ainda tinha ilusões com esse governo, elas devem já ter desandado ao rés do chão. A estupidez e a insensibilidade dessa gente que endeusa Bolsonaro são de uma cretinice atroz diante da dor e da comoção alheias.

227 – APARELHAMENTO. Jair Bolsonaro quer aparelhar todas as instituições para defender sua família organizada. Em parte, está conseguindo. Augusto Aras, procurador-geral da República, solicitou a abertura de inquérito para investigar as denúncias feitas pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro contra o presidente. Todavia, para agradar a Bolsonaro, incluiu Moro como também como investigado. Não podemos esquecer que ele foi escolhido pelo Messias fora da lista tríplice, ou seja, como uma ação entre amigos. Não é à toa que Bolsonaro quer também escolher um "amigão" para diretor-geral da Polícia Federal. Seria a blindagem ideal, em várias frentes. Aras é o arras do presidente para adquirir a tão desejada impunidade.

226 – OBRIGADO, PORTO ALEGRE. A capital dos gaúchos mostrou toda a sua conhecida politização e fez um lindo panelaço durante a presença de Jair Bolsonaro em Porto Alegre para a troca do comandante do Comando Militar do Sul (CMS). Como sempre, os gaúchos mostraram toda a sua rebeldia. Obrigado, Porto Alegre!

 

Em milhões de lares
Um som se irradia
Tal trilha sonora 
Desta pandemia
Sempre um panelaço
Tonteia o Messias

225 – EXONERAÇÃO. O antiministro do meio ambiente, Ricardo Salles, do partido Novo, que é novo só no nome, mas é da velha e carcomida direita, um verdadeiro psicopata ambiental, demitiu Renê Luiz de Oliveira, coordenador-geral de fiscalização ambiental, e Hugo Ferreira Netto Loss, coordenador de operações de fiscalização, ambos do Ibama, por conta de suas atuações para enfrentar grileiros, posseiros, mineiros e madeireiros em terras protegidas. Esse governo não apenas flerta com o crime, mas toma a linha de frente para facilitar a vida dos criminosos.

224 – VETO A RAMAGEM. Como a maioria dos bolsonaristas não sabem, e os que sabem não contam para os demais, todo ato administrativo do poder público em qualquer esfera, seja ele vinculado, seja ele discricionário, deve obedecer aos cinco princípios expressos na Constituição federal a que todos os presidentes juram ao tomar posse, portanto, ela está acima deles. Esses princípios são o da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência, além de outros que estão presentes de forma implícita no nosso ordenamento jurídico, como o da primazia do interesse público e o da transparência. Jair Bolsonaro, ao pretender colocar Alexandre Ramagem na direção-geral da Polícia Federal, que é uma polícia judiciária e não do governo, com o intuito de obter informações privilegiadas para beneficiar a si e à sua família organizada, descumpriu ao menos dois princípios, o da impessoalidade, que pede imparcialidade, e o da moralidade, uma vez que quer fazer prevalecer medida imoral e indecente. Imagine-se, por exemplo, uma situação hipotética e absurda: a Justiça determina busca e apreensão nos computadores do Palácio do Planalto e, antes disso, Bolsonaro é avisado por subordinados da Polícia Federal. É bem provável que ele chame a Abin e desapareça com os equipamentos. Vazamentos como Bolsonaro quer só dão luz ao criminoso para que ele possa planejar como não ser alcançado pela lei, transferindo-se ao paraíso da impunidade. Fez bem o ministro Alexandre de Moraes, do STF, em barrar essa ação entre amigos na cúpula do governo federal.

223 – VOOS BRASIL-EUA. Donald Trump estuda cancelar os voos Brasil-EUA por causa da proporção que tomou a pandemia no país. Mas acho que não chegaremos a tanto. Basta Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, o ex-futuro embaixador brasileiro naquela nação, conversarem com Trump, dos quais são fiéis serviçais, e explicarem a ele que é apenas uma "gripezinha".

222 – TROCA CASADA. Ao colocar o ex-advogado-geral da União, André Mendonça, no Ministério da Justiça e Segurança Pública e Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal, inclusive impondo ao ministro um nome ligado a sua família, Jair Bolsonaro estrutura um esquema de espionagem dele e dos seus filhos na PF para obter informações privilegiadas, fazendo uma troca casada. Em breve, isso deverá se completar com a nomeação de um ministro do STF, quando então ele poderá ter um araponga na mais alta corte judicial do país. Agora, fica evidente, para quem quiser ver, que Bolsonaro não tem o mínimo interesse em governar o país, mas em blindar a ele próprio e a sua família miliciana contra investigações que possam apurar os seus crimes e delitos. 

221 – CARREATA OVACIONADA. Em tempos de pandemia, todos sabemos que é importante oferecer alimentos para as demais pessoas. O ovo é um item muito nutritivo. É por isso que avulta a solidariedade dos mineiros ao jogar ovos para uma carreata pró-Bolsonaro neste domingo, 26.4.20, em Belo Horizonte, contra o distanciamento social. Paradoxalmente, os brindados pelas doações não aceitaram de bom grado os atos generosos das pessoas que lançavam a eles os ovos dos seus prédios. Vá entender isso. O importante é que os arremessos foram feitos de coração aberto. Felicitações aos mineiros por este exemplo de destinar ao seu público-alvo um gênero alimentício de primeira necessidade. 

220 – REGINA “ZUMBI” DUARTE. Regina Duarte está no limbo, sem lenço nem documento. Depois de ser convidada com muita pompa para o cargo de secretária da Cultura por Jair Bolsonaro, tudo indica que ele se arrependeu dessa nova “fraquejada” e deixou sua subordinada na rua da amargura. Ela não consegue apoio do primeiro escalão para tocar seus projetos e nem mesmo foi autorizada a nomear sua própria equipe. Está sendo bombardeada pelos olavistas do governo e está sem perspectivas. Nem para ficar como papagaio de pirata junto com a equipe bolsonarista no malfadado discurso de Bolsonaro contra Sérgio Moro ela foi convidada. Depois de perder seu contrato milionário com a Globo, ela está com medo. Antes era medo da esquerda, agora é medo da direita. A namoradinha do “Brasil acima de tudo” ainda nem disse a que veio e parece que pode estar indo tarde demais.

219 – BOLSONARO EXPLICA NOMEAÇÃO DE AMIGO DA FAMÍLIA NA JUSTIÇA. “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?” “E daí?”

218 – NOTÍCIAS BOAS. O general Luís Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria de Governo, reclamou que a imprensa só destaca fatos ruins sobre o governo de Jair Bolsonaro. Ora, como poderia ser diferente se o governo do enrolado presidente só oferece notícias desabonadoras? E, pior, factoides criados por ele mesmo. O que quer o general? Que a imprensa prevarique em suas funções? Ora, general, de chapa-branca já bastam o senhor e seus partidários. 

217 – SAÍDA DE MORO. Eu apoiei a Lava Jato, ao contrário de muita gente dita de esquerda, que queria livrar os seus corruptos, e estranhei quando Sérgio Moro aceitou o cargo no governo de um parlamentar obscuro e inescrupuloso como Jair Bolsonaro. Como alguém já disse, de onde menos se espera que saia alguma coisa, daí menos que não sai nada. Bolsonaro, com sua família enrolada em diversos crimes, não poderia aceitar um ministro que não atuasse para livrá-los de suas falcatruas familiares, como rachadinhas e lavagem de dinheiro. Depois de pressionar Moro para conseguir informações privilegiadas e não obter seu intento criminoso, Bolsonaro agiu de forma a impulsioná-lo à demissão. Conseguiu. Mas o preço é alto, pois Moro trouxe à tona crimes de Bolsonaro como advocacia administrativa, obstrução da Justiça e falsidade ideológica, além daqueles já conhecidos contra a Constituição e à saúde pública. Para quem não sabe, os inquéritos, por sua própria natureza, são sempre sigilosos, pois os réus terão a fase judicial para apresentar defesa. É o cúmulo um enrolado saber por antecipação o que se está apurando contra ele. Bolsonaro sempre se disse um defensor da família brasileira. Eu não sei se chega a tanto, mas, de sua família miliciana, estou convicto de que é um grande defensor.

216 – MORO X FILHOS X CENTRÃO. Jair Bolsonaro está fazendo uma alta aposta na sua banca miliciana. Está querendo de uma vez só se livrar do que considera um problema e resolver dois. Ao considerar demitir Sérgio Moro, seu ministro com maior prestígio, ele tenta, ao retirar do comando da Polícia Federal o delegado Maurício Valeixo, que não faz seu jogo antirrepublicano, ter um interlocutor privilegiado num estado em que correm investigações sobre as rachadinhas de Flávio Bolsonaro, as falcatruas de Fabricio Queiroz (am$gão de Bolsonaro com cheques duvidosos) e outros delitos. Retirando o principal personagem da Lava Jato, agrada ao Centrão, grupo do baixo clero que tem muitos envolvidos com os crimes apontados na operação, e tenta ganhar apoio no Congresso, estendendo o tapete à velha política que seus seguidores acreditam piamente que ele combate. Tudo isso para se proteger e proteger os delitos de seus filhos (E não esqueçam que Eduardo Bolsonaro já foi funcionário fantasma da Câmara dos Deputados no gabinete paternal). Papai afrouxa o combate à corrupção no país em prol da impunidade de sua família. A propósito, me acodem agora uns versos famosos de Vinícius de Morais, ligeiramente modificados: “Filhos, melhor não tê-los / Mas se os temos / Como DETÊ-LOS?”.

215 – MARIONETE. Tudo indica que Jair Bolsonaro nomeou um ministro da Saúde, Nelson Teich, com vocação para marionete e totalmente manipulável, tanto que impôs o general Eduardo Pazuello como número 2 da pasta. O trabalho do ministro será o de flexibilizar o distanciamento social, o que poderá causar milhares de mortes no país, segundo os especialistas. Se já morreram milhares com o isolamento, imagina sem ele. Outrossim, é um embuste do novo ministro comparar a situação do Brasil com a da Alemanha, que estaria "achatando" a curva da pandemia. Lá foram realizados testes em massa, aqui eles nem começaram ainda. Nem vou fazer um fecho deste tópico com uma frase que costuma ser irreverente porque a situação é grave, não é uma "gripezinha". Infelizmente.

214 – RECOMENDAÇÃO PARA UM IDOSO. Em época de pandemia, o que se recomenda para um idoso? Ficar em casa. E se esse idoso do grupo de risco apresentasse sinais de demência? Ficar em casa. E se esse idoso, gostasse de aglomerações? Ficar em casa. E se esse idoso tivesse feito uma viagem com amigos e metade deles tivesse voltado infectada? Ficar em casa. E se idoso tivesse feito exames suspeitos de Covid-19 que ele se recusa a mostrar mesmo depois de uma ordem judicial? Ficar em casa. Então por que Jair Bolsonaro não fica em casa?

213 – GOLPISTA. Eu sempre achei hilária a narrativa dos petistas de que houve um golpe contra Dilma Rousseff, afinal, o próprio PT se associou por vontade própria a Michel Temer e ao PMDB para implementar um governo elitista e corrupto. Todavia, agora concordo que Jair Bolsonaro é um golpista em potencial e que ataca o Congresso e o STF, além da imprensa, não pelo que eles têm de defeitos, mas pelo que têm de capacidade de barrar seu autoritarismo mambembe e suas aspirações messiânicas. Ruim com o STF e o Congresso, pior com Bolsonaro e sua trupe de embaçados mentais, que promovem manifestações estapafúrdias e saudosistas de um regime militar truculento e embusteiro.

212 – DEMISSÃO DO ATRASO. O governo de Jair Bolsonaro exonerou o presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), João Luiz Filgueiras de Azevedo. Essa demissão ocorre num momento em que pesquisadores e cientistas, bem como as equipes médicas, enfrentam a pandemia da Covid-19. Com o corte de verbas e interrupções de pesquisas em todas as áreas, o país está condenado ao atraso. Isso significa que o Brasil vai ficar na dependência de que outras nações encontrem uma vacina contra o coronavírus. Graças ao governo bolsonarista, a ciência brasileira está sucateada e muitos brasileiros vão morrer sem poder esperar nada da produção científica nacional. O discurso de patriotismo está mais para um mi-mi-mi criminoso que para um civismo real.

211 – IBAMA. O governo de Jair Bolsonaro está tendo práticas genocidas com os povos indígenas ao incentivar o desmatamento e a ocupação de suas terras. Depois de uma operação do Ibama para combater o garimpo ilegal, inclusive com a destruição de equipamentos usados pelos criminosos, o antiministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, demitiu o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Alves Borges de Azevedo. O rol de cumplicidade desse governo com os crimes ambientais não para de aumentar, bem como o nível de desfaçatez.

210 – BOLSOÓBITOS. No momento em que o país vive uma escalada de mortes por conta do coronavirus, como de pessoas com nome e sobrenome, CPFs e RGs, endereço, profissão e afetos, Jair Bolsonaro vem a público tratar as vítimas como uma mera estatística a ser verificada de acordo com o seu discurso de caos econômico, com uma tese empírica e mórbida. Na visão dele, as coisas funcionam assim: vamos abrir o comércio e, se realmente morrer o montante de pessoas de que falam os especialistas, então eu (ele, o presidente) assumo a responsabilidade. Agora, minha pergunta: de que adianta ele se assumir como responsável por milhares e milhares de mortes se elas já estarão consumadas? As pessoas vão voltar a viver? Sua autocrítica (que ele não tem) valeria alguma coisa? Precisamos romper com o distanciamento social num momento em há uma tendência de recrudescimento na mortandade apenas para permitir que se teste a tese de Jair Bolsonaro? A palavra de um maluco inimigo da ciência tem valor? Essa é a face perversa da direita brasileira, para a qual cifrão e coração até rimam, mas não podem andar juntos para não atrapalhar os negócios.

209 – CANETA AMADORA. Jair Bolsonaro, dentro do seu amadorismo, está pagando o preço da desautorização ao ignorar um princípio básico da sabedoria popular: nunca contrates quem tu não poderás despedir. É o que está ocorrendo agora, quando deixa claro que quer demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e não consegue. Claro que poderá, a qualquer momento, fazer isso, mas o preço é mais um naco da sua decrescente popularidade, não obstante o contingente de embaçados mentais que o apoiam. Eu não sei se a caneta é azul, mas essa é a cor da mosca que picou o presidente. A raiva, a confusão mental e os solavancos gramaticais já são sintomas da picada (Em 16.4.2020).

208 – NÉSCIO DAS REDES SOCIAIS. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez acusações sem provas contra a China em relação ao coronavírus. Confrontado pela embaixada daquele país, em vez de sustentar suas teses, simplesmente apagou a postagem. Esse ministro é "imprecionante". Falar e recuar já é prática arraigada no governo de Jair Bolsonaro.

207 – JEJUM. Jair Bolsonaro faz jejum por demagogia enquanto milhões de pessoas fazem jejum por absoluta falta do que comer.

206 – DESMENTIDO PELA IMPRENSA. Jair Bolsonaro protagonizou um episódio constrangedor para quem diz que preza a verdade. Impulsionou um vídeo falso sobre desabastecimento na Central de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa-MG). A imprensa foi ao local e constatou que o vídeo foi gravado durante a limpeza do local e não existe nenhum problema de abastecimento. Ficou feio, menos para os bolsonaristas, que sempre acham lindo tudo o que seu presidente insano faz. Mesmo que ele esteja errado.

