"Como dois e dois são quatro/Sei que a vida vale a pena/Embora o pão seja caro/E a liberdade pequena" (Ferreira Gullar)
Meu Diário
29/05/2020 00h40
PRONTO, FALEI! (25)

     Se eu gostaria de fazer uma viagem ao espaço? Não considero isso como uma possibilidade pra mim. Sou muito pé no chão.



Publicado por Landro Oviedo em 29/05/2020 às 00h40
 
27/05/2020 02h16
HÁ UM SÉCULO NO CORREIO DO POVO - ITAQUI

Politica de Itaquy
Itaquy, 26 - Foi recebida com satisfação, aqui, no seio do partido republicano, a communicação de que o dr. Borges de Medeiros, como solução ao caso politico deste municipio, approvou a candidatura do dr. Bernardo Piffero ao cargo de intendente municipal, mantendo o dr. Octavio de Avila na chefia do partido republicano local. O candidato á vice-intendencia será o sr. Benicio Escobar.


Publicado por Landro Oviedo em 27/05/2020 às 02h16
 
20/05/2020 15h26
PRONTO, FALEI! (24)

     Se eu tivesse que sentar hoje com o jovem que eu fui, acho que não o decepcionaria. Não virei nem vou virar um velho reacionário e direitista.



Publicado por Landro Oviedo em 20/05/2020 às 15h26
 
19/05/2020 02h36
PRONTO, FALEI! (23)

Em tempos idos, poucos acreditariam que Tarso Genro comporia amigavelmente com a legalidade burquesa que criticava. Vive suntuosamente bem com a pensão de ex-governador do RS no RJ.



Publicado por Landro Oviedo em 19/05/2020 às 02h36
 
17/05/2020 22h15
"VADA A BORDO!" - EDITORIAL DO ESTADÃO SOBRE JAIR BOLSONARO (17.5.2020)

     Naquilo que já podemos chamar de "doutrina Bolsonaro, o presidente da República não é responsável por nada. O Brasil passou dos 14 mil mortos pela pandemia de covid-19, mas o presidente Jair Bolsonaro considera que não tem nada a ver com isso. Sempre que questionado, transfere a responsabilidade para os governadores e prefeitos. “Não sou coveiro”, chegou a dizer. “Não adianta a imprensa querer colocar na minha conta essas questões que não cabem a mim”, afirmou, como se presidisse outro país. E, quando o número de mortos no Brasil superou os da China, arrematou: “E daí, quer que eu faça o quê?”. 
     O Brasil já atravessa uma crise econômica sem precedentes, em que grande parte dos trabalhadores do setor privado sofreu redução salarial e milhões simplesmente perderam ou perderão seus empregos, mas o presidente parece muito mais interessado em seus projetos para aiviar os pontos na carteira de motoristas imprudentes, para favorecer a compra de armamentos pela população e para acabar com a “ideologia de gênero” nas escolas.

     Bolsonaro quer ser visto como um líder determinado a reavivar a economia, mas é incapaz de indicar um rumo para sua equipe econômica, cujo chefe, o outrora poderoso ministro Paulo Guedes, é desautorizado pelo presidente toda vez que seus interesses eleitoreiros são afetados. E, sempre que pode, Bolsonaro dá uma forcinha para as corporações de funcionários públicos, a quem serviu diligentemente em suas três décadas como deputado medíocre, enquanto os milhões de brasileiros que mergulharam na pobreza em razão da crise devem se espremer em filas intermináveis, correndo o risco de se contaminarem com  o coronavírus, para obter uns caraminguás que lhes permitam pelo menos comer.

  O presidente reclama que a imprensa o maltrata sistematicamente, deixando de falar das “coisas positivas” que seu governo faz, como cobrou o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos – que não esclareceu que “coisas positivas” seriam essas. Ou seja, a responsabilidade pela sensação generalizada de desgoverno é da imprensa, e não da escandalosa inépcia presidencial.

     Bolsonaro reclama, ademais, que seu poder é tolhido pelo Judiciário, desafiado pelos governadores de Estado, menosprezado pelo Congresso e ignorado até mesmo pelos seus próprios ministros, mas, quando tem a oportunidade de dizer o que pretende fazer com esse poder que tão enfaticamente reivindica, Bolsonaro deixa claro que seus únicos objetivos são proteger a família, enrolada na Justiça, e evitar que o desastre social e econômico causado pela pandemia de covid-19 abrevie seu mandato.

     A “doutrina Bolsonaro” é aquela em que o líder se ausenta sempre que chamado a tomar decisões críticas, não sobre os assuntos frívolos e delirantes que interessam somente à minoria radical dos celerados camisas pardas que o tratam como líder messiânico e infalível, e sim sobre temas que afetam profundamente a vida de todos os brasileiros, da atual e das futuras gerações. E se ausenta porque, como sabem cada vez mais eleitores, é completamente despreparado para ser presidente da República – algo que já era claro antes mesmo que o primeiro vírus da covid-19 atravessasse a fronteira nacional.

     Bolsonaro lembra Francesco Schettino, capitão do navio de cruzeiro Costa Concordia, que naufragou na costa italiana em 2012, acidente que deixou 32 mortos. A embarcação bateu numa rocha graças a uma manobra desastrada de Schettino, que, para completar, abandonou o navio antes dos demais passageiros. Ficou célebre o diálogo entre Schettino e o chefe da Capitania dos Portos, que mandou o capitão voltar para o navio: “Vada a bordo!”, ordenou o chefe, acrescentando um italianíssimo palavrão.

     Ao primeiro sacolejo do navio que foi eleito para capitanear, Bolsonaro, como Schettino, desceu à praia e de lá assiste ao naufrágio. Consta que, na já famosa reunião ministerial de 22 de abril, Bolsonaro teria dito que “a barca está afundando” e que era preciso ajuda dos seus ministros para “salvar o governo”. Se é assim, “vada a bordo”, presidente.

 

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Vale a pena ler. Vale a pena debater. Vale a pena compreender. Vale a pena compartilhar.


Publicado por Landro Oviedo em 17/05/2020 às 22h15



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"A VIDA É BELA. QUE AS FUTURAS GERAÇÕES A LIMPEM DE TODO MAL, DE TODA OPRESSÃO E VIOLÊNCIA E A DESFRUTEM PLENAMENTE." (LEON TRÓTSKI)