"Como dois e dois são quatro/Sei que a vida vale a pena/Embora o pão seja caro/E a liberdade pequena" (Ferreira Gullar)
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SEM TRÉGUA: BOLSONARO TEM QUE SAIR

     Não, Jair Bolsonaro não é o responsável pela disseminação do coronavírus no país, não obstante ter ido aos Estados Unidos importar o vírus para mais de duas dezenas de pessoas da sua comitiva. Ele teria chegado aqui de qualquer forma. Todavia, a questão é se ele ajuda ou não no combate da pandemia. A reposta é claramente não, ele atrapalha. Mas não é só isso. Sua responsabilidade é como gestor, de uma forma que o coloca como cúmplice da atual situação ou como um omisso. Vamos ver por quê.
     Ao assumir o governo, Bolsonaro, entre outros inimigos escolhidos a dedo para agradar à sua claque de tresloucados, elegeu como alvos de seus ataques professores, ambientalistas, povos indígenas, artistas e cientistas, imprensa, entre outros. O corte de verbas para a ciência condenou o país a se espelhar na Idade Média, de onde avulta a peste negra que ceifou milhões de vidas.
     A ciência brasileira vinha num crescendo, com recursos, manutenção de pesquisadores, pagamento de bolsas para estudantes. Ele conseguiu desarticular tudo, como se todos os envolvidos com pesquisas fossem “comunistas”. Sua mente doentia, estimulada por seu exército de destemperados mentais, levaram o Brasil a um atraso sem precedentes. O pouco que se manteve está nas mãos de cientistas que estão avançando no sequenciamento do coronavírus, contribuindo de forma profícua para que se encontre uma vacina capaz de salvar muitas vidas ameaçadas.
     Jair Bolsonaro é um lunático, se neurótico, psicopata ou psicótico, cabe aos analistas fixar melhor. Mas o que salta aos olhos é que ele não tem nenhuma empatia por qualquer meta que não seja sua manutenção no poder.  As pessoas que o apoiam são meros paspalhos em suas mãos e, ele mesmo, uma projeção medíocre de quem imagina ser, um enviado messiânico, um libertador, um qualquer coisa. Seu despreparo para o cargo que ocupa é evidente e ele já começa a ser um entrave para uma classe dominante que precisa de um presidente que finja governar para todos, como foram Lula e Dilma.
     Os bolsonaristas da tropa de choque digital e de defesa do governo estão acusando o golpe, mas não se rendem. Muitos agora vêm com a conversa de que é preciso união nesta hora de enfrentamento da pandemia. Não, Jair Bolsonaro é um idiota que chegou ao mais alto posto do país sem ter nenhuma condição de exercê-lo. Seu programa de governo se limita a proteger uma elite sanguessuga do país, como o agronegócio, os banqueiros, as mineradoras, ao passo que saqueia aposentadorias e vencimentos dos mais pobres. Ele não está nem aí para a saúde da população e é um obstáculo para que ela seja uma real prioridade.
     Os panelaços e mobilizações estão apenas começando contra este governo inábil e maldoso contra os pobres e a classe média. O jogo está virando e não é hora de dar trégua para uma trupe de sacripantas. A chamada esquerda, representada pelo PT e seus puxadinhos, não tem muito a oferecer por sua traição histórica. Entretanto, um governo de direita, com sua exclusão e concentração de renda, sugando salários e semeando o desemprego, nunca vai dar certo. A realidade está posta para quem quiser ver e constatar. A mistura de rachadinhas com milicianos, funcionários fantasmas, desvios de verbas partidárias, uso de notas frias, gastos sigilosos com cartões corporativos e outras práticas nada louváveis está evidenciando que a vestal está nua e em pelo no bordel da família organizada. A conclusão só pode ser uma: fora, Bolsonaro. É o mínimo.
Landro Oviedo
Enviado por Landro Oviedo em 23/03/2020
Alterado em 24/03/2020


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