205 – DISTORÇÃO. Jair Bolsonaro novamente fez das suas. Em entrevista coletiva, deturpou as declarações do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Ele afirmou que o dirigente da OMS era contra o isolamento social por conta das dificuldades econômicas a serem enfrentadas pelos informais. Nada mais falso. Foi desmentido oficialmente pela organização. É isso que dá dar as costas para a realidade em nome dos seus interesses escusos.

204 – AJUDA EMERGENCIAL. A preocupação de Jair Bolsonaro pelos trabalhadores mais pobres, expressa em seu pronunciamento na TV, é uma preocupação fake. O Congresso Nacional já enviou para sanção presidencial o auxílio emergencial de R$ 600, que está parado no Palácio do Planalto. Aprovado na segunda-feira (30.3.2020) com urgência no Senado, está sendo tratado com negligência por Bolsonaro. Isso é que é ódio dissimulado pelos mais carentes, seus eleitores mais fiéis, inocentes e indefesos.

203 – QUILOMBOLAS. O governo de Jair Bolsonaro vai retirar de suas casas cerca de 800 famílias de 30 comunidades de quilombolas no Maranhão para aumentar o espaço físico cedido aos Estados Unidos e a outros países na base de lançamento de Alcântara. Realmente, seu ódio pelos pobres e servilismo ao governo norte-americano não têm limites. 

202 – CIRCULANDO. Jair Bolsonaro resolveu afrontar as regras das autoridades médicas e visitar uma área comercial em Brasília. Além da irresponsabilidade política, como ele é um possível infectado, pois se recusa a apresentar seus exames, está colocando em risco a vida de outras pessoas e até de uma criança que ele pegou no colo. Esse jogo de cena para incentivar seus apoiadores ainda pode custar muitas vidas inocentes.

201 – INACREDITÁVEL. Depois de ter lançado a campanha defendendo o fim do isolamento social com o slogan “O Brasil não pode parar”, com divulgação nas redes sociais e no WhatsApp de governistas, como fez o próprio senador Flávio Bolsonaro, o governo afirma agora, diante de decisão da justiça federal proibindo a continuidade da veiculação, que a campanha nunca existiu. Fica até difícil apresentar o fato e tecer um comentário. É inacreditável. Essa gente criou um mundo paralelo para eles, que deve ser plano, onde a realidade não entra.

200 – CAMPANHA CARA E ROBÓTICA. Jair Bolsonaro encomendou um vídeo de um minuto e meio de duração para capitanear a campanha “O Brasil não pode parar” chamando a população a voltar às ruas, contrariando as medidas de combate ao coronavírus indicadas pelo seu próprio Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde. Importante detalhe: além de seu conteúdo charlatão e nada científico, essa peça publicitária teve um custo de R$ 4,8 milhões, encomendada à agência iG Comunicação, contratada sem licitação. Especialistas apontam que esse vídeo está sendo impulsionado por programas-robôs nas redes sociais. Depois, o rebanho digital replica. O capitão comanda a tropa dos desvalidos intelectualmente que são o exército de reserva dos espertos de plantão.

199 – TESTE DE BOLSONARO. Com a maior parte de sua comitiva que foi aos Estados Unidos infectada, Jair Bolsonaro se recusa a divulgar o resultado dos seus testes. Questionado por um reporter, respondeu o seguinte: "Você dorme comigo? Para que você quer saber? Eu estou bem. Não estou infectado, a minha palavra vale mais do que um papel". Ora, já que ele acha que um presidente da República não tem que prestar contas a ninguém, deveria divulgar seus exames em respeito aos que podem ser contaminados por ele. Ou aos que já tiveram essa infelicidade. Quanto à palavra dele, vale mesmo tanto assim?

198 – REPROVAÇÃO. As redes sociais sempre foram um terreno favorável para Jair Bolsonaro, seu governo e sua família organizada. Todavia, o último pronunciamento oficial parece ter tido uma recepção apta a indicar uma inversão de tendência. No YouTube, no canal da TV BrasilGov, canal chapa-branca, a desaprovação, pela primeira vez, foi maior que a aprovação, com 380 mil deslikes contra 197 mil likes até o momento da redação desta nota. Confira:
https://www.youtube.com/watch?v=VWsDcYK4STw&feature=youtu.be

197 – PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE. Resumo do pronunciamento oficial de Jair Bolsonaro: nós não vamos morrer, alguns parentes idosos nossos vão morrer e que siga o baile.

196 – TRANSPARÊNCIA. Uma medida provisória publicada por Jair Bolsonaro tem o potencial de atingir milhares de pedidos de informações de interesse público justamente quando se liberam compras sem licitações, como fez o ministro Luiz Henrique Mandetta, contratando uma empresa doadora da sua campanha eleitoral para fornecer produtos ao seu ministério. Estranhamente, ocorre no momento em que Bolsonaro se recusa a mostrar seus exames médicos para demonstrar se está ou não com o coronavírus. Aquela máxima de que conhecer a verdade liberta, clichê da sua campanha eleitoral, foi convenientemente deixada de lado em sua tumultuada gestão. Ah, e sem falar nos gastos com o cartão corporativo, que ele se recusa a informar. Se a trupe bolsonarista gosta de se informar pelo Twitter do presidente, eu prefiro o uso da lei, ora retalhada no governo de plantão.

195 – MANIPULAÇÃO. Eduardo Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que não merece nem ser chamado de anta para não ofender essa espécie, publicaram no Twitter um vídeo do médico Drauzio, datado de 30.1.2020, como se fosse de agora. No vídeo da época, o médico dizia que não havia motivo para pânico (e não havia mesmo) e que estava vivendo normalmente. Claro que o vídeo se referia à situação vigente quando de sua publicação em relação ao coronavírus. Publicado agora, tenta passar uma ideia criminosa de que o médico está afirmando a mesma coisa hoje, quando há mais de 1.500 infectados e 25 mortes. O Twitter, corretamente, apagou as mensagens por estarem em desacordo com as normas que regem o combate ao covid-19. São dois sacripantas e difamadores que merecem a repulsa de quem preza a verdade dos fatos.

194 – MEDIDA PERVERSA (MP). O governo de Jair Bolsonaro editou uma medida provisória autorizando as empresas a suspenderem em até quatro meses o contrato de trabalho, ou seja, jogando milhões de pessoas à própria sorte, sem emprego, sem salário, sem sustento. A negociação seria entre empresa e empregado no momento em que ele está mais fragilizado. Só um governante com alto grau de perversidade pode tomar uma medida dessas, ao passo que mantém seus privilégios e regalias. Diante da repercussão altamente negativa, Bolsonaro recuou da iniciativa, segundo informações do seu Diário Oficial do Twitter (DOT).

193 – APOIADORES ÚTEIS. Os bolsonaristas são seres estranhos. Buscam inimigos imaginários para justificar a irresponsabilidade e a incompetência do seu lider messiânico. Também fazem um raciocínio enviesado: tentam colar em todo aquele que critica uma administração inepta a pecha de petista, tipo "nós contra eles". Igualmente são acritícios e sofrem de embaçamento mental para não perceber os fatos. Bolsonaro foi com sua comitiva puxar o saco de Donald Trump e importar o conavírus dos Estados Unidos em mais de duas dezenas de casos. Alguns pedem trégua, mas é pela falta de argumentos. Jair Bolsonaro passou a ser vidraça, mas pensa que ainda é estilingue. Ele não está mais no tempo em que contratava funcionários fantasmas, negociava com milicianos, se aproveitava de verbas de gabinetes e de recursos do fundo partidário. Deve ter saudades de quando integrava o baixo clero e podia fazer pequenas negociatas. Seus apoiadores são seu capital depreciado, que se deteriora moralmente dia a dia.

192 – DESMASCARADO. Jair Bolsonaro convocou atos pró-governo, com pauta antidemocrática, para o dia 17 de março. Criticado por sua postura de confronto com outros poderes e instituições, alegou que havia apenas compartilhado um vídeo de 2015. A jornalista Vera Magalhães, do Estadão, o desmascarou ao mostrar que ali havia cenas posteriores, como as da facada recebida em 2018. Pego na mentira, Bolsonaro e sua família organizada passaram a perseguir a jornalista, inclusive com acusações pessoais não comprovadas e mentirosas. Ficou feio.

191 – EDITORIAL DA BAND. Jair Bolsonaro critica muito a Rede Globo, assim como os petistas criticavam a emissora e a Veja sem nunca conseguirem desmentir os fatos. Todavia, não é só a Globo que está noticiando a incompetência do governo em diversas áreas, inclusive na diplomacia.  O editorial da Bandeirantes do dia 20 março, no seu principal jornal, subiu o tom e brindou Eduardo Bolsonaro e Ernesto Araújo com adjetivos certeiros. Confira abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=VeNCehaybRE

190 – BOLSOVÍRUS. No item 186, eu disse que estranhava o segundo exame negativo de Jair Bolsonaro por se basear tão somente nas afirmações dos seus médicos particulares. Não há uma autenticidade, como um certificado digital, nem mais detalhes do lugar onde foi feito e dos procedimentos empregados. É de se questionar que na comitiva que foi com Bolsonaro aos Estados Unidos, mais de 20 estejam infectados e ele esteja imune. Não há demérito em pegar a doença. O que se questiona é que ele sempre dizia que a epidemia (hoje pandemia) era criação da mídia. É uma suprema ironia ver um chefe de Estado ser desmentido por um vírus que ele ajudou a importar.

189 – SEM LICITAÇÃO. O governo de Jair Bolsonaro é o habitat natural para vários corruptos, notórios ou dissimulados. Nem o ministro da Saúde escapa. Aproveitando-se da conjuntura nacional em que o medo coletivo está instalado por conta do coronavírus, o que gerou a decisão de suspender licitações,  Luiz Henrique Mandetta contratou uma empresa ligada às suas campanhas eleitorais para fornecer materiais para o SUS. Foram gastos R$ 700 mil para a compra de aventais hospitalares. A empresa “contratada” é a Prosanis Indústria e Comércio, de Aurélio Nogueira Costa, dono também da Cirumed Comércio Ltda., que fizeram doações em duas de suas campanhas a deputado no Mato Grosso do Sul, em 2010 e em 2014. Gratidão privada com dinheiro público é um sentimento bem fácil de nutrir.

188 – CHINELAGEM COM A CHINA. Eduardo Bolsonaro, o número três da família organizada, resolveu acusar a China de esconder a gravidade do coronavírus, que Jair Bolsonaro dizia ser histeria da imprensa, e causou uma crise diplomática com o maior parceiro comercial do Brasil. Depois, veio com a versão de que não era bem assim, que não quis ofender o povo chinês. Fala e não sustenta. Pior é que o chanceler Ernesto Araújo, diante da resposta dura do embaixador chinês, tomado por sua idiotia habitual, ainda quer que o diplomata se desculpe. É muita novela mexicana.

187 – ESTORVO. Devido à atuação irresponsável e desastrosa perante a pandemia do coronavírus, quando descumpriu regras básicas de cuidados, Jair Bolsonaro teve uma queda acentuada no montante duvidoso dos seus apoiadores. Até mesmo o jornal O Estado de São Paulo, famoso pelo seu reacionarismo, perdeu a paciência. Em seu editorial de 19.3.2020, escreveu: "Hoje, está claro que Bolsonaro não é um presidente, mas um estorvo". O café está esfriando entre os aliados arrependidos.

186 – FALSO POSITIVO. O deputado federal Eduardo Bolsonaro informou à emissora de TV norte-americana Fox News, no dia 13.3.20, que Jair Bolsonaro havia sido diagnosticado como positivo no teste do coronavírus. Era tudo uma armação para desacreditar a imprensa brasileira, que, como era de se esperar, deu repercussão à matéria. Na sequência, Jair Bolsonaro exibiu um teste de resultado negativo (aguardo mais informações sobre onde e como foi feito) e acusou os veículos de informação de estarem divulgando notícias falsas. Ora, essa notícia veio de dentro da família organizada e o presidente, na sua contumaz irresponsabilidade e demência, quis ganhar dividendos políticos com isso. Quando não surge a oportunidade para exercer seus malfeitos, os canalhas tentam criá-la. 

185 – CARTA "BRANCA". Jair Bolsonaro prometeu para Regina Duarte carta branca para nomeações, mas já anulou no Diário Oficial uma nomeação efetivada por ela. Muito "tolinha" essa namoradinha do Brasil ao achar que um prepotente como Bolsonaro não lhe causaria constrangimento. Há um ditado gaúcho, numa versão mais suave, que diz que cachorro que come ovelha nunca se emenda.

184 – CORONAVÍRUS. Com milhares e milhares de casos suspeitos e confirmados de coronavírus pelo mundo e um país inteiro, a Itália, confinado, Jair Bolsonaro vem a público dizer que tudo não passa de exagero da mídia. Demência pouca é bobagem.

183 – BIBLIOTECA. Com sua habitual aversão a livros e à cultura, Jair Bolsonaro transformou a Biblioteca do Planalto em escritório para Michele Bolsonaro. Dizem que é para vigiá-la melhor. Dessa forma, ele se livra dos livros e fica com a esposa sob sua fiscalização imediata. Em tempo: primeira-dama não é cargo de confiança.

182 – "PIBINHO". Será que o oriental com o qual Jair Bolsonaro fez uma piada sem graça agora vai aproximar o indicador do polegar e dizer pro presidente sobre o PIB em 2019: "E aí, tudo pequeninho aí?".

181 – SÉRGIO "MOURO". O ex-juiz Sérgio Moro passou do papel de protagonista da Operação Lava Jato, que eu sempre apoiei, para mero mandalete e serviçal de Jair Bolsonaro. Agora, está usando a estrutura do Ministério da Justiça para blindar o presidente e evitar que ele responda por seus atos. Para intimidar, está usando a Polícia Federal como tropa de choque para investigar e indiciar quem faz críticas à família organizada. Está mourejando a favor da impunidade.

180 – NÃO SE EMENDA. Não se pode dizer que o deputado federal Eduardo Bolsonaro seja um homem de ideias fixas. Ele muda conforme os ventos e os interesses de sua família organizada. Antes do governo de Jair Bolsonaro, ele era a favor das emendas impositivas dos deputados, aquelas que obrigam o governo federal a liberar as verbas correspondentes. Agora, diz que é contra. Essa malandragem só cola com os embaçados mentais que os apoiam.

179 – CHANTAGEM. O general Heleno está reclamando que o Congresso Nacional, um antro de sacripantas, está chantageando o governo. Ora, isso é exatamente o que os militares fizeram a vida inteira e continuando fazendo, inclusive com previdência diferenciada. Os altos escalões das forças armadas nunca produziram nada para o país e continuam sugando os cofres públicos com seus privilégios. De chantagem eles entendem mesmo.

