"Como dois e dois são quatro/Sei que a vida vale a pena/Embora o pão seja caro/E a liberdade pequena" (Ferreira Gullar)
Meu Diário
06/06/2016 01h51
APOLÔNIO DE CARVALHO

    Acabo de assistir na TV Cultura a um documentário sobre Apolônio de Carvalho. Quem não sabe quem foi Apolônio de Carvalho não conhece a personificação das palavras generosidade, idealismo e resistência.

Algumas informações:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Apol%C3%B4nio_de_Carvalho

 


Publicado por Landro Oviedo em 06/06/2016 às 01h51
 
17/04/2016 14h04
FORA TODOS ELES: DILMA, LULA, TEMER, RENAN, CUNHA E AÉCIO

    O Brasil está assistindo hoje ao desacerto entre duas quadrilhas que se desentenderam no butim, na hora de assaltar os cofres públicos. O pior é que colocaram a população no meio, que não deveria ter nada com isso. Afinal, quando duas organizações criminosas brigam entre si, os moradores dessas áreas não têm nada a ganhar com isso.

    A verdade é que nenhum deles deve ficar. Seguem alguns motivos contundentes para isso.

DILMA ROUSSEFF – Praticou estelionato eleitoral, mexeu nos direitos trabalhistas, como o seguro-desemprego, e está tirando bilhões do FGTS a fundo perdido, ou seja, um dinheiro que nunca mais vai retornar para esse fundo, que é do trabalhador. Aumentou a dívida pública, que deve chegar em 2017 a 75% do PIB, enriquecendo os agiotas financeiros e empobrecendo o povo.

LULA – Foi o mentor e organizador de diversas quadrilhas que assaltaram o Erário, tanto na administração direta quanto na indireta. Propiciou o mensalão e colocou na direção da Petrobras diversos criminosos, bem como nos fundos de pensão. Recebeu das empreiteiras dinheiro de propina disfarçado como pagamento de palestras, além de outros malfeitos.

MICHEL TEMER – Responsável junto com Dilma por esse governo elitista e fracassado. Pretende implantar a terceirização da mão de obra em todos os setores da economia, bem como tirar direitos previdenciários e trabalhistas. É coautor do assalto aos cofres públicos, furtando dinheiro da saúde, da segurança pública e da educação, entre outros setores.

EDUARDO CUNHA – Um dos safados-mor da política nacional. Recebeu grandes propinas e está totalmente implicado nas investigações da Lava Jato. Gasta o dinheiro dos brasileiros com se fosse seu e está transformando Paulo Maluf em aprendiz de corrupto.

RENAN CALHEIROS – Reconhecido propineiro, já renunciou ao mandato por conta de corrupção e agora está de novo envolvido nas investigações que apontam recebimento de propina no Petrolão, já sendo réu em vários processos em curso no STF.

AÉCIO NEVES – Membro do PSDB, partido que instituiu a cobrança de propina no governo de Fernando Henrique Cardoso. Também está sendo acusado de receber dinheiro ilícito. Foi no governo de FHC que o jornalista Paulo Francis revelou o começo da corrupção na Petrobras.

FORA TODOS ELES. PRIMEIRO DILMA, DEPOIS TODOS OS OUTROS.

 

 


Publicado por Landro Oviedo em 17/04/2016 às 14h04
 
18/03/2016 18h39
NÃO VAI TER GOLPE. JÁ TEVE.

    Já teve o golpe contra a Petrobrás. Já teve o golpe do estelionato eleitoral. Já teve o golpe do desarmamento da população perante a bandidagem. Já teve o golpe no BNDES. Já teve o golpe nos Correios. Já teve o Golpe no FGTS. Já teve o golpe da CPMF. Já teve o golpe do corte de verbas do SUS. Já teve o golpe nos vencimentos dos aposentados. Já teve o golpe da Lei Seca para arrecadar. Já teve o golpe no seguro-desemprego. Já teve o golpe do aumento abissal da dívida pública. Já teve o golpe no reajuste da poupança. Já teve o golpe do cartão corporativo. Já teve o golpe das contas de luz nas alturas. Já teve o golpe das diárias astronômicas da Dilma Rousseff. Já teve o golpe do caixa 2. Já teve o golpe da corrupção. E, principalmente, já houve o golpe maior na esperança de milhões e milhões de brasileiros que acreditaram nesse governo inapto e falacioso. Foram muitos os golpes. Resta resistir e punir os malfeitos desse governo e dos pústulas que os pariram.