178 – CONFISCO NO IR. É melhor já ir se acostumando com a ideia: serão 10 milhões que pagam imposto que terão parte dos seus salários confiscados. DESCUMPRINDO UMA PROMESSA DE CAMPANHA, o governo de Jair Bolsonaro não vai atualizar a tabela do IR. A isenção continuará apenas para quem ganha até R$ 1.903,98. Se fosse atualizada como deveria, ficariam livres do tributo quem tem rendimentos até R$ 4.770,00. Prepare seu bolso, porque Bolsonaro precisa do seu sacrifício para manter seu estafe, suas mordomias, seu cartão corporativo e os gastos de sua família organizada. Mas há um consolo: os bolsonaristas poderão requerer um certificado de “Honrra ao mérito”, digital, emitido pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

177 – INSANIDADE. Jair Bolsonaro está a cada dia mais demente e irresponsável. Acusou a jornalista Patrícia Campos Mello de tentar conseguir informações exclusivas de um funcionário de uma empresa investigada por disparar notícias falsas nas eleições de 2018 valendo-se de favores sexuais. Só que a folha de São Paulo, veículo da jornalista, divulgou os diálogos e se verifica que essa afirmação é totalmente infundada e falsa. O que Bolsonaro fez tem nome: é calúnia. Ele calunia a profissional, o jornalismo e todas as mulheres. É um mau-caráter vestindo a faixa presidencial.

176 – TUDO EM CASA. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República (portanto, do Jair Bolsonaro) arquivou o pedido de investigação do secretário especial de Comunicação Social, Fabio Wajngarten, por ganhos indevidos de pagamentos efetuados a redes de televisão e agências de publicidade que transferem recursos para uma empresa privada da qual ele é sócio. Ora, se a comissão é subordinada a Bolsonaro, o que se poderia esperar dela? Aos amigos tudo, inclusive as facilidades de praxe; aos inimigos, os insultos de sempre.

175 – AMAZÔNIA.

Bolsonaro dá no peito
Que a Amazônia é nossa
Mesmo que o agronegócio
Queira que ela vire roça
A grilagem só avança
E ele faz vista grossa.

174 – PROPOSTA INDECENTE. O secretário de Comunicação Social (Secom) de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, acusado de criar um sistema em que sua secretaria paga para agências de publicidade e para TVs e uma das suas empresas recebe contrapartidas financeiras, está propondo para a comissão de ética que analisa o seu caso que sua empresa seja transferida para... sua mulher. Pior é que ele nem fica vermelho, digo laranja.

173 – DOMÉSTICAS. A declaração do ministro Paulo Guedes dizendo que a coisa não podia continuar como estava em relação ao dólar porque até as domésticas estavam indo à Disneylândia é de um rancor social e de uma hipocrisia hiperbólicos. A resposta veio na lata: a representante da categoria disse que elas viajam com o próprio dinheiro e que ele, esse sacripanta, é que viaja com o dinheiro do povo.

172 – “ALMA BRANCA.”. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) atendeu a um pedido do governo de Jair Bolsonaro por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) e liberou a posse de Sérgio Camargo na presidência da Fundação Palmares, que tem a finalidade de defender a cultura e a história dos negros. O detalhe é que ele defende que a escravidão foi benéfica para o país e que o Dia da Consciência Negra deveria ser extinto. Eis um assessor que está muito bem alinhado com Bolsonaro, que afirma não ter havido ditadura militar no país. Esse negro de “alma branca” já está plenamente cooptado para prestar bons serviços à casa-grande do Palácio do Planalto.

171 – MILICIANO - Depois da morte do capitão Adriano, miliciano, que foi tantas vezes homenageado pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, fica a minha dúvida: será que ele vai pedir para o papai Jair Bolsonaro decretar luto oficial por três dias ou vai apenas ficar aliviado pelo desaparecimento de um homem que conhecia seus malfeitos de dentro pra fora, de fora pra dentro, de cima pra baixo, de baixo pra cima? Agora mesmo é que o Fabricio Queiroz não vai aparecer tão cedo.

170 – PESSOAS COM HIV. Jair Bolsonaro, bem no seu estilo insidioso, declarou que a pessoa com HIV é uma despesa para o país. Eu quero deixar bem claro que eu prefiro ver o dinheiro dos meus tributos, IR e no consumo, empregado para o bem-estar dessas pessoas vulneráveis a vê-lo gasto com sua família organizada, que nunca trabalhou seriamente na vida.

169 – PARASITA? Paulo Guedes generalizou sobre os servidores públicos e os chamou de parasitas. Vindo de um ministro de um governo cujo presidente é chefe de uma família organizada que nunca trabalhou na vida, sempre embolsando diárias, fazendo rachadinhas, contratando funcionários fantasmas, usufruindo de verbas partidárias, cometendo peculato e falsidade ideológica (Eduardo Bolsonaro tinha cargo em Brasília e estudava no RJ), homenageando milicianos, tudo soa como um verdadeiro deboche. O que eles querem é tirar a autonomia dos servidores para colocar seus serviçais. Decerto fazendo um "rachid".

168 – CHOQUE DE REALIDADE. Que saudade não deve ter a família Bolsonaro dos tempos em que contratavam funcionários fantasmas, faziam rachadinhas, homenageavam milicianos, estudavam numa cidade e recebiam sem trabalhar em outra sem que isso tivesse maior repercussão. Agora, Jair Bolsonaro demitiu o secretário-executivo da Casa Civil, Vicente Santini, por mau uso de verbas públicas, e tentou, junto com seus filhos, após uma reunião dele com o ex-assessor, realocá-lo em outro cargo no governo praticamente com o mesmo salário. Diante da repercussão negativa, teve que despedi-lo de novo. É, as falcatruas não se dão bem com a luz solar.

167 – ELES QUEM? - “Não esperavam quase nada da gente e agora olham para gente como fonte de crescimento." (Paulo Guedes) - Não, Paulo Guedes, o ministro rentista, fã do sistema chileno, não está falando dos milhões de desempregados, dos estudantes maltratados no Enem, dos aposentados que perdem com a Reforma da Previdência, dos milhões que esperam um benefício miserável enquanto a família organizada de Jair Bolsonaro embolsa fortunas dos cofres públicos, das vítimas da barragem de Brumadinho por falta de uma fiscalização que o governo combate, das tribos de índios ameaçadas pelos grileiros e pelo agronegócio, das famílias que moram em áreas de risco por falta de emprego e de renda. Ele está falando dos banqueiros e investidores presentes no Fórum Econômico de Davos. Faz sentido.

166 – ENCENAÇÃO. Soou como uma ópera burlesca a jogada ensaiada entre o ministro Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro. O primeiro ameaça aumentar impostos em produtos como cigarros, bebidas alcoólicas e alimentos açucarados, como se esses itens já não pagassem tributos (e altos) e não gerassem empregos. Já o segundo, na falta de melhores resultados para apresentar no seu governo, nega o reajuste tributário na tentativa de sair por cima nessa história e ficar de bem com a população, numa jogada ensaiada para enganar os ingênuos. Coisas de governicho. 

165 – NAMORADINHA CARA. A atriz Regina Duarte, convidada para o cargo de secretária especial da Cultura, não assumiu o posto e está sendo bancada em viagens, alimentação e estada por recursos públicos, mesmo não tendo nenhum vínculo com o governo. Essa “sugar baby” balzaquiana está sugando os cofres públicos e se aproveitando do deslumbramento do fanfarrão Jair Bolsonaro, que se recusa a informar o valor dos gastos. E nós pagando.

164 –  CAIXA-PRETA. Jair Bolsonaro anunciou aos quatro ventos que abriria a "caixa-preta" do BNDES. Pagou R$ 48 milhões dos cofres públicos para nada de irregular ser encontrado. Típico de quem tem o hábito de queimar os recursos do erário, seja individualmente, seja com sua família organizada. O patrimônio público desagradece.

163 –  FUNDO PARTIDÁRIO. Jair Bolsonaro tem um discurso para os dias de festa e outro para o bolso. Elegeu-se dizendo que iria moralizar o uso de recursos públicos e agora acaba de sancionar o fundo partidário de R$ 2 bilhões, transferindo verbas que poderiam ser usadas em áreas como saúde, educação e saneamento para os caciques partidários. Alega que é obrigado cumprir a lei, numa desculpa esfarrapada. Ora, a lei lhe garante o direito de veto. Não vetou porque concorda e também porque quer ter acesso a essa farra com o dinheiro do erário.

162 –  TEST DRIVE. Eu nunca tinha visto isto até agora: a atriz Regina Duarte disse que vai realizar um test drive na secretaria da Cultura, uma espécie de período de degustação. Isso só poderia mesmo ser permitido num governo de amadores, como é o de Jair Bolsonaro. "Eu tô com medo" da Regina Duarte afundando ainda mais a cultura do país.

161 –  RACHADINHA PUBLICITÁRIA. O chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), Fábio Wajngarten, criou uma triangulação indecente no governo de Jair Bolsonaro. Ele paga verbas publicitárias para emissoras de TV e agências contratadas por sua pasta, ministérios e estatais e depois esses "parceiros" devolvem para uma empresa na qual ele é sócio majoritário. O secretário alega que se afastou da gestão da empresa ao assumir o seu cargo. Isso é um fato. O problema é que ele não se afastou do caixa e continua recebendo. Existe um evidente conflito de interesses que só os bolsonaristas não enxergam. Aliás, eles só enxergam o que valida suas teses duvidosas.

160 –  VEXAME NO ENEM. Novamente, o governo de Jair Bolsonaro deixa clara sua incompetência gerencial ao não conseguir sequer realizar o Exame Nacional do Ensino Mèdio (Enem) sem falhas e erros. Agora, houve a divulgação errada dos gabaritos das provas, atingindo milhares de estudantes, que, além de toda a tensão das provas, têm que aguentar a pressão da inapetência de uma gestão claudicante. Além disso, o MEC ignorou mensagens dos candidatos alertando para as irregularidades. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que este foi o maior Enem de todos os tempos. Não basta ser pérfido, tem que tripudiar em cima das adversidades alheias.

Em tempo: antes que os bolsonaristas digam que anteriormente houve problemas (e isso é verdade), é melhor lembrá-los que estamos em 2020. 

159 –  NAZISTA TOLERADO. A reação de Jair Bolsonaro ao discurso do secretário especial de Cultura, Roberto Alvim, que discursou propondo uma arte nos moldes nazistas e plagiando o ministro de propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, mostra bem sua complacência com essa ideologia genocida. Na manhã seguinte, apesar de todo o ocorrido, tinha decidido manter o assessor. Só mudou de ideia e o demitiu diante das pressões da comunidade israelita e de raposas do Congresso. Foi com o coração partido que ele teve que abrir mão do seu nazista de estimação.

158 –  IMPRESSIONANTE. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, cada vez mais se aprimora no estilo Bolsonaro de falar e de governar. Agora, depois de “paralizar”, cometeu novo malfeito com o idioma, escrevendo “imprecionante”. Jair Bolsonaro, satisfeitíssimo com seu desempenho linguístico, já pensa em nomeá-lo para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Acrescente-se também o fato de que não haverá grande desilusão ortográfica entre as hostes governistas, pois poucos bolsonaristas sabem como realmente se escreve essa palavra. Bolsonaro fala tanto em conhecer a verdade, mas isso, ao que tudo indica, não inclui conhecer a ortografia da língua portuguesa.

157 – DECLARAÇÕES FALSAS. A ONG Aos Fatos, que checa a veracidade de declarações e versões divulgadas por políticos e homens públicos, fez um levantamento e indicou que Jair Bolsonaro fez mais de 600 declarações falsas no seu primeiro ano de governo. É um boquirroto de botequim. Aproveitando a deixa, como professor de português, quero dizer que sempre achei aquele fecho fático de suas frases (“tá ok?”) uma chinelagem verbal.

156 – ADEUS, MICHELLE. Jair Bolsonaro enche a boca para falar da família, mas abandonou Michelle Bolsonaro para ir pescar na Bahia enquanto ela se submete a um procedimento cirúrgico no Ano-Novo. Se ele tem tal indiferença com a própria esposa, imagina pelo povo brasileiro. As mulheres bolsonaristas deveriam pedir seu voto de volta.

155 – BOLSA BANQUEIRO. O governo de Jair Bolsonaro está apresentando uma proposta de ajuda financeira com dinheiro público para bancos que entrarem em recuperação judicial. Coitados desses banqueiros, com falta de recursos pela prática de atividades filantrópicas, certamente. Isso é um escárnio, prática de tiro ao alvo contra uma população empobrecida e com falta de serviços básicos. Além de chefe de uma família organizada, Bolsonaro é também um Robin Hood dos ricos. Pior que nem dá para abater no IR, mas não me espantaria se o governo lançasse a campanha “Adote um banqueiro”.

154 – CPMF DIGITAL. O ministro Paulo Guedes, aquele que tem a cara de terneiro desmamado, continua insistindo na criação de novos tributos para onerar a sociedade. Agora quer criar um imposto sobre transações financeiras digitais, como as que se fazem por meio do celular ou de Internet Banking. Essa gente tem o DNA de sanguessuga e só quer arrecadar para manter seus privilégios. Enquanto isso, Jair Bolsonaro se recusa a abrir os gastos do seu cartão corporativo, que estão batendo recorde. Família organizada custa caro para os cofres públicos e o custeio tem que ser feito pelos brasileiros cordiais.

153 – FUJÃO. "Após polícia vasculhar empresa do filho, Bolsonaro evita imprensa." (Uol, 18.12.2019) Bolsonaro fala em verdade que liberta, mas da verdade que investiga crimes da família organizada ele não quer nem saber.

152 – A “PIRRALHA” E O BIZARRO. Jair Bolsonaro ficou despeitado pela escolha da ativista sueca Greta Thunberg como Pessoa do Ano pela influente revista norte-americana Time. Ora, não há de ser nada. Tenho informação segura de que Jair Bolsonaro será escolhido como personagem do ano pelo direitista Movimento Brasil Livre (MBL), ambos bizarros, e o prêmio será entregue por Fabrício Queiroz numa aparição especial repentina para depois sumir de novo.

151 – ASNEIRAS MÚLTIPLAS. O governo de Jair Bolsonaro e o seu entorno estão no ápice das estupidezes. Há quem diga que a terra é plana, há quem sustente que o racismo é culpa dos negros e não dos escravocratas, há quem afirme que o rock induz às drogas e ao satanismo e há quem denuncie que as universidades brasileiras têm plantações de maconha. Sem falar no próprio Bolsonaro, que se considera amigo do peito de Donald Trump (Num simulacro, copiando Abraão, daria seu próprio filho à embaixada), sendo solenemente ignorado por ele em tratativas comerciais. É um festival de estultices que seria até engraçado se não houvesse alguns milhões de bolsonaristas que levam a sério esses disparates.

150 – NOMEAÇÃO INDECENTE. O governo de Jair Bolsonaro mais uma vez fez pouco da inteligência alheia e da luta do povo, principalmente dos negros. Nomeou para a Fundação Palmares o jornalista  Sérgio Camargo para a Fundação Palmares, da Secretaria da Cultura. A assunção ao cargo foi barrada por decisão judicial porque o nomeado é contra a luta dos negros e omisso em relação ao racismo, chegando a fazer chacota com líderes do movimento. Muitas vezes, os ditados e metáforas populares parecem desgastados, mas não, sempre preservam a atualidade. Este é o típico caso da raposa colocada para cuidar do galinheiro. Bolsonaro continua sórdido e inepto.

149 – PIB CHOCHO. A alta de 0,6 do PIB, comemorada pelo governo de Jair Bolsonaro, é um voo de galinha choca. O PIB indica a produtividade do país, mas, quanto mais ele fica rico, mais as pessoas ficam pobres. Esses indicadores não servem para nada, assim como aquele que indica a renda per capita. Mostra a média de ganhos, mas poucos ganham aquele valor, porque a maior parte fica com as elites econômicas. O que realmente ajuda é a distribuição de renda, o que, no Brasil, implicaria taxar as grandes fortunas (seis pessoas têm os ganhos de cem milhões de habitantes). Coisa que o PT nunca quis fazer por estar comprometido com este modelo econômico e coisa que a direita nunca vai fazer, porque sua vocação é transferir renda dos pobres para os mais ricos. Com cerca de 13 milhões de desempregos, esse PIB do Bolsonaro vai ser tão eficiente quanto aceno pra cego.

148 – "COURINHO" DO TRUMP. De nada adiantou a adulação de Jair Bolsonaro a Donald Trump, pois ele está anunciando uma taxação sobre os produtos brasileiros. Isso só mostra que o servilismo verde-amarelo, com tons de laranja, é uma vergonha para o país.

147 – CENSURA DO IGNARO. Jair Bolsonaro é um idiota desmedido. Por ser presidente, pensa lhe ser lícito contrariar as leis e a Constituição para perseguir quem contraria os interesses da sua família organizada. E acha que pode sequestrar o governo para usar como bem entende. Agora, excluiu a Folha de São Paulo na licitação de fornecimento de mídias digitais à presidência da República. Como todo sacripanta empoderado, imagina poder mandar e desmandar. Ora, os fatos noticiados são fatos e quem comete malfeitos, como esse governicho faz todos os dias, merece ser retratado na sua mediocridade. Até lembra aquela história de culpar o mensageiro pela mensagem ruim. O que Bolsonaro quer mesmo é ocultar as verdades, assim como ocultou Fabricio Queiroz, que anda mais sumido do que filé em casa de pobre.

146 – CESTA NA MIRA. O governo de Jair Bolsonaro a cada dia se supera nas suas tentativas de extorquir o povo brasileiro. Agora, está querendo aumentar a tributação sobre a cesta básica, ou seja, os produtos mais demandados pelas famílias, incluindo pão, carne e leite. Daqui a pouco, vão dizer que comer é supérfluo.

145 – MONARQUISTA ESCRAVOCRATA. Diante da falibilidade humana, nenhum sistema político é perfeito, mas é certo que alguns são menos injustos do que outros. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, em plena data comemorativa da proclamação da República, que não deixou de ser uma quartelada, veio lamentar o fim do Império e a retirada de Dom Pedro II do poder. Essa afirmação, em novembro, mês da morte de Zumbi dos Palmares, é um tapa na cara de todos os negros do país, que foram escravos praticamente todo o tempo em que durou o reinado do imperador, que nunca se importou com eles. Cada afrodescente bolsonarista deveria refletir sobre isso e se curvar às evidências: o governo de Bolsonaro é elitista, excludente e antissocial. 

144 – FACADA NO DESEMPREGADO. Quando a gente critica o governo de Jair Bolsonaro, muita gente acha que é má vontade, que estamos torcendo contra o Brasil e outras baboseiras. Mas o próprio presidente se encarrega de se mostrar como um sádico e psicopata social. Taxar o seguro-desemprego é de uma crueldade requintada. O Brasil não gera empregos porque a maior parte das verbas vai para o pagamento da dívida pública (não, inocente útil, não vai para o pagamento dos aposentados e dos servidores) e agora Bolsonaro e Paulo Guedes querem continuar tirando dos pobres para entregar aos ricos, leia-se “sistema financeiro”. Garfear o seguro-desemprego de quem já está à beira da miséria é uma insanidade. Tirar cem de quem está sem é coisa de sem-vergonha.

143 – EXCLUDENTE DE ILICITUDE. Jair Bolsonaro está propondo um projeto de lei para que os policiais em operações de rua não respondam pelas mortes cometidas. Os que já mataram dezenas de inocentes e seis crianças no Rio de Janeiro até este mês de novembro estão exultantes. A licença para prender, julgar e matar está a caminho.

142 – DESEMPREGO INTERMITENTE. Fechou outra loja no Rio Grande do Sul, da rede Multisom, com mais perdas de vagas de trabalho. E isso é uma constante no Brasil inteiro. O tal desenvolvimento econômico e a geração de empregos do governo Jair Bolsonaro, tão propalada pelo ministro da Economia Paulo Guedes, parece que está ficando para as calendas gregas. Enquanto isso, os alienados de Jair Bolsonaro e de Lula ficam se digladiando entre si. Só que os dois já garantiram seus altos salários, pagos pelos cofres públicos, até o resto das suas vidas de aproveitadores.

141 – IMPEACHMENT. Difícil entender as manifestações dos bolsonaristas contra o "liberador-geral da nação" Gilmar Mendes. Ele e Dias Toffoli são os responsáveis pela paralisação das investigações contra o senador-filho e miliciano Flávio Bolsonaro. São aliados de primeira hora de Jair Bolsonaro para barrar as apurações sobre sua família organizada.

140 – NOVO PARTIDO. Jair Bolsonaro está saindo do PSL, um antro de corrupção. Mas não vai se despegar dela. O problema não está somente nos partidos, mas também na família organizada de Bolsonaro, que adora flertar com o crime e com o desvio de recursos públicos.

139 – FRENTE PELA IMPUNIDADE. A união de Dias Toffoli, da maioria do STF, da defesa de Flávio Bolsonaro, beneficiada pela paralisação das investigações de suas falcatruas, e dos petistas que santificam Lula, agora solto, já está gerando efeitos. Papai Bolsonaro, apesar de seu discurso para a torcida, está exultante pelo salvo-conduto atual e futuro que está sendo articulado como uma luva para o seu filho senador. A Lava Jato está sendo cozinhada em fogo brando, o fogo da impunidade.

138 – CULTURA NO LARANJAL. Jair Bolsonaro fez mais uma das suas: levou a Cultura para o ministério do Turismo, do ministro Marcelo Álvaro Antônio, o dono do maior laranjal do partido bolsonarista em Minas Gerais. Isso é coisa de quem acha que todo mundo que quer se aperfeiçoar culturalmente é um inimigo e deve ser rechaçado. Para quem acredita em verdades reveladas, em terra plana, em “sementinha na mamãe”, em megaempresário bonzinho, em um nacionalismo de franquia controlado pelos Estados Unidos, a cultura incomoda. Para Bolsonaro, não precisa investir em cultura e em ciência. Aliás, não precisa investir em nada. Deixa o Paulo Guedes mandar dinheiro para os seus amigos banqueiros via pagamento da dívida pública. Que governicho!

137 – CRETINO. Quando Eduardo Bolsonaro fala em volta do AI-5, ele deveria abrir mão da impunidade parlamentar para ser processado, pois essa imunidade é fruto de uma Constituinte no retorno a uma (relativa) democracia, conquista por que lutaram muitos nacionalistas e pela qual muitos foram torturados e mortos pela ditadura militar. Só um cretino sem qualquer compromisso moral com a história pode afirmar uma ignomínia dessas.

136 – INGRATIDÃO. Difícil entender os ataques de Jair Bolsonaro ao Supremo Tribuno Federal (STF). Flávio Bolsonaro só não está sendo investigado pelos seus crimes por conta de uma decisão amiga do presidente do STF, Dias Toffoli, que paralisou as ações investigativas do Ministério Público e da Polícia Federal. E isso que ainda tem aquele mal explicado cheque do Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama. Tanta coisa por esclarecer e o STF ajudando a família Bolsonaro, que, na maior ingratidão, nem reconhece essa proteção nada republicana.

135 – SEM FALAR. Flávio Bolsonaro passou mais de uma década conversando e fazendo falcatruas em conjunto com Fabrício Queiroz. Cometeram vários crimes em parceria, como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção, associação criminosa. Quando estourou o escândalo, Flávio Bolsonaro, não porque queria, mas porque não pegava bem, se afastou de Queiroz, que continuou falando em nome  do senador. Agora diz Flávio Bolsonaro que faz um ano que não se falam. Parece que estão usando pombos-correio amestrados.

134 – CALÚNIA. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é tão perspicaz quanto um biruta de estacionamento. Agora, para justificar a incompetência do governo de Jair Bolsonaro na prevenção e na intervenção em tragédias ambientais, está tentando atribuir responsabilidade ao Greenpeace no vazamento de óleo na costa brasileira. Trata-se de uma calúnia desesperada de quem seria muito mais expressivo se ficasse calado.

133 – MINISTRO "CHILENO". Está na hora de o governo de Jair Bolsonaro emprestar o ministro Paulo Guedes para atuar no Chile e convencer a população de que o título de capitalização para financiar as aposentadorias, que ele pretende implementar  no Brasil, é a oitava maravilha do mundo. Esses chilenos que estão na rua lutando contra a miséria e os vencimentos aviltados são leigos. Precisam ouvir a opinião de um especialista. 

132 – LARANJAL IMPLODINDO II. Jair Bolsonaro sofreu uma derrota fragorosa ao tentar emplacar seu filho Eduardo Bolsonaro como líder do PSL contra o atual líder, Delegado Valdir. Seu interesse era intervir nas escolhas de cargos e do fundo partidário. Já que está difícil a aprovação pra embaixador nos EUA, Bolsonaro está atrás de outras benesses para o filho 03. Enquanto isso, o Delegado Valdir, que ameaçou divulgar um material explosivo contra o presidente, resolveu recuar. Essa gente está saqueando não apenas os cofres públicos, mas o estoque de moralidade do país.

131 – LARANJAL IMPLODINDO I. Jair Bolsonaro está ensaiando uma jogada que não vai conseguir realizar na prática. Está cobrando as contas do seu partido, o PSL, quando até mesmo os birutas de estacionamento sabem que o dinheiro desviado das candidaturas laranja também serviu para financiar sua campanha à presidência da República. Enquanto isso, os eleitores de Bolsonaro se fazem de desentendidos. Ou de desatendidos.

130 – TRAPALHADA MUNDIAL. O governo de Jair Bolsonaro decidiu abrir mão das condições especiais a que tinha direito na Organização Mundial do Comércio (OMC) para entrar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), num puxa-saquismo indecente com o presidente Donald Trump, que apoiaria sua entrada na OCDE. Agora, o governo norte-americano barrou a entrada do país e ele está ficando em pior condição do que estava antes. Com negociadores assim, melhor entregar as chaves do Brasil para um condomínio estrangeiro. E os bolsonaristas, que sempre vinham comentar nas postagens adversas, agora estão quietos que nem galo na chuva. É mais fácil negociar com as milícias, pelo jeito.

129 – BÊNÇÃO 0800. O ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, deu carona no avião da FAB, em 19 de setembro, para o pastor da sua igreja, Gerônimo Martins, usando um veículo oficial para atender aos seus interesses privados, fazendo favores com recursos públicos. Tal presidente, tal ministro. Isso é que é um governo alinhado na corrupção, seja no atacado, seja no varejo, seja na terra, seja nos ares. É a velha política aplicada pelos novos aproveitadores.

128 – APRENDIZ DE CORRUPTO. Eduardo Bolsonaro, aos 18 anos, foi contratado em Brasília com um cargo de confiança conseguido pelo paizão, Jair Bolsonaro, o mesmo que hoje quer fazê-lo embaixador. O detalhe é que ele estava morando e cursando direito no Rio de Janeiro, a mais de 1.100 km de distância. Essa situação durou 16 meses e ele embolsava um salário hoje equivalente a R$ 9,8 mil por mês. Algum bolsonarista pode alegar que era legal na época. Bem, independentemente de leis, era imoral e, em sendo imoral, contraria o princípio da moralidade que está na Constituição. Portanto, era mais que ilegal, era inconstitucional. A corrupção está no DNA de Jair Bolsonaro e de sua duvidosa família.

127 – AMIGO SUPREMO. O ministro Gilmar Mendes, a pedido do senador enrolado Flávio Bolsonaro, suspendeu toda e qualquer investigação sobre o filho de Jair Bolsonaro. Pairam sobre o parlamentar suspeitas de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e ligação com as milícias fluminenses. Em vez de se explicar, ele tenta impedir a elucidação dos fatos. Estão colocando tudo debaixo do tapete do Supremo Tribunal Federal (STF). Mais uma vez, o STF se mostra como um excelente órgão jurídico para a proteção dos poderosos. Jair Messias, que ainda não esclareceu nada sobre um cheque do Fabrício Queiroz depositado na conta da primeira-dama, está feliz com essa parceria pela impunidade. 

126 – A BAIXARIA DO "EMBAIXADOR". Eduardo Bolsonaro, deputado federal e candidato da família Bolsonaro para embaixador nos EUA, reproduziu uma fotomontagem criminosa da ativista sueca Greta Thunberg, a jovem que luta por causas ambientais. Na foto, ela está se alimentando "fartamente" enquanto é observada por crianças famintas da janela de um trem. Só que tudo é uma grande mentira. Na foto original, é uma paisagem que está aparecendo pela janela. Esse é o escolhido por Jair Bolsonaro para ser embaixador e representar o Brasil, um difamador sem escrúpulos. Esse governo já tem traços característicos de organização criminosa. 

125 – DISCURSO REPROVADO. Como professor de português, quero dizer que reprovo o discurso de Bolsonaro na ONU. Ainda que dentro de uma sintaxe formal, com coesão e progressão textuais, a parte relativa à coerência, que é o “recheio” da mensagem, foi plena de lugares-comuns, totalmente pobre, ideológica no pior sentido e cheia de chavões contra os índios, o “fantasma” do comunismo e outros delírios. Só faltou dizer que a Amazônia é nossa... para desmatar. Ainda ofendeu a ONU dentro da ONU como se isso fosse um ato de coragem. Foi um espetáculo patético e vergonhoso para a história do país.

124 – LÍDER DA CORRUPÇÃO. O líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE), junto com seu filho, o deputado federal Fernando Coelho Filho (Dem-PE), sofre investigação da Polícia Federal pelo desvio de valores que chegam a R$ 5,5 milhões ao menos, amealhados durante o período em que ele foi ministro da patética Dilma Rousseff. Os ministros de Jair Bolsonaro, assim como o próprio presidente e sua família, tentam parecer honestos, mas a realidade os desmente todos os dias. E qual foi a reação de Bolsonaro? Perguntar a Sérgio Moro se a PF está fora de controle por realizar seu trabalho devido. Ora, para esse governo iníquo, um órgão cumprir com sua obrigação é descontrole. Quanto cinismo!

123 – SALÁRIO MÍNIMO, INDECÊNCIA MÁXIMA. O governo de Jair Bolsonaro estuda retirar o reajuste do salário mínimo pela inflação. Esse salário já é mínimo e já é reajustado minimamente. Corta nos ganhos da população para manter seus privilégios e pagar menos para pensionistas e aposentados, além de diminuir a circulação de dinheiro na economia. A traição de Bolsonaro a cada dia se torna um prato que se se serve azedo e podre para os pobres e carentes. O povo está sendo tirado para tolo por um presidente que segue os ditames dos milicianos. Só que as milícias sugam um bairro, uma comunidade, e Bolsonaro e sua família sugam o país inteiro. Que tragédia!