 


Publicado por Landro Oviedo em 18/03/2016 às 18h39
 
17/03/2016 04h31
GAUDÉRIO DE OITIVA

      Eu poderia dizer pra vocês que a canção “Negro da gaita”, do poeta Gilberto Carvalho e do compositor Aírton Pimentel, vencedora da Califórnia da Canção de 1977, é do cantor César Passarinho. Afinal, muita gente faz isso. Poderia, mas, na minha condição, não devo.
    A coluna de Juremir Machado da Silva no Correio do Povo desta quinta-feira, 17.3.2016, faz uma analogia entre a descrição de uma canção gaúcha, intitulada “Só restou”, e o estado de coisas que ficou no país após muitos anos do governo do PT. Até aí, tudo bem, afinal, o analista analisa.
    Contudo, há um erro crasso que seria escusável no povo, que tem o hábito de atribuir a canção àquele que a grava, mas que não é desculpável num doutor em filosofia, ainda mais de DNA gaudério por ele reivindicado, que pode, a qualquer momento, apelar para o Google. Ele atribui a música “Só restou”, de autoria de José Hilário Retamozzo (letra) e Marco Aurélio Vasconcellos (música), a Joca Martins, que a regravou muitíssimos anos depois de ela ser sucesso com Os Posteiros, que lhe deram vida pública na XI Califórnia da Canção Nativa, em 1982. Nessa época, Joca Martins decerto estava em alguma creche campeira pela região sul do Estado. E tem mais: cantores como Joca Martins e Wilson Paim pouco criam, pois adotaram a fórmula fácil de só gravar aquilo que já está consagrado.
    Mas se fora só isso, já seria de mau tamanho. Mas não é. Na sequência, o colunista reproduz versos de uma conhecida canção nativa intitulada “Desgarrados”, que atribui ao músico Mário Barbará. É uma meia verdade e, como tal, esconde um desconhecimento de novo pouco convincente ou aceitável. A música é de Mário Barbará, mas a letra é de Sérgio Napp. A falta de crédito não merece crédito.
   Os compositores suam para trazer a lume suas obras artísticas. Não querem muito. Querem o reconhecimento devido. Mas isso depende de os ouvintes de suas obras conhecerem a ficha técnica das canções. Talvez isso seja difícil para os gaudérios de oitiva, que sempre têm temas mais relevantes para tratar e para os quais a cultura gaúcha é um detalhe para ilustrar um texto com prazo de validade.


Publicado por Landro Oviedo em 17/03/2016 às 04h31
 
14/03/2016 00h22
NOITE DE CULTURA NO MST

    Neste domingo, 13.3.2016, tive uma noite inesquecível. Fui convidado pelo meu parceiro de lides artísticas Pedro Munhoz para falar sobre a arte da poesia no assentamento Sepé Tiaraju, numa atividade promovida pelo núcleo cultural dos sem-terra. Havia pessoas de vários assentamentos do Estado, de todas as regiões.
    Não é de hoje que me identifico com a luta desse segmento pela reforma agrária. É bom vê-los em plena produtividade, mostrando o quanto foi acertada sua luta. Não menos gratificante é verificar seu envolvimento com as questões culturais, procurando melhorar a expressividade, a leitura, sedimentar seus valores e compreender melhor o mundo circundante. Como dizia Marx, “nada que é humano me é estranho”. Falei pra eles de Fernando Pessoa, Kierkegaard, Victor Jara, João Cândido, Sepé Tiaraju e, principalmente, Castro Alves, entre outros. Comentei por que é importante estudar gramática e aumentar o léxico individual com a leitura. Discutimos sobre as variantes progressistas e conservadoras da música gaúcha, entre muitos outros temas.
    No final, fui presenteado por um CD com uma coletânea de canções do MST, um DVD com a obra completa do meu amigo Pedro Munhoz e, para meu gáudio, com um quilo de arroz orgânico e sem agrotóxico produzido pelo assentados. As pessoas precisam saber que o agronegócio não tem o monopólio da produtividade e que a justiça social no campo não é uma mercadoria, mas uma realidade que os pequenos agricultores impuseram com seu valores e seu ferrenho combate ao latifúndio, que privatiza os recursos da natureza. Mais uma vez, exsurge de maneira solar a verdade de que sem luta a vida não vai mudar. 

 


Publicado por Landro Oviedo em 14/03/2016 às 00h22



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"A VIDA É BELA. QUE AS FUTURAS GERAÇÕES A LIMPEM DE TODO MAL, DE TODA OPRESSÃO E VIOLÊNCIA E A DESFRUTEM PLENAMENTE." (LEON TRÓTSKI)