122 – MENTIRA NO LARANJAL. Em 28 de junho, Jair Bolsonaro afirmou que havia recebido do ministro Sérgio Moro um relatório de uma investigação sigilosa sobre os laranjas do partido do presidente na eleição de 2018. Disse que encaminhara o texto sem ler (o que é normal por parte de um analfabeto funcional) para um assessor. Agora, a Folha de São Paulo, por meio da Lei de Acesso à Informação, solicitou ao ministro Moro uma cópia do tal relatório. Moro respondeu que não existe nenhum documento. Alguém está mentindo. Façam suas apostas. Moro ou Bolsonaro? Pelo jeito, a empulhação já virou política oficial do Palácio do Planalto. E nem ficam mais vermelhos, ficam laranjas.

121 – FARSA PATRIÓTICA. A equipe de Jair Bolsonaro filmou o nigeriano Dammy Damilare, professor de línguas em Salvador, induzindo-o a cantar o hino nacional sem explicar que era para um vídeo ideológico em favor do governo. Na edição, ele foi colocado como se estivera cantando com os ministros de Bolsonaro, sem sua autorização, o que é um delito. O vídeo, que pode ser visto no Youtube, ficou de muito mau gosto, ficou a cara desse governo, com muitos bolsonaristas “colando” o texto. Mas o melhor (pior) deixo para o final deste tópico: Bolsonaro cantou “margens flácidas” e teve que ser editado. É ridículo ou não é?

120 – ENCENAÇÃO DA CPMF. Jair Bolsonaro é um poltrão metido a esperto. Ele é a favor da CPMF, assim como seu ministro Paulo Guedes, um especulador do mercado financeiro guindado à condição de condutor da economia brasileira. Marcos Cintra, secretário especial da Receita Federal, sempre foi a favor da CPMF e, juntos, os três bolaram um balão de ensaio para ver se a volta do imposto “colava”. Diante da repercussão negativa, voltaram atrás e Bolsonaro entregou a “cabeça” de Marcos Cintra, aproveitando para tirar onda nas redes sociais, como se fosse contra o tributo. E acham que ninguém vê essa encenação fajuta. É um bando de sequelados usando o país para suas experimentações delitivas.

119 – NOVA CPMF. O governo de Jair Bolsonaro está propondo a ressuscitação da antiga CMPF com alíquota de 0,4% em saques e depósitos e de 0,2% para toda operação de débito e de crédito. Apesar de ter prometido não criar novos tributos, parece que a palavra de Bolsonaro vale tanto quanto as explicações de Fabrício Queiroz. Ele tenta disfarçar que vai compensar com a diminuição no IR, só que isso não está apensado na proposta. Eu, na verdade, queria propor que essa taxação valesse apenas para os eleitores crédulos de Bolsonaro. Ingenuidade custa caro.

118 – SEMANA DO BRASIL. Jair Bolsonaro, no seu nacionalismo tacanho e atrasado, está lançando a Semana do Brasil para aproveitar o sete de setembro de 2019. Mas só se for a Semana do Brasil Pobre, pois tudo o que o governo está fazendo é contra o interesse da coletividade, como se vê na matéria lincada abaixo, que destaca a negativa de dinheiro para pagar as bolsas dos pesquisadores.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2019-09/pagamento-de-bolsas-de-pesquisa-nao-esta-garantido-diz-secretario

117 – PROCURADOR AMIGO. A indicação de Augusto Aras para procurador-geral da República por parte de Jair Bolsonaro tem o claro intuito de organizar uma frente de impunidade em prol de sua família, visando evitar as investigações sobre seu clã familiar, notadamente sobre o filho Flávio Bolsonaro, que tem no currículo falsidades ideológicas, peculato, lavagem de dinheiro e ligações com os milicianos no Rio de Janeiro. Bolsonaro já conta com a adesão do ministro Dias Toffoli do STF e a cereja do bolo será a assunção do procurador parceiro a chefe do Ministério Público Federal (MPF), desrespeitando a tradicional lista tríplice da categoria. Sem investigação e denúncias penais, não haverá processos. Será uma forma de salvar a família numa omissão entre amigos, com mimos e "toma lá dá cá" nada republicanos.

116 – ADULTERAÇÃO IDEOLÓGICA. Jair Bolsonaro adora defecar pela boca diariamente, descumprindo sua própria sugestão de cocô dia sim e dia não. Agora ele investiu contra o pai da ex-presidente chilena Michelle Bachelet, general de brigada da Força Aérea chilena, que resistiu ao golpe militar contra o regime em vigor, dizendo que ele era parte do movimento comunista que queria dominar o país. O que ele não diz é que, tanto no Chile quanto no Brasil, o setor militar que deu o golpe devolveu um país falido. Basta olhar a dívida pública brasileira hoje. E graças a sanguessugas como Bolsonaro e sua família, muito dos tributos acaba nas mãos de uma minoria, que nunca trabalhou e nunca vai trabalhar na vida. Bolsonaro adultera a história para recriar os fatos, coisa típica dos estelionatários ideológicos e trapaceiros.

115 – CABEÇA DE CAPITÃO DO MATO. Na cabeça de Jair Bolsonaro, existe um maniqueísmo típico dos turbulentos mentais. Ele divide o mundo entre quem ele acha que está contra e quem ele acha que está do seu lado, num simplismo que leva a consequências trágicas. Como acha que quem estuda e é crítico é um adversário a ser batido, cortou 5.613 bolsas a partir de setembro das áreas de pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Quem sai penalizado é o país, que perde oportunidades num mundo globalizado e competitivo. A população fica desassistida. Exemplo dessa irresponsabilidade é a volta do sarampo, uma doença que já se supunha erradicada. Enquanto isso, os bolsonaristas ficam nas redes sociais cometendo asneiras verbais e apoiando essas anomalias. O país está condenado ao idiotismo.

114 – FUGA DO CONHECIMENTO. Com sua aversão pelo conhecimento e pelos estudos, pelo mérito, até porque formou uma família que nunca precisou trabalhar na vida, sempre sugando os cofres públicos, Jair Bolsonaro em seu governo se mostra indiferente ao corte de verbas dos pesquisadores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As consequências para o país serão terríveis na próxima década, com o aumento da dependência do Brasil à tecnologia estrangeira, com a dificuldade de agregar valor aos seus produtos e com o atraso em áreas essenciais para a população, como saúde, saneamento e inovação. Os bolsonaristas aceleraram para ganhar o governo (correram atrás do carro farejando os pneus), assumiram a presidência (o carro parou) e agora não sabem o que fazer com ela (fixam desenxabidos diante dos pneus). Os cientistas brasileiros já estão procurando um novo CEP no exterior. Dinheiro fácil só para o Queiroz, em dez vezes sem juros.

113 – PARALISAÇÃO COM “Z”. Quem me conhece como professor de português sabe o quanto sou flexível em relação à norma culta, ou seja, ao emprego das regras gramaticais. Sempre digo que sou adepto dos conceitos de “adequado” e “não adequado” em vez de “certo” e “errado”, priorizando-se uma correlação entre o momento de fala e o contexto e utilizando-se um registro mais informal ou mais formal de acordo com a situação de fala. Uma conversa entre amigos é mais informal do que um ofício de órgão oficial. Assim, as regras são mitigadas no primeiro caso e imprescindíveis no segundo. Todavia, no governo de Jair Bolsonaro, não é assim. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, encaminhou um ofício ao ministro da Economia, Paulo Guedes, contendo duas vezes a palavra “paralização”, além de "suspenção". Eis, mais uma vez, o referido ministro mostrando sua incompatibilidade para o cargo, maltratando o idioma de Camões e deseducando os estudantes. Numa época de nacionalismo de fachada, o culto ao verdadeiro fator de nacionalidade, a linguagem, está em baixa no governo de Bolsonaro.

12 – GROSSERIA MACHISTA. O comentário de Jair Bolsonaro sobre Brigitte Macron, esposa de Emmanuel Macron, anuindo com a postagem de um internauta que comparava as primeiras-damas do Brasil e da França pela beleza física, é um desrespeito a todas as mulheres por encerrar uma discriminação inaceitável, a de eleger padrões estéticos como se isso fosse causa de mérito. Mulher bonita é aquela que trabalha, que cuida da sua casa, dos seus filhos, que é boa mãe, boa filha, boa companheira. Só o machismo do presidente pode explicar sua manifestação grosseira e sem sentido.

111 – IDIOTA E MENTIROSO. A imagem do Brasil nunca esteve tão manchada no exterior. São já incontáveis os episódios que mostram isso.  O jornal austríaco Die Presse publicou uma matéria em que estampa o presidente Jair Bolsonaro como um idiota. O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que Bolsonaro é mentiroso após constatar que ele lhe falou em privado inverdades sobre seu compromisso com a defesa da floresta amazônica. Enquanto isso, os bolsonaristas, no seu nacionalismo de fachada, preferem uma destruição verde-amarela da Amazônia a uma proteção internacional. As insanidades encontraram terreno fértil no Palácio da Planalto e estão se multiplicando em ritmo acelerado.

110 – A VOLTA DOS PANELAÇOS. A farsa de Jair Bolsonaro em pronunciamento nacional na TV, querendo se mostrar como defensor da Amazônia, não colou. Depois de cortar verbas de fiscalização, de falar em indústria da multa no Ibama, de recusar as verbas da Noruega e da Alemanha para uso em programas de preservação, de apoiar a mineração nas terras indígenas, de negar dados oficiais do Inpe, órgão oficial, sobre o desmatamento, de afrouxar o combate aos grileiros e ao agronegócio, derrubadores da floresta, e de muitas outras atrocidades, vem ele querer ludibriar a população com seus discurso vago e enganoso. Bolsonaro é um dos responsáveis pela devastação do meio ambiente. Os panelaços em todo o país parecem fazer eco a esta constatação.

109 – QUEIMADAS. A cada dia, uma asneira nova e poluente ao ecossistema da verdade dos fatos. Agora, Jair Bolsonaro está insinuando, sem provas, que as ONGs estão por trás do desmatamento e dos incêndios. O indivíduo é um insano completo. Não cumpre com suas obrigações e transfere as responsabilidades. E de forma criminosa. Somente os muito desinformados podem acreditar nessa lorota. 

Veja aqui uma logo sobre o tema:
https://rl.art.br/arquivos/6726826.pdf 

108 – CPMF. Jair Bolsonaro fez toda sua campanha afirmando que não aumentaria tributos e iniciou seu governo falando aos quatro ventos que é contra a criação de novos impostos. Todavia, o ministro da economia, Paulo Guedes, desautorizou Bolsonaro de forma acintosa ao defender a criação de uma nova CPMF. Esse Bolsonaro tem uma vocação irrefreável para fazer o papel de bocó da corte. Maldoso, mas despreparado.

107 – MUDANDO O DISCURSO. Embora Jair Bolsonaro nunca tenha dito durante a campanha eleitoral o tipo de reforma da Previdência que faria no seu governo, tão logo assumiu ele passou a defender a reforma que interessa aos mercados, ao setor financeiro e aos banqueiros. De um enfoque inicial que dizia que a dita reforma seria o bâlsamo dos problemas do país, agora estão mudando, aos poucos, o discurso. O deputado não eleito que ganhou a boquinha de secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, passou a usar meias palavras: “Não será a reforma do sistema previdenciário que vai gerar emprego, renda e oportunidades no Brasil". Uma hora é a Previdência, noutra são as privatizações. Cada dia um discurso, mas com uma coêrência textual e semântica: sempre contra o povo brasileiro, que vai trabalhar até os últimos dias de sua vida. A tão sonhada aposentadoria só a terá a família Bolsonaro e seus cupinchas. Terá não, Jair Bolsonaro já ganha dos cofres públicos há 28 anos sem trabalhar de fato. 

106 – FRENTÃO PELA IMPUNIDADE. A decisão de Bolsonaro de levar o Coaf para o Banco Central tem o propósito de fazer um acordão com todos os investigados e com todos os favoráveis à impunidade para impedir as apurações contra a corrupção. Fazem parte desse pacto o presidente do STF, Dias Tóffoli, Gilmar Mendes e outros. Isso inclui o trancamento das investigações contra Flávio Bolsonaro, o filho enrolado do presidente. E também está na jogada a indicação do futuro procurador-geral da República, que será outra marionete do Palácio do Planalto. E os bolsonaristas, que sempre criticaram Tóffoli, estão fazendo cara de paisagem para essa verdadeira operação abafa.

105 – LICENÇA GENOCIDA. Quando fala que quer liberar o garimpo em terras indígenas, Jair Bolsonaro fomenta a investida de garimpeiros e organizações criminosas sobre essas áreas de difícil defesa, incentivando a destruição do solo, a apropriação ilícita dos recursos naturais e minerais e a eliminação das lideranças das tribos. O número de assassinatos de índios na Amazônia só vem crescendo a cada ano com a omissão do poder público, principalmente da União. Quem diz amém às insanidades de Bolsonaro tem as digitais sujas de sangue dos verdadeiros donos da terra. O capitão do mato é um psicopata social que beira a demência e sua caixa craniana é um depósito de insanidades e de planos para desancar o bom senso e aviltar os mínimos valores de uma sociedade ética e democrática. 

104 – BOLSA DEPUTADO. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, admitiu que os cortes na educação, que atingem a educação infantil, a concessão de bolsas na educação superior e básica e o funcionamento de instituições federais de ensino, foram para pagar as emendas dos parlamentares comprados que votaram a favor da reforma da Previdência. O povo perde duas vezes: quando o ensino é aviltado e quando cortam seus direitos à aposentadoria, que será precária e sem garantias. Depois dessa admissão de culpa, o que mais é preciso para definir esse governo cruel e sacripanta?

103 – BOLSONARO REPROVADO. Em janeiro, as pesquisas indicavam que Jair Bolsonaro tinha 40% de aprovação e 20% de reprovação. Era uma goleada. Luz verde, céu de brigadeiro. Algo como 4 a 2. Já em maio, os números indicavam 34% de aprovação e 36% de reprovação. Luz amarela acesa. Em agosto, os números estão indicando 33% de aprovação e 38% de reprovação. Luz vermelha acesa. Ou laranja. Bolsonaro corre o risco de acabar seu governicho com os mesmos 9% (ou menos) de aprovação de Dilma Rousseff e de Michel Temer ao final de seus desgovernos. Todos reprovados.

102 – PROMOÇÃO PESSOAL. Diante da repercussão negativa pela nomeação de uma escola com o seu nome no Piauí, Jair Bolsonaro, que já havia acedido com a bajulação do prefeito de Parnaíba (PI), o ex-senador e ex-governador cassado Mão Santa (SD), recuou nesse arreglo cínico, imoral, ilegal e violador de todos os cânones básicos da ética e do bom senso. A iniciativa foi do Serviço Social do Comércio ( Sesc ) e da Fecomércio daquele estado. Ocorre que o Sesc, como entidade do Sistema S, administra recursos públicos e precisa cumprir o princípio da impessoalidade. Este mundo elitista está virado mesmo. Há alguns anos, em Porto Alegre, enfrentamos imensas resistências para colocar em um logradouro público o busto de João Cândido, o Almirante Negro, líder da Revolta da Chibata. Por sua vez, um sem-número de boçais homenageia Jair Bolsonaro com alto grau de servilismo. Os idiotas adoram cerimônias oficiais para acasalamento. 

101 – BANDIDO DE DIREITA. Jair Bolsonaro respeita eleições apenas quando ele ganha. Como as urnas argentinas estão indicando uma vitória de Alberto Fernández e Cristina Kirchner sobre seu aliado Mauricio Macri, ele fala, de uma forma lunática, sobre a volta dos "bandidos de esquerda". Ora, se eles voltarem pelo voto, será pela mesma via pela qual hoje o Brasil tem um delinquente de direita no poder, o qual defende a tortura e tem ligações políticas e financeiras com os milicianos fluminenses, seja através do seu filho Flávio Bolsonaro, seja através dos empréstimos que fez a Fabrício Queiroz, sem falar nas bombas que pretendia colocar nos quartéis como capitão. Esse senhor só é democrata na medida exata dos seus interesses espúrios.

100 – ORDENANÇA DO “MOTOSSERRA”. Num debate com o ex-presidente do Inpe, Ricardo Galvão, mediado pela jornalista Renata Lo Prete, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se contradisse de forma descarada, contradizendo também Jair Bolsonaro. Primeiramente, Bolsonaro falou em alto e bom som para todo o país que os números do Inpe eram mentirosos, no que foi secundado por Salles. Agora, seu ordenança afirma que os números são verdadeiros, mas discorda da forma da apresentação. A citação presidencial de campanha (“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!”) serve muito bem para ilustrar a necessidade que têm os farsantes de adulterar a realidade todos os dias para que ela corresponda aos seus devaneios e interesses escusos.

99 – DEFECAÇÃO VERBAL. Jair Bolsonaro está amando poder dizer qualquer asneira e isso ter imediata repercussão nacional. Durante as quase três décadas em que foi um obscuro parlamentar, ele tentava isso permanentemente e não dava certo da forma como queria. Agora, ele tem uma audiência nacional e pode sugerir a um repórter que faça cocô dia sim e dia não para preservar a natureza. Isso é tudo o que ele sempre sonhou, ver um debate sobre suas sandices. Sem dúvida, é ótimo para ele. Todavia, é deplorável para um país tê-lo à frente da condução dos negócios públicos, com um papel ridículo e canhestro. Como “capitão motosserra”, não seguindo seu próprio cinismo, ele pode defecar livremente todos os dias. Inclusive pela boca.

98 – RETALIAÇÃO. Jair Bolsonaro editou uma medida provisória para retaliar a imprensa, como ele mesmo admitiu de forma cínica e pouco republicana. Pelo texto, as empresas ficam desobrigadas de fazer as publicações oficiais nos jornais. Tudo porque ele se sente contrariado pelo noticiário. Ora, os seus malfeitos não podem ser colocados para debaixo do tapete da desinformação. Outrossim, essa MP é totalmente inconstitucional porque não atende aos requisitos da urgência e da relevância. Usar da caneta para satisfazer interesses pessoais, familiares e privados é um desvirtuamento da liturgia do cargo de presidente da República. Mas este senhor trata as leis com a desfaçatez que lhe é peculiar na sua lógica de saqueador eleito para aproveitar ao máximo as oportunidades, lícitas ou não, do seu mandato.

97 – PERGUNTA BESTA. Em entrevista, Jair Bolsonaro ironizou nossa entidade máxima, a OAB, perguntando quem era a OAB. Ora, só um desinformado pra não saber que a Ordem dos Advogados do Brasil é uma entidade que sempre teve grandes democratas na defesa das liberdades civis do povo brasileiro. Enquanto Bolsonaro defende os tanques, as baionetas e a tortura do regime militar, esses homens e mulheres, como Raymundo Faoro e Sobral Pinto, tinham como seu escudo a palavra, a consciência limpa e a defesa da cidadania. Quem é Bolsonaro, líder maior de uma família corrupta, para falar mal da OAB?

96 – A CABRESTO. Jair Bolsonaro é mesmo um indivíduo sem noção, um poltrão despreparado. Agora afirma que só vai liberar verbas para governadores do Nordeste que digam que estão apoiando seu governo. Ele não sabe que a Constituição garante a autonomia dos entes federados. Mais uma pérola de um néscio que seria engraçada se não fosse uma expressão de um autoritarismo e de uma confusão entre patrimônio público e interesse privado.

95 – A VERDADE DO INPE. Jair Bolsonaro decidiu exonerar Ricardo Galvão, presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), porque o órgão mostrou a verdade do desmatamento. Uma das alegações é que esses dados prejudicam a imagem do Brasil no exterior. Ora, querem desmatar, invadir terras indígenas, ceder às pressões do agronegócio e dos grileiros e ainda não aceitam ser cobrados por isso no país e no exterior. É mais ou menos como o corno que, enquanto ninguém descobrir que ele é corno, tudo está às mil maravilhas. O clichê de campanha de Bolsonaro continua em voga, só que com sinal trocado: conhecereis a verdade e a ocultará se for conveniente. Aliás, já ocultaram o Queiroz.

94 – COMISSÃO DA VERDADE. A substituição de membros da Comissão da Verdade para colocar nos seus lugares gente contrária à história e aos direitos humanos, inclusive um réu acusado de fraudar concurso público para beneficiar sua esposa, mostra que Jair Bolsonaro jamais quis conhecer a verdade, como afirmou no seu chavão de campanha. Cada vez mais o capitão se transforma em capitão do mato, como aquele do conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis.

93 – HELICÓPTERO “FABILIAR”. Está circulando nas redes sociais um vídeo em que familiares do presidente Jair Bolsonaro usam um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir ao casamento de Eduardo Bolsonaro, o 02, no Rio de Janeiro. Seu sobrinho chega a ironizar dizendo que vão “passear” de helicóptero, claro que às expensas dos cofres públicos. Pelo visto, o novo jeito de fazer politica é apenas um voo de galinha. 

92 – FORTUNA DO FGTS. Educação financeira e prioridades são tudo. Faz um tempo, um bêbado me pediu na rua R$ 1,00 para comprar cachaça. Eu dei, mas com a advertência de que ele não comprasse leite. Agora, com o governo de Jair Bolsonaro liberando até R$ 500,00 do FGTS, preciso advertir as pessoas de que elas devem pensar bem em como investir esse recurso obtido duramente. É necessário todo um preparo para não gastar inadvertidamente um montante tão expressivo. É melhor poupar para garantir o futuro, ainda mais que a aposentadoria agora é flutuante, ou seja, quando estivermos chegando lá, o  aumento na expectativa de vida vai transferir a tão sonhada era do ócio para as calendas gregas. Guardem bem os R$ 500,00. Ou menos. Não vão sair comprando tudo que encontram pela frente.

91 – INTIMIDAÇÃO VIA PRF. Parece surrealista, mas não é. Policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) visitaram um sindicato em Manaus para interrogar sobre uma reunião dos professores para organizar atos contra Jair Bolsonaro. Isso contraria frontalmente o direito de reunião e de expressão, garantido pela Constituição federal. Os bolsonaristas estão com saudades do período da ditadura, quando qualquer pau-mandado poderia chutar a porta de uma casa e invadir uma residência para realizar arbitrariedades, inclusive torturas. Neste caso é mais que tolice ou falcatrua, é uma ação espúria e condenável. Há que se apurar os fatos e condenar os responsáveis por essa conduta ilegal e autoritária.

90 – DESMATAMENTO. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou dados sobre o desmatamento no Brasil, obtidos de forma criteriosa. Jair Bolsonaro, que é amigo do agronegócio e dos grileiros, questionou o levantamento. Quer receber os relatórios antes. Para quê, se ele não lê nada? E o astronauta Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, quer enquadrar o diretor do Inpe, engenheiro Ricardo Galvão para que ele recue nas conclusões. Ora, um analfabeto funcional querendo receber relatórios e um astronauta que nada fala sobre a adesão dos bolsonaristas à tese da terra plana são um exemplo típico e mal acabado de a quantas andamos no Brasil.

89 – ESCOLHA CRUEL. Jair Bolsonaro é mesmo um psicopata social, que adora espalhar terrorismo, boatos e maldades. Uma de suas pérolas é que os brasileiros têm que escolher entre ter direitos e ou ter empregos, como se a vítima fosse o patrão e a causa da crise econômica não fosse a brutal concentração de renda. Engraçado é que ele nunca teve que escolher entre ter mamatas ou ter privilégios. Como bom parasita, sempre escolheu os dois. A pensão vitalícia dele já está garantida.

88 – SERVILISMO LESA-PÁTRIA. A decisão da Petrobras de não permitir o abastecimento de dois cargueiros do Irã, com transporte de alimentos, exportação nacional, em ÁGUAS BRASILEIRAS, por conta das sanções de Donald Trump àquele país, é fruto de um servilismo descarado do governo de Jair Bolsonaro ao governo dos Estados Unidos, agindo como um governicho capacho de quinta categoria. A tal da soberania era apenas uma patranha contada no período eleitoral.

87 – TRANCAMENTO DAS INVESTIGAÇÕES. Suprema ironia é que cada vez mais os bolsonaristas vão ficando parecidos com os petistas, que tentaram de todas as formas impedir as investigações de corrupção. Agora, por meio do ministro Dias Tóffoli, notório integrante do PT, fizeram uma aliança contra a apuração da malversação de verbas e da ligação com os milicianos por parte do filho-mor do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro. Num conluio escuso, conseguiram trancar as investigações sobre o caso. Enquanto isso, ninguém acha o Fabrício Queiroz.

86 – CORTE NA EDUCAÇÃO BÁSICA. Ao mesmo tempo em que realizou a maior compra de deputados federais da história do país para votarem a favor da reforma da Previdência, com milhões e milhões de reais para negociar votos, o governo de Jair Bolsonaro cortou no primeiro semestre, sem qualquer aviso, as verbas para a educação básica. Perderam recursos a educação em tempo integral, a construção de creches, as atividades de alfabetização e o ensino técnico. Será que essa é uma forma de punir as crianças "comunistas" e os idosos da "velha política"?

85 – EMBAIXADA NOS EUA. Quem está criticando Jair Bolsonaro por querer indicar o filho para uma embaixada no EUA não sabe se colocar no lugar de um pai. Não imagina do que um pai é capaz para ver um filho feliz. Ele já tem um filho, Flávio Bolsonaro, que tem a ocupação de ser o braço institucional das milícias no parlamento. Tem outro filho, Carlos Bolsonaro, que leva amigos íntimos para passear no centro do poder. São tarefas e distrações de peso. Agora, Eduardo Bolsonaro só quer ser um elo entre o Brasil e Donald Trump, que elogia o pupilo. Aí vem um bando de mal-amados falar em nepotismo, princípio da impessoalidade e interesse público. Coisas da velha política.

84 – MÃO-GRANDE NO FUNDO. O governo de Jair Bolsonaro quer colocar a mão-grande no fundo mantido majoritariamente pela Alemanha e pela Noruega para defender a Amazônia. São R$ 3,4 bilhões que o ministro Ricardo Salles quer desviar para os ruralistas com a obrigação de manter áreas de preservação ambiental. Um escândalo que terceiriza a vergonha, já que eles não a têm.

83 – AVIÃO DO TRÁFICO. Já dizia o rebelde poeta barroco Gregório de Matos Guerra: "A cada canto um grande conselheiro,/Que nos quer governar cabana e vinha;/Não sabem governar sua cozinha,/E podem governar o mundo inteiro". O episódio do avião presidencial transportando cocaína mostra bem a incompetência do governo de Jair Bolsonaro, que diz querer melhorar a segurança pública no país e não consegue sequer coibir que o avião oficial do governo esteja a serviço do tráfico, somente sendo descoberto o crime pela polícia espanhola. Quanta presepada!

82 – CONTRA OS PASSAGEIROS. Jair Bolsonaro vetou a franquia de bagagem para os passageiros aprovada pelo Congresso Nacional. Isso mostra bem de que lado ele está. Assim como  a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que deveria defender os consumidores, Bolsonaro resolveu proteger os interesses das grandes empresas do setor. O discurso de que cobrar pela bagagem diminui o custo do bilhete já foi soterrado pela prática das companhias, que estão cobrando valores estratosféricos. De novo, o brasileiro ficou a ver navios.

81 – ARARAS-AZUIS. As araras-azuis que serão trazidas da Alemanha para serem reintroduzidas na natureza não poderiam retornar em pior momento, com o governo de Jair Bolsonaro entregando o controle da fiscalização do meio ambiente ao agronegócio e com o ministro Ricardo Salles desmontando toda a estrutura de vigilância do MMA. Eu aconselho a que elas adiem o retorno e esperem o fim do governo Jair Bolsonaro, sob risco de serem extintas de novo.

80 – CONAMA. Quando se lida com gente sem noção, o que já está ruim pode sempre piorar. Não bastam os exemplos de Mariana e Brumadinho, com tantas vidas e patrimônio perdidos, para que os acólitos de Jair Bolsonaro tenham um mínimo de racionalidade. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acaba de diminuir a representação dos membros da sociedade civil no Conama, conselho que trata dos assuntos referentes ao meio ambiente, para dar maioria ao governo e ao agronegócio. Isso que esse senhor já foi condenado por improbidade administrativa exatamente por delitos contra os interesses que deveria defender. Colocaram um psicopata ambiental para fazer o trabalho sujo.

79 – MINISTRO FERVOROSO. Os requisitos estabelecidos pela Constituição federal para ser ministro do STF são cinco: 1) ser brasileiro nato; 2) idade entre 35 a 65 anos; 3) estar no gozo dos direitos políticos; 4) possuir notável saber jurídico; e 5) ter reputação ilibada. Jair Bolsonaro agora quer colocar mais um: ser evangélico. O direito só é direito se for plural. Não é à toa que a humanidade só avançou depois que se libertou da Idade Média e do domínio teocêntrico. Mas o boquirroto quer anular o processo civilizatório. Religioso de farda é sempre um perigo. Carrega a cruz ao lado da espada para calar vozes discordantes.

78 – DIFAMAÇÃO. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez acusações sem provas contra supostos professores que estariam coagindo alunos a participar dos protestos contra os cortes de verbas na educação. Na verdade, eles vão às ruas porque não aceitam sua gestão capenga. Acusar sem provas, senhor ministro, é indício de mau-caratismo. O seu despreparo, na esteira da desqualificação de Jair Bolsonaro, se torna a cada dia mais evidente. Seria muito melhor se o senhor, em vez de “contingenciar” as verbas do seu ministério, contingenciasse suas palavras. Ganharíamos todos.

77 – PRIMEIRO NÓS. O ministro Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, o mesmo das notas frias para pegar um reembolso da Câmara dos Deputados, e Rodrigo Maia (Dem-RJ), presidente daquela Casa, dois grandes defensores da reforma da Previdência, já optaram por ficar com a aposentaria especial como deputado federal. Reforma no fiofó dos outros é refresco.

76 – MENTIRA NOS CURRÍCULOS. Os ministros bolsonaristas Damares Alves, Ricardo Salles, Ricardo Vélez Rodriguez e Abraham Weintraub cometeram crime de falsidade ideológica e mentiram nos seus currículos. Essa gente perdeu a noção de probidade e de valores morais. Até a mulher de César perdeu as estribeiras com eles.

75 – NEGOCIATA DE GAVETA. O deputado federal Darcísio Perondi (MDB-RS), ex-membro da tropa de choque de Michel Temer, foi rechaçado pelo povo de Santa Rosa-RS e região, ou seja ficou sem mandato nas eleições de 2018. O que fez Jair Bolsonaro? Levou o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) para um ministério a fim de que o suplente Darcísio Perondi assumisse como articulador do governo na Câmara, contrariando as urnas. Se isso já é imoral, pior ainda é o que vem depois. Para deixar Perondi assumir, Osmar Terra fez a combinação de que ele continuaria a bancar o seu comitê eleitoral com verbas do mandato parlamentar, dinheiro que só deveria ser usado para gastos de quem está exercendo o cargo. A negociata de gaveta é mais uma conta paga pelo contribuinte.

74 – FAVORECIMENTO. A Constituição federal tem um princípio fundamental em seu escopo, o da impessoalidade. Isso significa que a administração pública não pode agir para favorecer pessoalmente ninguém em particular. Todavia, essa importante regra foi violada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que chegou a assinar um documento para favorecer um ex-candidato pelo PSL em 2018, que não conseguiu se eleger, para ocupar um cargo remunerado em cerca de R$ 34 mil. O ministro tentou reverter um dos pré-requisitos para ocupar determinado cargo na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o de ter curso superior. Recuou diante das resistências internas, mas sua assinatura está lá. A “nova política” parece ter sido implantada com o prazo de validade vencido.

73 – NÍVEL RASTEIRO. O comentário de Jair Bolsonaro sobre o bilau de um oriental que encontrou no aeroporto de Manaus (“Tudo pequenininho aí?”) mostra bem o nível ao rés do chão da mentalidade desse senhor visivelmente despreparado, desprovido de qualquer senso de pudor. Só falta agora ele encontrar o negão da piroca e comentar: "E aí, tudo maravilhoso aí?".

72 – INVESTIGAÇÃO. O MP do Rio de Janeiro pediu, e obteve, a quebra de sigilo de 95 pessoas ligadas ao clã Bolsonaro, todas suspeitas de vários crimes, como a popular “rachadinha”, no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. Jair Bolsonaro, com quem significativa parcela desse contingente também “trabalhou”, esgrima o surrado discurso da perseguição. Ora, das duas uma: ou as acusações são falsas e basta demonstrar isso ou são verdadeiras e aí o jeito é fazer mi-mi-mi e ganhar tempo. Claro que nada vai tisnar a admiração de Jair Bolsonaro pelo filho corretor. Contam que ao ver os resultados fabulosos na compra e revenda de imóveis, Jair Bolsonaro teria comentado, orgulhoso: “Olha aí, ah, é o meu guri, olha aí”.

71 – OMISSO. Depois de Jair Bolsonaro dar um diagnóstico bem clichê sobre a educação brasileira, atribuindo a atual situação a uma herança recebida, é válido questionar o que ele fez pelo segmento nos 27 anos em que foi deputado federal. Afinal, ele teve o condão de propor projetos de lei para melhorar esse grave quadro apontado em suas declarações e, pela ênfase nas críticas, leva a presumir que tenha sido um parlamentar ativo em prol do sistema de ensino. Pasmem: não há um projeto de lei, uma norma aprovada para elevar o aprendizado. Ser omisso não é delito, mas ser cínico é um grave defeito moral.

70 – NOTÍCIA-BOMBA. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, defendeu que o Brasil possua armas nucleares. Esse rapaz é um completo nefelibata. Num país em que a educação é um desastre, o saneamento básico é uma tragédia, o acesso à saúde é uma loteria e a segurança pública é uma ficção, ele, que integra o governo de Jair “Tesoura” Bolsonaro, que corta verbas da educação, vem agora falar em despender recursos públicos com equipamentos bélicos. Gente sem noção...

69 – EFEITO CONTRÁRIO. Fernando Collor pediu para as pessoas usarem verde e amarelo e o país se tingiu de preto na época do impeachment. Dilma Rousseff fez a lei antiterrorismo e as manifestações recrudesceram depois das jornadas de junho em 2013. Agora, Jair Bolsonaro, nos Estados Unidos, durante uma viagem que é uma “viagem”, sem sentido, apenas onerando o erário para receber um prêmio que ninguém quer lhe entregar, deu declarações chamando os manifestantes dos cortes contra a educação como “idiotas úteis”. Os atos “bombaram” depois desse fato. Com isso, ele se transformou numa espécie de idiota muito útil para o êxito dos protestos.

68 – PINÓQUIO. O governo de Jair Bolsonaro está mais perdido do que cego em tiroteio e saltando mais do que minhoca em formigueiro. Foi armado um circo que deve custar caro ao biruta-mor. Ele recebeu vários líderes partidários, inclusive do seu partido, e fez uma ligação, na frente deles, para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, proibindo os cortes nos orçamentos das universidades. Horas depois, o próprio MEC, o ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, e a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann, afirmaram que tudo não passava de um boato. Boato com testemunhas do fato? Ou Jair Bolsonaro ligou e não manda nada ou fez uma grotesca simulação perante os parlamentares. Fraude ou farsa?

67 – DOIS QUEIROZES, DOIS BOLSONAROS. Flávio Bolsonaro, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, afirmou que ele não tem explicações a dar, mas sim Fabrício Queiroz, seu assessor por mais de uma década. Aduziu que se sente traído. Ora, por favor, ele só fala isso porque foi desmascarado. Enquanto seu assessor fazia rachadinhas, realizava negócios suspeitos, contratava pessoas ligados aos milicianos sem ser descoberto, tudo estava bem. Agora que as coisas estão vindo à tona, as declarações mudaram. Queiroz passou a ser um entrave e Flávio Bolsonaro apenas um político enganado. Tá bom, eu finjo que acredito.

66 – REPROVADO. Não é demais supor que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, esteja aproveitando o cargo para se vingar das universidades, que acusa de serem pouco producentes, quanto é o contrário, produzem muito, segundo a consultoria independente Clarivate Analytics. Tudo pelo fato de ter sido um aluno medíocre. Foi reprovado em cerca de 40% das disciplinas em que se matriculou. Péssimo estudante, péssimo exemplo, péssimo ministro.

65 – OFENSAS PERMITIDAS. É inadmissível que Jair Bolsonaro, como presidente, permita que o falastrão Olavo de Carvalho ofenda gratuitamente os generais do seu estafe, inclusive, com alusão à doença degenerativa de um deles. Isso parece mágoa reprimida do capitão com o generalato. Esse deve ser o motivo por que ele dá essa licença "poética" para esse boquirroto exercer sua escrotice.

64 – MARIONETE DE FARSANTE. Como bom poltrão despreparado, Jair Bolsonaro precisa ser teleguiado, comendo na mão de terceiros, precisando que lhe entreguem as falas e as parcas ideias. É assim que ele virou um fantoche refém do pretenso filósofo Olavo de Carvalho, um pseudopensador que ativa suas neuroses como se fossem grandes achados e tiradas geniais. É o primeiro caso na história de presidente governado por controle remoto. A idiotia e a idolatria deram à babaquice status institucional.

63 – ANALOGIA DE BABA-OVO. Em uma cerimônia de posse dos novos diplomatas no Instituto Rio Branco, o chanceler Ernesto Araújo fez loas de corpo presente ao presidente Jair Bolsonaro, comparando-o a Jesus Cristo. Essa gente perdeu a noção, está encastelada numa torre de babel diante de um fosso chamado realidade. Ainda se fosse Barrabás...

62 – A IGNORÂNCIA CULTUADA. A decisão do governo de Jair Bolsonaro de realizar um corte linear de 30% no orçamento das universidades públicas mostra uma emulação para tomar um atalho rumo ao péssimo como se fosse boa rota. Isso significa rebaixar o país na disputa científica que se trava no mundo e elevar a ignorância a um patamar de virtude. Alguns néscios aplaudem e justificam a medida. Essa emenda está saindo pior que o descartado soneto.

61 – PUBLICIDADE CRUEL. O governo de Jair Bolsonaro vai gastar R$ 40 milhões com publicidade para tentar convencer a população de que a reforma da Previdência é boa para ela. Isso é mais ou menos como induzir o condenado à forca no patíbulo a participar do merchandising da corda. 

60 – ESCOLA SEM PENSADORES. O ministro da Educação de Jair Bolsonaro, Abraham Weintraub, um dos tantos boçais que têm se reproduzido no ambiente insalubre do Palácio do Planalto, quer cortar as verbas dos cursos de sociologia e de filosofia. Tristes tempos estes em que os ignorantes desfilam suas asneiras em público sem pudor, como se a insipiência pudesse ser justificada por uma ideologia de botequim. Ou de caserna.

59 – DE BOLSONARO A CUECANARO. Jair Bolsonaro é mesmo uma comédia do ridículo levado ao extremo. Agora ele diz que está preocupado com a falta de higiene dos homens que têm o bilau amputado por falta de higiene. Realmente, trata-se de uma grande pauta para o país.

58 – BOLSOLÃO. É uma suprema vergonha a informação oficial e confirmada pelo governo federal através de seu ministro Onix Lorenzoni de que cada deputado federal que votar a favor da Reforma da Previdência vai ganhar R$ 40 milhões. Isso é algo vergonhoso, nada republicano, que mostra a iniquidade desses crápulas que se apossaram do país.

57 – MINISTRA MACHISTA. A ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, aquela que diz que a esposa deve ser submissa ao marido, afirmou que o governo federal não tem dinheiro para custear as casas de abrigos para mulheres vítimas de violência. Como bem registrou um leitor nos comentários do UOL, decerto o governo de Jair Bolsonaro vai poupar para investir em cemitérios.

56 – IBAMA DESAUTORIZADO. Jair Bolsonaro quer impedir que os bens de difícil remoção dos criminosos ambientais sejam destruídos. Só falta ele propor que os bens sejam apreendidos e que os desmatadores fiquem como fiéis depositários dos equipamentos e veículos. Que continuem usando. Não me admiraria.

55 – PRECOCE. Jair Bolsonaro se aposentou aos 33 anos como militar e agora quer que a população trabalhe até morrer enquanto ele fica sangrando os cofres públicos com seus vencimentos privilegiados.

54 – SIGILO FISCAL. A Receita Federal diz que vai acionar a Polícia Federal para identificar o acesso irregular aos dados fiscais do presidente Jair Bolsonaro. Ora, só se incomoda com o acesso aos seus dados quem tem a esconder. Dentro de um regime republicano, quem só vive de dinheiro público, como a família Bolsonaro, que nunca trabalhou para valer na vida, deveria manter suas contas sempre abertas. Sigilo fiscal é para quem ganha seu sustento com o suor do próprio rosto e não precisa dar satisfação pra ninguém. Não cabe para aproveitadores.

53 – TROCA NA EDUCAÇÃO. Sem comentários.

52 – HORÁRIO DE VERÃO. Finalmente, uma grande realização do governo de Jair Bolsonaro. Agora, todas as mazelas sociais do país já podem ser consideradas em vias de extinção. Acusado de ter um governo tumultuado, com muitos desencontros e trapalhadas, o presidente chamou a si a responsabilidade de decidir sobre um grande tema nacional. Os livros didáticos já podem reservar a Bolsonaro um lugar de honra na história como o presidente que acabou com o horário de estio. Nem mesmo os imperadores de Roma, onde o sol jamais se punha, fariam melhor. Com a aprovação da reforma do horário de verão, os indicadores sociais já podem melhorar, inclusive o PIB.

51 – REVISÃO CÍNICA. O ministro Ricardo Vélez Rodríguez, da Educação, disse que não houve ditadura militar. Decerto todos os mortos pelo regime eram suicidas e os torturados se automutilaram. Os desaparecidos foram apenas abduzidos. Os anos sem eleições ocorreram somente porque a população não gostava de votar. A censura à imprensa foi uma ficção. A corrupção do regime militar também é invenção da esquerda. Nada como uma gestão que adota a “Escola sem partido”. Não há maior ideologia do que dizer que não tem ideologia. 

50 – OS SEM-VAGAS. O governo de Jair Bolsonaro está tripudiando sobre a sorte de milhares e milhares de estudantes universitários. São cem mil que adquiriram o direito de um financiamento após o Enem e uma imensa parcela não está conseguindo se matricular porque o sistema simplesmente não funciona. O descompromisso com a educação é atroz e causa indignação.

49 – GAFE INTERNACIONAL. O senso do ridículo do governo de Jair Bolsonaro tirou férias. A trapalhada da vez agora é a confecção de uma foto de Bolsonaro com a faixa presidencial para ser colocada nas embaixadas dos outros países no Brasil. O néscio não sabe que uma embaixada é, por convenção diplomática, um espaço soberano da nação que representa. Cada embaixador coloca a foto do seu presidente. Mas não avisaram o biruta de estacionamento. Outro papelão.

48 – SAMBA DO CRIOULO DOIDO. Ernesto Araújo, o chanceler das sandices e dos tolos, disse a um canal do Youtube que o nazismo foi movimento de esquerda. No governo de Jair Bolsonaro, "se gritar 'pega doidão", não fica um, meu irmão!". Bando de malucos.

47 – MEC À DERIVA. O ministério da Educação no governo de Jair Bolsonaro entrou num vaivém pior que em boate de beira de estrada. Já vão lá cerca de 15 demissões, quedas de assessores graduados e muitos recuos em políticas e iniciativas anunciadas. O ministro Ricardo Vélez Rodriguez é um bolsonarista que imita o chefe: despreparado, amador, boquirroto e fanfarrão.

46 – PELEGO UNIVERSAL. Jair Bolsonaro conseguiu fazer com Donald Trump uma negociação em que só faltou ajoelhar-se para o presidente norte-americano em sinal de subserviência. Entregou a liberação de vistos sem reciprocidade, cedeu a Base de Alcântara para os EUA, apoiou o muro da vergonha no México e está trocando as vantagens que o Brasil tem como país-membro da OMC por um futuro e improvável assento na OCDE. Só os tolos acreditam em elogios de portas abertas.

45 – REJEITO RESGATADO. O deputado federal Darcísio Perondi (MDB-RS) fez parte da tropa de choque do governo de Michel Temer e lutou para empurrar goela abaixo da população a reforma da Previdência. O povo de Ijuí-RS, sua base eleitoral, não o reelegeu, negando sua volta para a Câmara dos Deputados. O que fez Jair Bolsonaro? Convocou Osmar Terra (MDB-RS), que cola em qualquer governo, para ser ministro e garantiu o mandato do suplente Perondi, que virou um dos vice-líderes do governo na Câmara. O povo rejeita, Bolsonaro aceita.

44 – DECLARAÇÃO REVOLTANTE. O ministro Onyx Lorenzoni, aquele das notas frias para embolsar dinheiro público, elogiou a ditadura de Augusto Pinochet, um psicopata cruel que governou o Chile. Declarações como essas viraram lugar-comum no governo reacionário de Jair Bolsonaro. A afirmação, que foi repudiada por autoridades do país vizinho, saiu em paralelo com a condenação de onze militares chilenos por queimarem dois jovens vivos após manifestações. Sem esquecer que, durante o golpe, um dos presos, o grande cantor Victor Jara, teve suas mãos decepadas por esses sacripantas. Chegamos ao ponto em que o cinismo virou marca registrada de uma claque de embusteiros.

43 – REFORMA ENTRE AMIGOS. O governo de Jair Bolsonaro começou dizendo que os militares também dariam sua contribuição para a chamada Nova Previdência com uma economia de R$ 100 bilhões em dez anos. Depois o ministro Onyx Lorenzoni, o das notas frias, colocou a reforma em banho-maria dizendo que seriam economizados uns “R$ 92, R$ 93 bilhões”. A seguir, veio o vice Hamilton Mourão afirmando que seriam poupados R$ 13 bilhões. Ao fim e ao cabo, Jair Bolsonaro levou pessoalmente a proposta de reforma dos militares ao Congresso fixando uma economia de R$ 10 bilhões. E os militares ainda garantem integralidade e paridade. É por isso que sou a favor do porte de armas. Dá para negociar melhor. 

42 – O BRASIL DE JOELHOS. Jair Bolsonaro mostrou nos Estados Unidos toda a sua capacidade de rastejar para o governo de Donald Trump. Ao anular a exigência de visto para os norte-americanos entrarem no país,  mostrou-se um serviçal completo e rompeu com o que, em diplomacia, se chama de princípio da reciprocidade, ou seja, o que uma nação conceda à outra deve receber também em termos de benefício. "O Brasil acima de tudo", pelo jeito, é um slogan tão real quanto o dia 30 de fevereiro. A ópera-bufa está virando um filme trasch.

41 – PRESIDENTE ENROLADO. Jair Bolsonaro diz que Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro, fazia "rolos". Ora, se Queiroz depositou dinheiro na conta da primeira-dama e Jair Bolsonaro admitiu que emprestou dinheiro a ele para pagamento em dez vezes sem juros, numa operação muito estranha, então ele é parte dos rolos do ex-PM. Trata-se de um homem que faz negócios escusos e que também negocia com o presidente. São cúmplices?

40 – FAKEBOLSO. O presidente Jair Bolsonaro reproduziu matéria falsa de uma jornalista que ocupa um cargo em comissão no gabinete de um deputado estadual de Minas Gerais, também do seu partido, o PSL. Trata-se de uma acusação grave contra uma repórter do Estadão, Constança Rezende, que teria confessado a intenção de arruinar seu governo com denúncias contra Flávio Bolsonaro. Só que tem um porém: ela nunca declarou isso. Dessa forma, como perfeito biruta de estacionamento que é, Jair Bolsonaro saiu tuitando notícia falsa, inclusive atentando contra a honra objetiva da jornalista. Isso é que é "Jair" se boçalizando. 

39 – DÉBITO OU CRÉDITO? O tal do cartão corporativo já estava ruim em governos anteriores. Dilma Rousseff gastou desmesudaramente. Lula deu um sem limites para sua amante Rose e também estourou os limites (inclusive da decência). Agora, vem a notícia de que Jair Bolsonaro aumentou os gastos dessa modalidade sigilosa em 16%. O discurso é um, a hipocrisia é outra. Lamentável! 

38 – O QUE O PRESIDENTE QUIS DIZER... Ué, tanta gente, general Mourão, Onyx Lorenzoni, Rodrigo Maia, explicando o que o presidente quis dizer e que foi mal interpretado. Pelo jeito, a interdição civil e mental é só uma questão de tempo.

37 – VIDEOSHOWER. Como já alertávamos aos brasileiros antes mesmo de começar esse desgoverno (modéstia pouca é despicienda), Jair Bolsonaro é um poltrão despreparado. Uma prova ilustrativa e irrefutável, menos para seus apoiadores, claro, é a veiculação de um vídeo de Carnaval com cenas pornográficas acintosas que teriam poucas visualizações se não fosse sua ação ignominiosa de publicação, rompendo com o decoro do cargo que ocupa e expondo os brasileiros, inclusive, menores, a uma baixaria sem precedentes. Sua conduta é risível e trágica e não encontra paralelo na história do país, que foi arrastado ao ridículo no mundo inteiro. Ei, Bolsonaro, vai tomar vergonha!

36 – TRAPALHADAS. A corrupção dos governos petistas (Petrobrás, fundos de pensão, caixa 2, propinas, desvios no FGTS) gerou a onda conservadora que levou Jair Bolsonaro ao poder. Todavia, diante do amadorismo, do despreparo deste governo, do seu profícuo laranjal e de relações escusas com grupos criminosos como os milicianos, e ouvindo-se as vozes das ruas durante o Carnaval, não me surpreenderia se em breve, diante de tantos disparates e da memória curta da população, o PT acabasse regenerado e reciclado perante o distinto público. É o sujo dando sobrevida ao mal-lavado.

35 – IGNARO E CRUEL. O filho deputado federal Eduardo Bolsonaro vociferou nas redes contra a decisão judicial que permite a Lula ir ao enterro de seu neto. Essa é uma hora de solidariedade, independentemente de convicções políticas, sem falar que é um direito legal. Dessa forma, fica bem claro que a trupe de Jair Bolsonaro quer ditar ordens para todos, com completo desconhecimento da legislação em vigor. Pera aí, senhor! Não é assim que a banda toca. Vê se se toca!  

34 – BALCÃO DE NEGÓCIOS. O presidente Jair Bolsonaro já pediu para o seu capataz, o ministro Onix Lorenzoni, da Casa Civil, procurar os parlamentares para negociar benesses e favorecimentos em troca de votos para a reforma da Previdência. O "toma lá dá cá", o "é dando que se recebe" estão virando política oficial e nada republicana de um governo serviçal do mercado financeiro. A temporada de troca de favores com o chapéu alheio está a pleno vapor.

33 – APOSENTADORIA POLPUDA. A exemplo de Lula, Jair Bolsonaro nunca trabalhou seriamente na vida, vivendo sempre de expedientes e de mamatas, inclusive, outra semelhança, incorporando a capitalizada família. Agora, ele se habilitou para receber uma pensão de cerca de R$ 30 mil, que, acumulada com o salário de presidente da República, poderá passar de R$ 60 mil. Enquanto isso, quer diminuir a aposentadoria dos trabalhadores a ponto, inclusive, de alguns beneficiários ganharem menos que o salário mínimo. É uma indecência grotesca.

32 – CARTA INFANTIL. O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, bem ao estilo de Jair Bolsonaro, um poltrão despreparado, mandou cartas para as escolas do país indicando que os professores colocassem os alunos perfilados para cantar o hino nacional, com filmagem deles e leitura de sua carta. Só que sua convocação trazia o slogan da campanha de Bolsonaro, aquela frase chavonesca já por demais conhecida. Ele desconhece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que não permite esse registro sem autorização dos pais, e, o pior, ignora que a Constituição federal tem como um dos seus princípios a impessoalidade, que proíbe a promoção pessoal dos governantes, como ele quis fazer. Diante da repercussão negativa, teve que voltar atrás. Mais um boquirroto no governo Bolsonaro.

31 – CARA-PÁLIDA DE PAU. Os índios foram despojados de suas terras, quase exterminados (eram 6 milhões, são hoje cerca de 400 mil), foram torturados, mortos pelos colonizadores, sua riqueza cultural e antropológica foi agredida (centenas de línguas orais desapareceram), somatizaram doenças, as índias foram estupradas. E agora vem um descendente de invasores, o secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia, dizer que o índio é o maior latifundiário do país. É a voz de Jair Bolsonaro, da UDR, dos grileiros, do agronegócio que destrói o meio ambiente, dos exploradores sem pudor. Os índios brasileiros estão sendo covardemente atacados de novo.

30 – VERMELHA NÃO. Está comprovado: tinha razão Jair Bolsonaro, seus apoiadores e seu partido, o PSL, ao dizer que a bandeira deles nunca será vermelha: é laranja.

29 – INFORMAL E ÍNTIMO. Na gestão de Jair Bolsonaro, Leonardo Rodrigues de Jesus, de 35 anos, conhecido como Léo Índio, sobrinho do presidente, sem qualquer cargo oficial, circula livremente pelo Palácio do Planalto, inclusive participando de atividades oficiais e tendo acesso aos dados do governo. Esse informalismo por si só já é grave, mas fica mais misterioso por se tratar de estranho ao quadro de pessoal do governo, sem nenhuma responsabilidade e livre para dar pitacos. Quem o garante nessa condição e para quê? Para ser aspone a serviço de quais interesses?

28 – FICHA CRIMINAL. O senador Fernando Bezerra (PMDB-PE), que foi ministro do governo Dilma e líder de Michel Temer no Senado, foi escolhido como líder do governo de Jair Bolsonaro também no Senado. Detalhe:  ele responde a cinco inquéritos por improbidade administrativa e corrupção. Com todo esse histórico, está respaldado por Bolsonaro para o cargo. É o roto nomeando o deslavado.

27 – TAL PAI, TAL FILHO. Jair Bolsonaro foi na onda do filho Carlos Bolsonaro (uma família comandando o Brasil, parece o Império) e fritou o ex-ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência. Todavia, como o seu ex-assessor conhece todos os seus podres, está desesperadamente tentando comprar o seu silêncio. Já ofereceu um cargo na usina de Itaipu (cerca de R$ 100 mil por mês) e, diante da negativa, por intermédio do ministro Onix Lorenzoni, uma embaixada em Roma. Tudo com o nosso dinheiro. Quem tem um passado duvidoso pela frente tem medo. 

26 – "BOLUDO". O ministro da Educação, Ricardo Vélez, venezuelano, disse que "o brasileiro viajando é um canibal". Diante de uma interpelação judicial criminal protocolada no STF pelo advogado Marcos Aldenir Ferreira Rivas, recuou e disse que a Veja deturpou suas palavras. Vamos e venhamos, é difícil alterar uma declaração dessas, porque tem semântica própria. Além de arrogante, é medroso e não sustenta o que fala. Mais um farsante na trupe de Jair Bolsonaro.

25 – SERIAL KILLER. O ministro Paulo Guedes quer que os benefícios previdenciários sejam desvinculados do salário mínimo. Essas pessoas que serão atingidas já recebem uma miséria. Agora vão morrer de fome, sem comida, sem dinheiro para remédios, sem poder pagar um cuidador, sem recursos para pagar um abrigo. Enquanto isso, a família Bolsonaro enriquece sem nunca ter trabalhado sério na vida.

24 – PERDEU, PLAYBOY. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que Chico Mendes, defensor da integridade da Amazônia, que foi deputado estadual quando o PT ainda era um partido confiável, é um personagem irrelevante. No governo de Jair Bolsonaro, a ignorância está sendo elevada à condição de virtude.

23 – BENEFÍCIO ESPÚRIO. A candidata a deputada federal Marisa de Lourdes Paixão recebeu uma das maiores verbas partidárias do partido de Jair Bolsonaro (PSL), R$ 400 mil, maior até que do candidato eleito, e fez uma pífia votação de 274 votos. Para onde foi o dinheiro da laranjada?

22 – MILÍCIA AMIGA. Empregando a mãe e a mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, Flávio Bolsonaro transformou seu gabinete numa extensão do crime organizado no Rio de Janeiro, já que o referido militar é um dos seus líderes.

21 – CURRÍCULO FRAUDADO. A ministra Damares Alves, da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, anuncia-se como mestre em educação e em direito sem ter feito os referidos mestrados. Que nível para uma autoridade de primeiro escalão!

20 – "FISCALIZA NÃO". O ministro Ricardo Salles, do meio ambiente, é um cínico: quer desmontar o Ibama e, ao mesmo tempo, afirma que o Ibama não fiscalizou a barragem de Brumadinho. Ou seja: não quer que o órgão fiscalize e o culpa de não ter atuado. Em tempo: o ministro dos ruralistas foi condenado em São Paulo exatamente por beneficiar uma mineradora em detrimento do meio ambiente.

19 – SÓ QUEREM MAMATA. Jair Bolsonaro diz que quer tirar o Estado do cangote do empresário brasileiro. O problema é que os empresários só querem mamata, desviar dinheiro público e não serem fiscalizados, a exemplo dos donos da Vale, responsáveis pelas tragédias de Mariana e de Brumadinho, e os donos das empreiteiras, que banalizaram as propinas para Lula, o PT e seus aliados. Não é à toa que Bolsonaro extinguiu o Ministério do Trabalho, num agrado indecente e sórdido.

18 – DECRETO VÉU. O general Hamilton Mourão assinou decreto autorizando ocupantes de cargos comissionados, os apadrinhados, a restringir o acesso a informações da administração pública. O que querem esconder?

17 – ONIPRESENTE. Flávio Bolsonaro foi funcionário fantasma da Câmara dos Deputados entre 2000 e 2002 enquanto cursava a faculdade de direito presencial no Rio de Janeiro.

16 – REPROVADO. Jair Bolsonaro mentiu no Fórum Econômico de Davos: dise que o Brasil é o país que mais preserva as florestas, mas o o Índice de Desempenho Ambiental, ranking das Universidades de Columbia e Yale, apoiado pelo próprio Fórum Econômico Mundial, mostra que, entre 180 países, o Brasil ocupa a 69ª posição. Que feio!

15 – "FALO NÃO". Jair Bolsonaro recusa dar entrevistas no exterior, em Davos, para evitar perguntas sobre a movimentação financeira do filho Flávio Bolsonaro. Cadê o valentão?

14 – LARANJA FAMILIAR. Flávio Bolsonaro pede foro privilegiado para não ser investigado pelos depósitos do motorista laranja que também depositou na conta do presidente Jair Bolsonaro.

13 – NELAS NÃO. Ninguém fala em taxar as grandes fortunas, como prevê a Constituição.
12 – POR FORA. Os militares não farão parte do regime previdenciário e continuarão com os privilégios (Atualização: a pressão popular pode mudar isso).
11 – NÃO ERA BEM ASSIM. A posse de armas não será para todos e querem que elas fiquem em um cofre (Atualização: o cofre virou uma declaração porque pegou mal na opinião pública).
10 – SIMPLES ASSIM. Mostram a Previdência como deficitária, mas bastaria empregar os desempregados para equilibrar a pirâmide
9 - CREDORES PRIORITÁRIOS. O dinheiro que ia para a corrupção irá para a dívida pública e não para serviços básicos porque o foco é no superávit primário.
8 - LIBEROU GERAL. O fim do ministério do trabalho é para facilitar o emprego sem garantias.
7 - MULTADO. Jair Bolsonaro fala em indústria de multas do Ibama porque foi multado e quer se vingar.
6 - AMIGO DO ALHEIO. O ministro Paulo Guedes enriqueceu manipulando fundos de pensão dos trabalhadores.
5 - MEDIEVAL. A ministra Damares Alves quer a ciência longe das escolas.
4 - 171. O ministro Onyx Lorenzoni forjou notas falsas para receber dinheiro ilícito como deputado federal
3 - DE PAI PRA FILHO. O filho de Hamilton Mourão conseguiu um alto cargo no Banco do Brasil por apadrinhamento.
2 - PLÁGIO. O coordenador do Enem, Murilo Resende, é acusado de plágio em artigo científico (Atualização: foi transferido para outro cargo).
1 - LARANJA. O motorista Fabrício Queiroz é o laranja da família.


Publicado por Landro Oviedo em 10/01/2019 às 03h04


"A VIDA É BELA. QUE AS FUTURAS GERAÇÕES A LIMPEM DE TODO MAL, DE TODA OPRESSÃO E VIOLÊNCIA E A DESFRUTEM PLENAMENTE." (LEON TRÓTSKI)